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Notícias ‘Plurais de Dança’ entra em cartaz no Complexo Cultural Funarte SP

Funarte Notícias

Publicado em 28 de setembro de 2017

‘Plurais de Dança’ entra em cartaz no Complexo Cultural Funarte SP

Contemplado no Edital de Ocupação da Sala Renée Gumiel 2017, o projeto apresenta espetáculos adultos e infanto-juvenis, além de oficinas, performances e jam sessions

‘Plurais de Dança’ entra em cartaz no Complexo Cultural Funarte SP ‘Às vezes sinto que não me reconheço’. Imagem: divulgação.

No dia 4 de outubro, quarta-feira, o projeto Plurais de Dança, da Baile Soluções Culturais, estreia no Complexo Cultural Funarte SP. Contemplada no Edital de Ocupação da Sala Renée Gumiel 2017, a proposta apresenta uma programação variada, com espetáculos adultos e infantojuvenis, oficinas, performances e jam sessions. A temporada se estende até o dia 29 de outubro.

O projeto tem início com o espetáculo infantil Mané boneco, do grupo Zumb.boys, que se apresenta no dia 4 de outubro, às 15h. No dia 5, às 19h, estreia o espetáculo adulto Ladrão, também com o grupo Zumb.boys. A peça fica em cartaz até o dia 8 de outubro, de quinta a sábado, às 19h, e domingo, às 18h.

Na segunda semana do projeto Plurais de Dança, a Cia. MovMente apresenta o espetáculo infantil Kelvin – O Vira Lata, dirigido por Helena Figueira. A sessão é realizada na quarta, dia 11, às 15h. Já o espetáculo adulto Dos olhares nasce o grito fica em cartaz de 12 a 15 de outubro, de quinta a sábado, às 19h, e domingo, às 18h. Nos dias 14 e 15 de outubro, sábado às 18h30 e domingo às 17h30, Guilherme Maciel apresenta a performance Às vezes sinto que não me reconheço, do coreógrafo Anderson Machado.

Com direção de Márcio Greyk, o infantil Dança por correio fica em cartaz no dia 18 de outubro, quarta, às 15h. Na terceira semana do projeto, também são apresentados os espetáculos para adultos Yebo (19 e 20 de outubro, quinta e sexta, às 19h), Bota a cara no sol e Vira Lata (21 de outubro, sábado, às 19h, e domingo, às 18h).

Na última semana, Kelvin – O Vira Lata volta a ser apresentado na Sala Renée Gumiel, no dia 25 de outubro, quarta, às 16h. O espetáculo adulto Concreto: trabalho de pesquisa em processo, em cartaz de 26 a 29 de outubro, de quinta a sábado, às 19h, e domingo, às 18h, encerra a temporada. No sábado, dia 28, e no domingo, dia 29, meia hora antes da sessão, o público também pode assistir à performance A mulher na dança urbana, com direção de Nathalia Glitz.

Além dos espetáculos, o projeto Plurais de Dança realiza jam sessions e oficinas de dança contemporânea, dança afro-brasileira, dança urbana, danceAbility e dança de salão.

Veja a programação completa:

Espetáculo infantil: Mané boneco
Dia 4 de outubro. Quarta, às 15h.
Gratuito.
Duração: 60 minutos.
Classificação etária: livre.

Mané Boneco, mais recente espetáculo de intervenção urbana do grupo Zumb.boys,  dialoga com a beleza e a simplicidade do brincar. A peça é inspirada no boneco brasileiro Mané Gostoso, um brinquedo facilmente encontrado nas feiras nordestinas, feito de madeira, com pernas e braços articulados, e movimentado por cordões. A proposta do espetáculo é que ele seja gostoso de assistir, assim como é divertido brincar sem julgamentos externos, vivendo o encontro abertamente. O público é convidado a construir o momento com o grupo, fazendo parte da coreografia. O corpo do intérprete é virtuoso, brincalhão e articulado e deseja, a todo o momento, dialogar com as pessoas, valorizando o instante vivido e compartilhando brincadeiras e histórias.

Ficha técnica:
Direção geral: Márcio Greyk | Intérpretes criadores: Danilo Nonato, David Castro, Márcio Greyk e Guilherme Nobre | Convidados: Elzio Vieira (Mad Killa Crew) e Igor Souza (Noroest Gang) | Fotos: Kelson Barros

Espetáculo infantil: Kevin – O Vira Lata
Dias 11 de outubro, quarta às 15h, e 25 de outubro, quarta às 16h.
Gratuito.
Duração: 60 minutos.
Classificação etária: livre.

