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Publicado em 29 de agosto de 2016

Funarte inaugura a mostra gratuita ‘Ponto transição’, na Fundição Progresso, Rio

Intervenções, performances, fotografias, vídeos, poemas visuais e esculturas integram programação cultural, direcionada aos Jogos Paralímpicos

Funarte inaugura a mostra gratuita ‘Ponto transição’, na Fundição Progresso, Rio Obra “Atlas”, de Suzana Queiroga – Foto: Leo Ayres

Dia 1º de setembro, quinta-feira, a Fundação Nacional de Artes – Funarte abre a exposição Ponto transição artes visuais, que reúne trabalhos de 30 criadores e coletivos contemporâneos, com diversas expressões artísticas, na Fundição Progresso – Centro do Rio de Janeiro. A mostra integra a programação cultural da instituição direcionada à temporada dos Jogos Paralímpicos Rio 2016. Ponto transição fica em cartaz até o dia 18 de setembro, das 13h às 22h, com entrada gratuita.

As obras foram selecionadas pelos curadores artísticos Luiza Interlenghi, Sonia Salcedo del Castillo, do Centro de Artes Visuais da Funarte (CEAV), e Xico Chaves, diretor do Centro. Várias formas de arte fazem parte do programa, tais como: intervenções urbanas, poemas visuais, fotografia, audiovisuais, videoinstalações, esculturas e objetos (criados individual ou coletivamente); além de conversas com artistas e pensadores, abertas ao público.

A exposição foi criada a partir do universo da produção de artistas que participaram, nos últimos doze anos, de editais da Funarte, após um amplo processo de catalogação de trabalhos das artes visuais, que envolveu críticos de todo o país. Alguns artistas produziram obras especialmente para a mostra – como é o caso de Alex Hamburger, Alexandre Dacosta, Ana Muglia, Franklin Cassaro, Helena Trindade, Hugo Houayek, João Modé, Raul Mourão, Ricardo Basbaum com João Camillo Penna, Thomas Jeferson, Valéria Costa Pinto, Victor Arruda; e Wlademir Dias-Pino com Regina Pouchain; além do Coletivo Vade Retro Abacaxi.

Obra do artista Ricardo Aleixo, de Belo Horizonte - Divulgação

Outros artistas vão recriar trabalhos emblemáticos de seu repertório, como Ana Vitória Mussi, Armando Queiroz, Chang Chi Chai, Eduardo Coimbra, Elisa de Magalhães, Irmãos Guimarães, Marcio Zardo, Marcos Bonisson, Marcos Chaves, Martha Niklaus, Ricardo Aleixo, Ronald Duarte, Suzana Queiroga, Tchello d`Barros e Tina Velho. A Galeria transparente, projeto com curadoria de Frederico Dalton, terá um espaço na exposição para uma programação própria de performances com os artistas André Sheik, Angela Freiberger, Carlos Cesari, Clarisse Tarran, Coletivo S.T.A.R. (composto por Adriana Tabalipa e Roderick Steel) e os Crioulos de Criação (com Alexandre Sá, Amélia Sampaio e Tato Teixeira); e, ainda, Eduardo Mariz, Helena Wassersten, Lilian Amaral, Monica Barki, Nivaldo Rodrigues Carneiro, Rodrigo Munhoz e Tetsuo Takita.

Segundo o diretor do Centro de Artes Visuais da Funarte, Xico Chaves, a mostra ressalta o momento de transição pelo qual passam as artes visuais e a boa representação do Brasil nesta área. “Estamos em uma transição mundial, global. As artes visuais estão acolhendo experimentações que não podem ser realizadas no campo de outras linguagens. Essas manifestações encontram uma liberdade e um espaço de concepção e amplitude irreversíveis”, afirma o artista. Ele também acentua a importância da Fundação neste processo: “A Funarte tem como função estimular o que não está no mercado. Institucionalmente, tem que atender a esses processos de experimentação. Criou um campo de expansão permanente, aceleradíssimo, em que foi tudo incorporado: poesia visual, performances, intervenções urbanas, coletivos, uma nova abordagem sobre o objeto, novas tecnologias e obras que não se classificam de uma forma só – sem excluir as expressões artísticas convencionais”, explica Xico.

