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Publicado em 16 de julho de 2021

Funarte relembra Oduvaldo Vianna Filho

Fundação preserva arquivo pessoal do ator e dramaturgo, falecido em 16 de julho de 1974

Funarte relembra Oduvaldo Vianna Filho Vianninha. Fotógrafo não identificado. Funarte/Centro de Documentação e Pesquisa

A Fundação Nacional de Artes – Funarte presta homenagem a Oduvaldo Vianna Filho, conhecido como Vianninha, na data que marca o falecimento do ator, dramaturgo, roteirista, ensaísta e animador cultural. Nascido em São Paulo, Capital, no dia 4 de junho de 1936, ele morreu em 16 de julho de 1974, no Rio de Janeiro. O Centro de Documentação e Pesquisa (Cedoc) da Fundação preserva o arquivo pessoal do artista.

Vianninha atuou no teatro, no cinema e na televisão, sendo reconhecido por sua contribuição na dramaturgia brasileira. Escreveu mais de 20 peças, além de roteiros para cinema e TV. Dentre seus trabalhos destacam-se Chapetuba Futebol Clube, Papa Highirte, Rasga Coração e a coautoria da série televisiva de sucesso A Grande Família.

Vianninha ingressou na Faculdade de Arquitetura em 1953, mas envolveu-se com o teatro, como ator. Dois anos depois, abandonou o curso e passou a concentrar-se na atividade teatral. Iniciou o lado de Gianfrancesco Guarnieri, no Teatro Paulista do Estudante, que se fundiria algum tempo depois com o Teatro de Arena. A estreia de Vianninha como ator, nesse palco de São Paulo, que ganhou fama nacional, ocorreu em 1956 no espetáculo Escola de Maridos, de Molière.

Recebeu, no mesmo ano, os prêmios Saci e Governador do Estado, como Melhor Ator Coadjuvante, por sua atuação em Juno, o Pavão, de Sean O´Casey. Escreveu a peça Bilbao, via Copacabana e com ela ganhou o Prêmio Caixa Econômica Federal. Os anos seguintes, dedicados ao Teatro de Arena foram de grande sucesso, com trabalhos de caráter popular, que repercutiram nas artes cênicas brasileiras.

Na década de 1970, Vianninha foi convidado para trabalhar na TV. Seus primeiros trabalhos foram adaptações de obras clássicas para telepeças. O seriado A Grande Família seria lançado em 1973. O programa tinha um estilo de sitcom – do inglês “comédia de situação” (tipo de série com padrões dramatúrgicos de humor, que retratam pessoas comuns e ambientes cotidianos). Vianninha escrevia os textos da série juntamente com Armando Costa. A direção era de Paulo Afonso Grisolli.

Como dramaturgo, ganhou outros prêmios importantes – tais como vários Moliére de Melhor Autor, como por Se Correr o Bicho Pega, Se Ficar o Bicho Come – coautoria com Ferreira Gullar (1966), por A Longa Noite de Cristal, em 1970 e, depois da morte do dramaturgo, por Rasga Coração (1979).

Vianninha foi diagnosticado com um tumor no pulmão e operado, em 1973. Após a cirurgia e sua aparente melhora, dedicou-se a episódios de A Grande Família, além de continuar pesquisa para um segundo ato de Rasga Coração. Porém, com a piora de seu estado de saúde, viajou aos Estados Unidos, para um novo tratamento; mas retornou ao Brasil, sem recuperação. Passou a ditar para um gravador o segundo ato de Rasga Coração – sua mãe transcrevia, datilografava e levava o texto a ele, para correção. O estado de saúde do artista piorou. Ele foi internado, mas, ainda assim, concluiu um programa-piloto para a TV, intitulado Turma, Minha Doce Turma. Veio a falecer na manhã do dia 16 de julho de 1974, aos 38 anos.

No arquivo pessoal de Oduvaldo Vianna Filho, preservado pela Funarte, no Cedoc da instituição, é possível conferir algumas das obras do artista para teatro, cinema, rádio e televisão, bem como outros registros, relacionados com sua produção, tais como programas de espetáculos, cadernos de anotações e outros itens.

Mais informações sobre esse ou outros temas relacionados ao acervo da Fundação Nacional de Artes podem ser obtidas na biblioteca Edmundo Moniz, do Cedoc – Funarte, a, por meio do e-mail: bibli.cedoc@gov.br. Porém, o atendimento presencial do setor está temporariamente suspenso, devido às medidas de combate à pandemia de covid 19.

Pesquisa: Centro de Documentação e Pesquisa (Cedoc) – Funarte
Com informações da Enciclopedia Itaú Cultural e do Brasil Memória das Artes – Funarte