O espetáculo conta a história de um cãozinho abandonado que busca um novo lar, um novo dono. De maneira poética e bem humorada, ele se relaciona com a dura realidade das ruas: o lixo, as pulgas, o frio e a falta de comida. Kelvin – O Vira Lata busca levar ao público uma mensagem lúdica de amor e esperança, que pode ser compreendida pelo gesto, pela mímica e pela dança do personagem.

Ficha técnica:
Elenco: Léo Mologni | Concepção: Cia. MoviMente  | Roteiro: Léo Mologni  | Direção: Helena Figueira | Produção: Felipe Junqueira

Espetáculo infantil: Dança por correio
Dias 18 de outubro. Quarta, às 15h.
Gratuito.
Duração: 60 minutos.
Classificação etária: livre.

Dança por correio expressa o desejo de comunicação com os transeuntes, viajantes de sua própria cidade e turistas. A coreografia aborda a vida dedicada ao trabalho e à busca pelo conforto e utiliza os corpos dos intérpretes criadores para traduzir as sensações de um “ser urbano”. No espetáculo, o público escolhe uma carta e, a partir dessa escolha, determina o que será dançado. A intenção é interferir nos fluxos cotidianos, na paisagem urbana, transformando o trajeto das pessoas e diluindo a arte no cotidiano.

​Ficha técnica:
Direção Geral: Márcio Greyk | Intérpretes criadores: Danilo Nonato, David Xavinho, Márcio Greyk, Guilherme Nobre, Igor Souza e Eddie Guedes

Espetáculo adulto: Ladrão
De 5 a 8 de outubro | De quinta a sábado, às 19h. Domingo, às 18h.
Ingressos: R$ 10 (meia-entrada: R$ 5) – Cartões não são aceitos
A bilheteria abre uma hora antes do espetáculo.
Duração: 60 minutos.
Classificação etária: livre.

Ladrão propõe uma reflexão sobre o comportamento humano e aborda o impasse dos momentos racionais e irracionais que são impulsionados pela emoção. De que lugar se deseja fazer parte? Que espaço de relações está sendo construído? Que ações cada indivíduo reforça e produz? A serviço de que o espetáculo é concebido? Com base nesses questionamentos e em depoimentos colhidos em pesquisas anteriores, o grupo Zumb.boys sentiu a necessidade de transformar o tema “ladrão” em uma reflexão física. Para isso, pesquisou contextos sociais, emoções e sentimentos, como amor, ódio, medo e solidão. O espetáculo investiga as sensações e estratégias para cada furto ou golpe: o modo de pensar, a escolha da vítima, o medo do inesperado e o arrependimento.

Ficha técnica:
Direção geral: Márcio Greyk | Intérpretes criadores: Danilo Nonato, David Xavinho, Márcio Greyk, Guilherme Nobre, Igor Souza e Eddie Guedes

Espetáculo adulto: Dos olhares nasce o grito
De 12 a 15 de outubro | De quinta a sábado, às 19h. Domingo, às 18h.
Ingressos: R$ 10 (meia-entrada: R$ 5) – Cartões não são aceitos
A bilheteria abre uma hora antes do espetáculo.
Duração: 60 minutos.
Classificação etária: livre.

Dos olhares nasce o grito relata, por meio do corpo, um estado de subversão do jovem periférico, que traz consigo uma estética marginalizada pela sociedade. O trabalho parte da pergunta: “O que é ser suspeito dentro de um corpo social?”. Os integrantes do Núcleo Iêê transmitem emoções inspiradas em situações vividas, depoimentos e relatos. O espetáculo combina técnicas de dança contemporânea com a luta capoeira. A trilha sonora, executada ao vivo, é composta de músicas populares brasileiras e ritmos africanos. As poesias propõem uma forma de comunicação direta, fazendo com que dança, música e poesia se encontrem.

Ficha Técnica:
Direção: Rafael Oliveira | Intérpretes criadores: Alex Araújo, Fernando Ramos, Juliana Farias, Rafael Oliveira, Rafi Souza e Lion de Oliveira | Músicos: Tiago Penalva e Wesley Bahia | Iluminadora: Yasmin Santos | Operador de som: Jeferson Matheus | Assistente de produção: Victor Almeida

Espetáculo adulto: Yebo
Dias 19 e 20 de outubro | Quinta e sexta, às 19h.
Ingressos: R$ 10 (meia-entrada: R$ 5) – Cartões não são aceitos
A bilheteria abre uma hora antes do espetáculo.
Duração: 60 minutos.
Classificação etária: livre.

