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Notícias ‘O homem e a mancha’, de Caio Fernando Abreu, ganha versão em vídeo em Sala da Funarte SP

Funarte Notícias

Publicado em 13 de janeiro de 2021

‘O homem e a mancha’, de Caio Fernando Abreu, ganha versão em vídeo em Sala da Funarte SP

Nova exibição da peça, montada em 1996 e 2016, será apresentada em Festival de Teatro Virtual da instituição

‘O homem e a mancha’, de Caio Fernando Abreu, ganha versão em vídeo em Sala da Funarte SP Integrantes da montagem teatral e da equipe da Funarte, entre eles, o diretor Aimar Labaki (em pé, de camisa social branca); o ator Marcos Breda (sentado, de camisa branca); e Ivone F. dos Santos, representante da Funarte SP (ao centro, sentada) © Silvia P. Jatobá

O espetáculo teatral O Homem e a Mancha: 25 anos-luz agora tem uma versão audiovisual, gravada na Sala Guiomar Novaes do Complexo Cultural Funarte SP. Dirigida por Aimar Labaki e com atuação de Marcos Breda, a nova encenação da peça de Caio Fernando Abreu será exibida como parte do Prêmio Funarte Festival de Teatro Virtual, em canal no YouTube, em data a ser anunciada. A apresentação contará com intérprete de Libras.

A filmagem do monólogo foi realizada no dia 9 de janeiro. Nele, o ator Marcos Breda interpreta cinco personagens — um ator com problemas de memória; um aposentado solitário que decide se isolar do mundo; um homem obcecado por uma mancha na pele (metáfora da AIDS, que vitimaria o autor); e Dom Quixote, o Cavaleiro da Triste Figura —, em uma alternância de vozes que rompe com os parâmetros da narrativa do teatro tradicional.

O ator Marcos Breda e a intérprete de Libras Marisa Peres. © Carol Barranco

O Homem e a Mancha foi o último texto teatral de Caio Fernando Abreu. O espetáculo foi dirigido originalmente por Luis Artur Nunes, com Marcos Breda, logo após a morte do autor gaúcho, em 1996. Em 2016, para comemorar os 20 anos da primeira montagem, uma releitura apresentou uma proposta multimídia que combinou várias linguagens. Esta versão é a que foi adaptada para o vídeo, com direção de Aimar Labaki e música de Celso Loureiro Chaves.

“Imenso privilégio meu de protagonizar as duas versões num intervalo de 25 anos”, escreveu o ator Marcos Breda em rede social.

Na exibição, em primeiro plano, aparece Marcos Breda. Ao fundo, um telão projeta imagens do espetáculo original, com stills (fotografias para publicidade) captados da encenação, como uma espécie de HQ que ilustra o texto e duplica a interpretação do passado com a que acontece presencialmente. Toda a movimentação acontece de forma alternada com a participação do próprio Caio Fernando Abreu, que aparece em registro histórico proferindo as rubricas de como desejava ver cada cena. Além do projetor, apenas uma cadeira, uma mesa e uma máquina de escrever compõem o cenário.

Sobre o ator

Marcos Breda é ator, professor, produtor, diretor e locutor. Possui em seu currículo dezenas de trabalhos em teatro, televisão, cinema e publicidade, ao longo da carreira iniciada em 1981. São 43 espetáculos de teatro, 38 filmes e 51 trabalhos em TV entre novelas, seriados e minisséries, incluindo novelas como Que rei sou eu?, Vamp e Explode coração.

Sobre o diretor

Aimar Labaki é dramaturgo, diretor, roteirista, tradutor e ensaísta. Autor de textos dirigidos por encenadores como Gianni Ratto, Emílio de Biasi e Roberto Alvim. Dirigiu textos de Consuelo de Castro, Shakespeare, Mario Vianna, Leopardi, Flávio Goldman e Eric Bogosian com atores como Natália Thimberg, Hugo Possolo, Dan Stulbach, Agnes Zuliani, Clara Carvalho, Adriana Londoño, Clovis Torres e Rogério Brito. Autor da telenovela Paixões Proibidas (RTP e Band) e de livros como José Celso Martinez Correa (Publifolha, 2001) e Stanislávski – Vida, Obra, Sistema (Funarte, 2016, em coautoria com Elena Vássina). Em 2021, lança seu primeiro longa-metragem como diretor, Cordialmente Teus.