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Música, artes visuais, poesia e dança dialogam em ‘Efêmero’, na Funarte MG

Montagem busca levantar questões em torno das liberdades individuais do homem contemporâneo

Publicado em 19 de setembro de 2017 Imprimir Aumentar fonte
Espetáculo “Efêmero” – Foto: Felipe Chimicatti
Espetáculo "Efêmero" - Foto: Felipe Chimicatti

De 21 a 24 de setembro, a Cia. Mamãe tá na plateia leva para os palcos mineiros um pouco da mistura cultural que é o espetáculo Efêmero. Música, artes visuais, poesia e dança dialogam com o único artista em cena. Fabrício Trindade, que também assina a concepção da montagem, incorpora diversas figuras mitológicas: uma diva decadente, um assassino, um anjo, um penitente e um pássaro. Efêmero está em cartaz na Funarte MG,  no Centro de Belo Horizonte, com ingressos a preços populares de R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

Os seres mitológicos (incorporados pelo artista) constroem a encenação por meio de imagens e discursos que flertam com universos marginais do cotidiano urbano e têm como finalidade problematizar questões em torno das liberdades individuais do homem contemporâneo. No espaço sagrado, todos são cúmplices. Um pão ensanguentado, em pedaços, simboliza uma existência esfacelada. Um corpo que volta para a terra de onde saiu. Um anjo que surge e refaz seu percurso de descobertas. Um ser que habita um traje vermelho e se desvela, padece e segue sendo o que quer ser. O “ser-monstro-anjo-eu-nós” vai pra vida e se liberta, como a morte que destrói e reinicia ciclos. Um pássaro que resgata suas memórias no mundo e segue adiante. As diversas linguagens artísticas atravessam a cena para construir um teatro performático que não se formata em um discurso parecido, mas na propagação de realidades inventadas no instante do contato com o público.

"Efêmero"- Foto: Felipe Chimicatti

Efêmero aborda as diversas violências (físicas e simbólicas) impostas no processo civilizatório da América Latina, que surgem não apenas do fato de o continente ter sido colonizado por países ibéricos, mas também ecoam em questões artísticas, étnicas e religiosas. O artista provoca o espectador a olhar para imagens que colaboram para a construção de um discurso que busca uma descolonização cultural da América Latina, deslocando nosso continente periférico para o centro de importância.

A Cia Mamãe tá na plateia procura democratizar o acesso aos seus espetáculos, promovendo entradas gratuitas e pré-agendadas para grupos que fazem parte da comunidade local, de escolas públicas e de movimentos sociais.

Serviço:

Efêmero, da Cia Mamãe tá na plateia

Temporada: de 21 a 24 de setembro

Dias e horários: quinta e sexta, às 20h / sábado e domingo, às 19h

Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)

Funarte MG
Rua Januária, 68 – Centro – Belo Horizonte (MG)

Ficha técnica
Concepção e atuação: Fabrício Trindade
Orientação artística: Elisa Santanna
Dramaturgia: Raysner de Paula
Cenografia: Lúcio Honorato
Iluminação: Ana Reis
Figurino: Renata Alice
Artistas colaboradoras: Charles Valadares, Idylla Silmarovi e Vânia Silvério
Operador de som: Denner Moises
Imagens do teaser: João Cardoso e Moacir Prudêncio
Edição do teaser: Flora Servilha
Fotos: Felipe Chimicatti e Randolpho Lamounier
Produção executiva: Charles Valadares, Fabrício Trindade e Vânia Silvério
Realização: Cia Mamãe tá na plateia