Em Yebo, o grupo Gumboot Dance Brasil aborda a exploração do trabalho nas minas e a espera das mulheres por seus maridos, durante a temporada. No interior dos túneis, onde os homens extraem da terra o mineral depositado em camadas de vida que já se foram, há um mundo que se desenvolve e constrói sua própria linguagem: um dialeto sonoro criado a partir das batidas nas botas de borracha. O grupo se pergunta que semelhanças pode haver entre um homem da África do Sul, recrutado para trabalhar numa mina de ouro em uma situação que se assemelha ao trabalho escravo, e um homem brasileiro, que sobe na carroceria de um caminhão com uma promessa de trabalho que é só uma esperança. Há outra forma de escravidão: a vontade de construir uma vida melhor, de manter-se vivo e dar provento aos seus. Estamos todos ligados por esse sentimento de esperança.

Ficha Técnica:
Direção geral: Rubens Oliveira | Direção musical: Lenna Bahule | Pesquisa e argumento: Rubens Oliveira | Elenco: Danilo Nonato, Diego Henrique, Fernando Ramos, Lenna Bahule, Munique Mendes, Naruna Costa, Rafael Oliveira, Rubens Oliveira, Samira Marana, Silvana de Jesus e Washington Gabriel | Músicos: Eduardo Marmo e Mauricio Oliveira | Produtor: Kelson Barros

Espetáculos adultos: Bota a cara no sol e Vira Lata
Dias 21 e 22 de outubro | Sábado, às 19h, e domingo, às 18h.
Ingressos: R$ 10 (meia-entrada: R$ 5) – Cartões não são aceitos
A bilheteria abre uma hora antes do espetáculo.
Duração: 60 minutos.
Classificação etária: 12 anos.

“Bota a cara no sol” é uma expressão que se tornou viral nas redes sociais em 2015 e substituiu o jargão “sair do armário”. Em uma brincadeira virtual, milhares de pessoas gravaram vídeos para afirmação da identidade e, principalmente, da opção sexual. Além desse fato midiático, o bailarino e coreógrafo André Liberato apresenta seus questionamentos sobre o que é a “verdade” e as diferentes maneiras de apropriação dessa palavra. Para Nietzsche, por exemplo, a verdade é um ponto de vista. Mas para a filosofia de René Descartes, a certeza é o critério da verdade. Já para Aristóteles, uma frase é verdadeira quando diz que “o que é é” ou que “o que não é não é”. Liberato, por sua vez, prendeu-se à verdade subjetiva, também chamada de verdade individual, derivada da lógica aristotélica, que diz que “a verdade de um nem sempre é a verdade do outro, por isso, verdade não é realidade, mas o modo como uma pessoa vê o mundo.” Sob a luz das questões de gênero e envolto pelo movimento da pop art, o solo questiona os grupos que se sentem proprietários de uma certeza absoluta e se julgam capazes de guiar pessoas obedientes e sem voz própria.

O termo “vira lata” significa “animais sem raça definida”. Essa expressão deriva do fato de muitos desses animais, quando abandonados, serem vistos andando famintos pelas ruas, revirando latas de resíduos a procura de algum tipo de alimento. No solo Vira Lata, o bailarino e coreógrafo Tiago Oliveira faz uma analogia dessa situação com a desigualdade social: na ausência de seus direitos cívicos, o ser humano é tratado como bicho. A corda e a focinheira, utilizadas como elementos cênicos, fazem alusão ao controle imposto pelo sistema social em que vivemos. O espetáculo apresenta uma reflexão social, demonstrando as diferenças de classe e a existência de pessoas excluídas.

Ficha Técnica (Bota a cara no sol):
Criador intérprete: André Liberato | Trilha sonora: André Liberato | Direção dramatúrgica e iluminação: Thiago Piquet | Figurino: Fabiana Nunes | Ilustrações: Giovani Tozi

Ficha Técnica (Vira Lata):
Criador intérprete: Tiago Oliveira

Espetáculo adulto: Concreto: trabalho de pesquisa em processo
De 26 a 29 de outubro | De quinta a sábado, às 19h. Domingo, às 18h.
Ingressos: R$ 10 (meia-entrada: R$ 5) – Cartões não são aceitos
A bilheteria abre uma hora antes do espetáculo.
Duração: 30 minutos.
Classificação etária: livre.

