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Funarte Notícias

Publicado em 23 de novembro de 2011

Ciclo de exposições na Funarte Brasília

Contemplados no Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2011 – Atos Visuais Funarte Brasília podem ser visitados até 8 de janeiro nos espaços do Complexo Cultural

Ciclo de exposições na Funarte Brasília

No dia 24 de novembro, quinta-feira, às 19h, começa o ciclo de exposições do Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2011 – Atos Visuais Funarte Brasília, no Complexo Cultural da Fundação, na Capital Federal. Rodrigo Paglieri e Dirceu Mauês são os primeiros artistas contemplados a expor suas obras. A Galeria Fayga Ostrower e o Espaço Marquise serão abertos a visitação pública no dia 25. A entrada é franca.

Conheça as exposições

‘Em um lugar qualquer – Outeiro’
Dirceu Maués

Com a técnica rústica de fotografia do pinhole reunida à técnica digital, o artista paraense apresenta sua primeira exposição individual na capital federal com ‘Em um lugar qualquer – Outeiro’, na Galeria Fayga Ostrower. A obra é uma instalação com vídeos, feitos a partir da animação de fotografias com câmeras pinhole, construídas com caixinhas de fósforo. As câmeras não possuem visor nem lente, apenas um pequeno furo de agulha, por onde a luz penetra. Para a mostra foram construídas mais de 150 câmeras, que captaram mais de 4 mil imagens. O trabalho é composto de seis vídeos que, juntos, formam uma visão panorâmica, de 360 graus, da praia de Outeiro, em Belém do Pará. ‘Em um lugar qualquer – Outeiro’ já foi apresentado em Montevidéu no Centro Municipal de Fotografia (CMDF), em 2010, e recebeu, em outubro de 2011, o prêmio Residência Artística, para a Academia Livre de Belas Artes (WBK) – Holanda – no 17º Festival Internacional de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil, realizado em São Paulo.

Dirceu Maués nasceu em Belém, em 1968, e fotografa desde 1990. É repórter fotográfico efetivo de um jornal, tendo realizado trabalhos para vários outros veículos. Em 2003, retomou a produção autoral, a partir da técnica pinhole como linguagem estética. Começou sua pesquisa construindo suas próprias câmeras. Desde então, recebeu prêmios no Brasil já e realizou exposições em vários locais, também no exterior, como o Künstlerhaus Bethanien, em Berlim (2009-2010). A obra de Dirceu estimula o debate sobre a utilização dos aparatos tecnológicos, principalmente daqueles ligados à produção de imagens. O artista subverte a ideia de tempo, em cada momento registrado nas fotografias, e aposta no acaso, ao permitir um tempo mais longo na captura da imagem. Suas câmeras produzem um cinema/vídeo que nos revela as paisagens de qualquer lugar, sem a preocupação tradicional com a precisão, com o máximo de fidelidade à toda imprecisão captada. Afinal, para o artista, o que importa neste trabalho é a força poética do “erro”, do ruído e do aleatório.

‘Passagem de Som’
Rodrigo Paglieri

A instalação de áudio é uma intervenção sonora na arquitetura do Espaço Marquise do Complexo Cultural Funarte. A mostra convida o público a refletir sobre as relações entre arquitetura, urbanismo, o homem e o espaço da cidade modernista. Segundo o artista, a marquise do Complexo traduz o projeto arquitetônico e urbanístico modernista, em toda sua extensão. Rodrigo explica que, como é típico dos espaços urbanos abertos de Brasília, a marquise é também um lugar originalmente construído para receber poucas pessoas, ou até mesmo nenhuma. A partir desta característica, marcante na realidade urbana de Brasília, Passagem de Som abre um debate sobre a percepção da presença humana no espaço público.

Para este trabalho, Rodrigo embutiu um sistema de som na estrutura de concreto da marquise, para conseguir reproduzir a soma de sons que caracterizam a presença humana nos grandes centros urbanos, obtida a partir de passos, vozes e outros ruídos gravados. O efeito, segundo Rodrigo Paglieri, é uma “cacofonia sonora”, e acusa a presença de alguém que não se vê e, ao mesmo tempo, configura a existência de outra paisagem não vista, mas sentida. O objetivo da obra é impor ao espaço arquitetônico do Complexo Funarte Brasília um ritmo urbano que não lhe é caracteristico. “Trata-se de transformar o espaço sem mudar sua arquitetura, fazendo isso apenas através do registro sonoro – a marca da passagem do homem” define o artista.

Rodrigo Paglieri nasceu em Santiago do Chile e vive em Brasília desde 1988. É mestre em Poéticas Contemporâneas pela Universidade de Brasília e tem desenvolvido seu trabalho em duas direções: uma para galeria, através da produção de objetos, acionados por mecanismos, e da criação de videoinstalações; e outra de intervenção urbana, linguagem com a qual trabalha há 11 anos. O artista participou, de diversas mostras importantes, entre elas a mostra Aberto-Brasília, no Centro Cultural do Banco do Brasil, este ano. Em 2009, ganhou o primeiro prêmio do IX Salão de Arte Contemporânea do Iate Clube de Brasília.

Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2011 – Atos Visuais Funarte Brasília
Exposições de projetos contemplados
Abertura: 24 de novembro de 2011, quinta-feira, às 19h

Visitação: 25 de novembro a 25 de dezembro, das 9 às 21h (segunda-feira a domingo)
Visitação prorrogada até o dia 8 de janeiro de 2012.
Entrada gratuita

Exposições

“Em um lugar qualquer – Outeiro”
de Dirceu Maués
Videoinstalação

Local: Galeria Fayga Ostrower

“Passagem de Som”
Rodrigo Paglieri
Intervenção de áudio
Local: Espaço Marquise

Complexo Cultural Funarte Brasília
Eixo Monumental – Setor de Divulgação Cultural – lote 02
Brasília (DF)
E-mail: visuaisbsb@funarte.gov.br
Telefone: (61)3322-2076/3322-2029