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Notícias ‘A grande volta do manto tupinambá’ é tema de exposição contemplada com o Prêmio Funarte Artes Visuais

Funarte Notícias

Publicado em 3 de setembro de 2021

‘A grande volta do manto tupinambá’ é tema de exposição contemplada com o Prêmio Funarte Artes Visuais

Mostra passará por Brasília e Porto Seguro (BA)

‘A grande volta do manto tupinambá’ é tema de exposição contemplada com o Prêmio Funarte Artes Visuais Fernanda Liberti. “A dança do pássaro tupinambá” – 2021. Cortesia da artista. Recorte

O Ministério do Turismo, a Secretaria Especial da Cultura e a Funarte levam, de setembro a novembro de 2021, para Brasília (DF) e Porto Seguro (BA), a exposição Kwá yapé turusú yuriri assojaba tupinambá | Essa é a grande volta do manto tupinambá. Na Capital Federal, a mostra ocorre na Galeria Fayga Ostrower, na Funarte Brasília, entre 16 de setembro e 17 de outubro de 2021, seguindo em itinerância para a Casa da Lenha, em Porto Seguro, de 28 de outubro a 27 de novembro. A entrada é franca. O projeto foi contemplado com o Prêmio Funarte Artes Visuais 2020/2021.

O trabalho integra o projeto Os artistas viajantes europeus e o caso dos mantos tupinambás nas cidades do Rio de Janeiro e Porto Seguro, e parte da história dos mantos tupinambás, para refletir sobre as relações entre esse povo, o processo de dominação colonial e sua resistência. A exposição, contemplada com o Prêmio Funarte Artes Visuais 2020/2021, conta com obras de Edimilson de Almeida Pereira, Fernanda Liberti, Glicéria Tupinambá, Gustavo Caboco, Livia Melzi, Rogério Sganzerla e Sophia Pinheiro, e curadoria de Augustin de Tugny, Glicéria Tupinambá, Juliana Caffé e Juliana Gontijo.

Além das obras, entre fotografias, poemas, desenhos, e três mantos, confeccionados por Glicéria em 2021, a mostra conta com um catálogo, que terá distribuição gratuita, e um núcleo histórico, com imagens e textos, que acompanham a história deste objeto sagrado. Uma novidade é que o nheengatu, língua derivada do tupi antigo, foi escolhido como idioma principal da exposição. O nheengatu – palavra que significa “língua boa” –, foi usado no século XIX, como idioma comum entre várias nações indígenas da região amazônica. Era mais popular que o português, no Amazonas e Pará, até 1877. Atualmente, essa língua franca (utilizada em comunidades que utilizam mais de um idioma), é uma das línguas oficiais do município de São Gabriel da Cachoeira (AM). É utilizada ainda para a comunicação entre indígenas e não indígenas; e foi retomada por grupos que perderam seu idioma nativo.

Objetos sagrados para os Tupinambá, os mantos foram levados do Brasil no período colonial pelos europeus e passaram a integrar coleções reais. Atualmente, sabe-se da existência de onze desses itens cerimoniais, que foram produzidos entre os séculos XVI e XVII, todos conservados em museus etnográficos europeus. Segundo os curadores, conduzida por sonhos no ano de 2006, Glicéria Tupinambá, da aldeia de Serra do Padeiro (BA), reiniciou a confecção de um novo manto, que se tornou o eixo central da exposição. Mesmo que os onze mantos não tenham retornado ao Brasil e sua produção tenha adormecido por longo período, os artefatos nunca deixaram de habitar o mundo dos Encantados – entidades sobrenaturais que guiam o povo Tupinambá – e agora voltam a ser confeccionadas pelas mãos de Glicéria.

Glicéria Tupinambá – Experimentações do manto no ambiente – 2020. Cortesia da artista.

ORIENTAÇÕES PARA VISITAÇÃO

Seguindo protocolos de segurança oficiais, adotaremos diversas medidas para manter o ambiente protegido:

  • A entrada do público na Galeria Fayga Ostrower será limitada a 50 pessoas. Caso o limite de visitantes seja atingido, a entrada será permitida por saída de visitante;

  • É obrigatório o uso de máscara e o cumprimento de distanciamento social de 1,5m;

  • Será realizada a aferição de temperatura na entrada e disponibilizado álcool gel e tapete sanitizante.

Exposição

Edimilson de Almeida Pereira, Fernanda Liberti, Glicéria Tupinambá, Gustavo Caboco, Livia Melzi, Rogério Sganzerla e Sophia Pinheiro

Kwá yapé turusú yuriri assojaba tupinambá | Essa é a grande volta do manto tupinambá

Curadoria: Augustin de Tugny, Glicéria Tupinambá, Juliana Caffé e Juliana Gontijo

Galeria Fayga Ostrower
Funarte Brasília
Eixo Monumental, Setor de Divulgação Cultural, Brasília (DF) – Entre a Torre de TV e o Centro de Convenções
Abertura: 16 de setembro de 2021, quinta-feira, às 18h
Visitação: de 17 de setembro à 17 de outubro de 2021, de quarta-feira a domingo, das 11h às 19h

Entrada franca

  • Visita Guiada virtual com os curadores – será disponibilizada por meio das redes da Funarte e do projeto, com acessibilidade em libras. Data: durante o período da exposição;

  • Catálogo Bilíngue – será disponibilizado tanto na versão virtual quanto impressa. Data: a ser divulgada durante o período da exposição;

  • Live de lançamento do catálogo – será transmitida pelo Instagram da Funarte e do projeto. Data: a ser divulgada durante o período da exposição.

Casa da Lenha
Praça Visconde de Porto Seguro, Centro, Porto Seguro (BA)
Abertura: 28 de outubro de 2021, quinta-feira, às 17h
Visitação: 29 de outubro a 27 de novembro de 2021, de segunda-feira à sexta-feira, das 8h às 14h.

Entrada Franca

Projeto contemplado com o Prêmio Funarte Artes Visuais 2020/2021

Sophia Pinheiro – “Retrato imaginário de Madalena Caramuru, inspirada em Glicéria Tupinambá” – 2020. Cortesia da artista.