O projeto, com movimentação de dança flamenca, é inspirado no livro de Georges Perec Tentativa de esgotamento de um local parisiense, obra que revela a experiência contemporânea de um voyeur urbano, contemplador e narrador da cidade. Nos dias 18, 19 e 20 de outubro de 1974, Perec permaneceu na praça de Saint-Sulpice, em Paris, anotando tudo o que via. Com essa proposta, o autor transformou os acontecimentos cotidianos da rua em um texto composto de: fotografias escritas, um catálogo de ações, gestos e imagens, uma lista de fatos insignificantes da vida cotidiana. Nos primeiros 30 minutos do espetáculo (primeira investigação), o caminho coreográfico escolhido, assim como na narrativa de Perec, não tem regras, cadência ou hierarquia. A movimentação flamenca é construída para além da estética e estrutura do flamenco tradicional. A inspiração dos gestos vem da experiência do ordinário, do simples, daquilo que acontece quando nada acontece e da poesia que transborda dessa realidade banal e cotidiana. A coreógrafa Ale Kalaf repete a experiência de Perec, 43 anos depois, em três locais da cidade de São Paulo, ou seja, fica três dias inteiros observando e anotando tudo o que vê. A partir dessa vivência, inicia a segunda parte da pesquisa para 2018, estabelecendo a relação entre os dois momentos, entre os indivíduos e suas cidades, e observando essa realidade que nos escapa.

Ficha Técnica:
Concepção, coreografias e direção: Ale Kalaf | Bailarinas: Carolina Corrêa, Carla Labaki, Renata Sucupira, Gisele Lemos, Katia Merlino, Juliana Almeida, Gabriela Lourenção, Céline Costa e Fernanda Viana | Iluminação: Marcos Diglio | Figurinos: Maria Cajas por D’Cajas – Vestuário cênico & taylormade | Edição de trilha sonora: Rubens Macedo | Produção: Rafael Marum

Performance: Às vezes sinto que não me reconheço
Dias 14 e 15 de outubro | Sábado, às 18h30, e domingo, às 17h30.
Gratuita
Duração: 10 minutos.
Classificação etária: livre.

O espetáculo aborda a busca por novas sensações, a possibilidade de não mais sentir e a procura por uma definição. Reconhecer-se é conflituoso, mas, às vezes, sentimos que nem nos reconhecemos.

Ficha técnica:
Coreógrafo: Anderson Machado | Bailarino: Guilherme Maciel.

Intervenção: A mulher na dança urbana
Dias 28 e 29 de outubro | Sábado, às 18h30, e domingo, às 17h30.
Gratuita
Duração: 60 minutos.
Classificação etária: livre.

A atividade traz à tona a força feminina e o empoderamento das mulheres dentro da cultura Hip Hop, por meio da linguagem das Danças Urbanas. A partir de células coreográficas, solos e depoimentos, são trabalhadas as particularidades de cada integrante, transbordando a personalidade e as vivências de cada uma.

Oficina: Dança de salão
De 5 a 26 de outubro | Terças e quintas, às 14h
Dia 28 de outubro | Sábado, às 15h
Gratuita
Duração: 120 minutos.
Classificação etária: livre.

Oficina: Dança contemporânea
De 13 a 27 de outubro | Sextas, às 14h
Gratuita
Duração: 120 minutos.
Classificação etária: livre.

Oficina: Dança afro-brasileira
De 7 a 28 de outubro | Sábados, às 10h
Gratuita
Duração: 180 minutos.
Classificação etária: livre.

Oficina: Dança urbana
De 9 a 23 de outubro | Segundas, às 19h
Gratuita
Duração: 120 minutos.
Classificação etária: livre.

Oficina: Dance Ability
Dias 23 e 25 de outubro | Segunda e quarta, às 14h
Gratuita
Duração: 180 minutos.
Classificação etária: livre.

Jam session: Contato improvisação
Dias 21 e 29 de outubro | Sábado, às 15h, e domingo, às 14h.
Gratuito
Duração: 180 minutos.
Classificação etária: livre.

Jam session: Danças brasileiras
Dias 22 de outubro | Domingo, às 15h.
Gratuito
Duração: 120 minutos.
Classificação etária: livre.

Projeto Plurais de Dança – Baile Soluções Culturais

Contemplado no Edital de Ocupação da Sala Renée Gumiel 2017
Complexo Cultural Funarte SP
(Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos)

Mais informações:
(11) 3662-5177
funartesp@gmail.com