A “arte em campo estável” é destacada pela outra curadora artística, Luiza Interlenghi, que pesquisa o assunto há quatro anos. Ela explica que a equipe de curadoria artística buscou “mostrar as poéticas de artistas que se posicionam em uma transição, entre os espaços tradicionais da arte e os não artísticos” (ou seja, em síntese, entre as galerias e as ruas e outros espaços públicos), “subvertendo a relação do trabalho com as instituições”. Sobre a mostra, Luiza destaca que a curadoria acolheu a transição, os processos e as linguagens dos artistas; e dialogou com o espaço da Fundição Progresso. “Vai haver um espaço de reflexão, de conversa, de estar, uma sala multiuso, com vídeos, publicações de arte, disponíveis para o público”, ressalta. Já Sonia Salcedo acentua que as obras da exposição lidam com a “questão da arte fora do cubo hermético, branco”. De acordo com Sônia, os organizadores procurou “reunir elementos das artes visuais que tratassem desse aspecto, esta confluência dessas linguagens mais transitórias que deu origem a esta proposta de Ponto transição”,  ao invés de apenas considerar linguagens que usam objetos de arte convencionais. Segundo a artista, ela e os outros curadores buscaram “familiarizar o espaço com a poética que cada artista está desenvolvendo”, sem um roteiro, “uma circulação linear”, conclui Sonia.

Exposição
Ponto transição artes visuais
Curadores artísticos: Luiza Interlenghi, Sonia Salcedo del Castillo e Xico Chaves

Visitação:
de 1º a 18 de setembro, das 13h às 22h

Entrada franca

Local: Fundição Progresso
(Térreo, 1º andar, mezanino e terraço)
Rua dos Arcos, 24, Centro, Rio de Janeiro, RJ
Tel.: (21) 3212-0800

Artistas participantes
Alex Hamburger – Belgrado – Sérvia (residente no Rio de Janeiro – RJ)
Alexandre Dacosta – Rio de Janeiro (RJ)
Ana Muglia – Muriaé (MG)
Ana Vitória Mussi – Laguna (SC)
Armando Queiroz – Belém (PA)
Chang Chi Chai – Taiwan (residente no Rio de Janeiro – RJ)
Eduardo Coimbra – Rio de Janeiro (RJ)
Elisa de Magalhães – Rio de Janeiro (RJ)
Franklin Cassaro – Rio de Janeiro (RJ)
Coletivo Galeria Transparente – Rio de Janeiro (RJ)
Helena Trindade – Rio de Janeiro (RJ)
Hugo Houayek – Rio de Janeiro (RJ)
Coletivo Irmãos Guimarães – Brasília (DF)
João Modé – Resende (RJ)
Marcio Zardo – Arroio Trinta (SC)
Marcos Bonisson – Rio de Janeiro (RJ)
Marcos Chaves – Rio de Janeiro (RJ)
Martha Niklaus – Rio de Janeiro (RJ)
Raul Mourão – Rio de Janeiro (RJ)
Ricardo Aleixo – Belo Horizonte (MG)
Ricardo Basbaum – São Paulo (SP)
Ronald Duarte – Barra Mansa (RJ)
Suzana Queiroga – Rio de Janeiro (RJ)
Tchello d`Barros – Brunópolis (SC) – residente em Alagoas
Thomas Jeferson – São Gonçalo (RJ) – residente em Niterói (RJ)
Tina Velho – Rio de Janeiro (RJ)
Coletivo Vade Retro Abacaxi – Rio de Janeiro (RJ)
Valéria Costa Pinto – Rio de Janeiro (RJ)
Victor Arruda – Cuiabá (MT)
Wlademir Dias-Pino – Rio de Janeiro (RJ)