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Notícias Funarte lamenta o falecimento de Tarcísio Meira

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Publicado em 12 de agosto de 2021

Funarte lamenta o falecimento de Tarcísio Meira

Grande referência nas artes dramáticas brasileiras, ator nos deixou no dia 12 de agosto, quinta-feira

Funarte lamenta o falecimento de Tarcísio Meira

Tarcísio Meira faleceu hoje, dia 12 de agosto, aos 85 anos, por complicações decorrentes da covid 19. Ele estava internado na sexta-feira (6), na unidade de terapia intensiva de um hospital na capital paulista.

Além de ser reconhecido como um dos maiores galãs da televisão nacional, o paulistano Tarcísio Pereira de Magalhães Sobrinho foi intérprete versátil, também no teatro e no cinema. A fama do ator foi aumentando ao longo de seus 64 anos de carreira (1956 – 2020), graças a personagens das mais de 60 telenovelas ou telesséries em que trabalhou, entre “mocinhos” e vilões. Foi o galã da primeira telenovela diária brasileira, 2-5499 – Ocupado (1963). Destacam-se os seus personagens de novelas: o herói João Coragem, em Irmãos Coragem (1970); Antônio Dias, em Escalada (1975); o cômico Felipe, em Guerra dos sexos (1983); o protagonista Renato Villar, em Roda de Fogo (1986); Aristides, em Páginas da vida (2006); e Tibério Vilar, na nova edição de Saramandaia (2013). Também foi Dom Jerônimo, na minissérie A muralha (2000), entre muitos outros personagens.

No teatro, atuou em 31 espetáculos em muitos deles contracenando com sua esposa, Glória Menezes – como nos sucessos Tudo bem no ano que vem (1976), Toma lá, dá cá (1983) e E Continua tudo bem (1996). A montagem mais recente foi O camareiro, em 2015, que, no ano seguinte, que lhe rendeu o Prêmio Shell de Teatro – Melhor Ator. No cinema, trabalhou em mais de 20 produções. Foi indicado para 18 premiações de TV, teatro e cinema, dos quais recebeu 15, entre eles o Troféu Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), por duas vezes – Melhor Ator e Prêmio Especial –; e o Troféu Oscarito, do Festival de Cinema de Gramado.

Tarcísio Meira nasceu em São Paulo (SP) no dia 5 de outubro de 1935. Estreou no teatro na capital, em 1956, no espetáculo Quando as Paredes Falam. Destacou-se três anos depois, na mesma cidade, em O Soldado Tanaka, trabalho a convite de Sérgio Cardoso. Também em 59, estreou na televisão, na antiga Tupi de São Paulo, no teleteatro Noites Brancas, do Grande Teatro Tupi. Na emissora, em outro trabalho do mesmo tipo, Uma Pires Camargo (1961), contracenou pela primeira vez com Glória Menezes, com quem se casaria, um ano depois. Ao lado dela, já na antiga TV Excelsior, protagonizou a primeira telenovela diária do país, 2-5499 – Ocupado (1963), Em 1968, o casal inaugurou a faixa nobre das 20h da Globo, com Sangue e areia. Seu último trabalho televisivo foi a novela Orgulho e paixão (2018).

Tarcísio estreou no cinema em Casinha pequenina (1963), um dos maiores sucessos de Mazzaropi. Entre os muitos outros êxitos do ator está O beijo no asfalto (1981), dirigido por Bruno Barreto e baseado na peça de Nelson Rodrigues; Boca de Ouro (1990), adaptado de texto do mesmo autor por Nelson Pereira dos Santos e com direção de Valter Avancinni; entre outros. Também atuou em Máscara da Traição, As Confissões de Frei Abóbora, Independência ou Morte, Missão: Matar, O Marginal, República dos Assassinos, Eu Te Amo e Não se Preocupe, nada Vai Dar Certo!, A Idade da Terra e Eu, entre outros. Seu último filme foi Não se Preocupe, nada Vai Dar Certo! (2011).

Ele deixou um filho, o também ator Tarcísio Filho. Foi padrasto de João Paulo e Maria Amélia, nascidos do primeiro casamento de Glória Menezes.

O Brasil perde hoje, muito mais que seu primeiro galã televisivo: abre-se lacuna de um nome maiúsculo das artes dramáticas nacionais. A Funarte presta profundas condolências à família, aos fãs de Tarcísio Meira e à comunidade teatral do País.

Com informações de: Enciclopedia Itaú cultural, Revista Quem, Jornal O Globo, site TV e Famosos UOL, Memória Globo e Wikipedia