Abílio da Silva Henriques (1949-2017) | Funarte – Portal das Artes
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Abílio da Silva Henriques (1949-2017)

Nota de falecimento

Publicado em 6 de dezembro de 2017 Imprimir Aumentar fonte

A Fundação Nacional de Artes – Funarte lamenta o falecimento do servidor Abílio da Silva Henriques, ocorrido na quarta, 6 de dezembro, em decorrência de infarto, no município de Paty do Alferes, Rio de Janeiro (RJ). Iluminador cênico e eletricista cênico, Abílio atualmente era o administrador do Centro Cultural Aldeia de Arcozelo, espaço cultural  inaugurado por Paschoal Carlos Magno, em 1965 e, hoje, pertencente ao acervo da Funarte, localizado em Paty do Alferes, no interior do Rio de Janeiro.

Abílio da Silva Henriques nasceu em 4 de abril de 1949, em Ferreira dos Zezeres, Portugal. Na terra natal, trabalhou nos teatros ABC e São Luiz, em Lisboa e no Teatro Experimental de Cascais. No Brasil, já naturalizado brasileiro, ingressou, em 1983, no antigo Inacen – Instituto Nacional de Artes Cêncicas. Na Funarte, como profissional do Centro Técnico de Artes Cênicas (CTAC), participou de obras e projetos importantes, como dos Teatros Cacilda Becker, Dulcina e Glauce Rocha, todos no Rio de Janeiro. Entre 2002 e 2011, foi coordenador do Centro Técnico de Artes Cênicas, onde promoveu diversos cursos e oficinas, contribuindo para a formação de muitos profissionais da área. Abílio também atuou como consultor técnico de cenotécnica em inúmeros trabalhos. Mestre da cenotécnica, ministrou inúmeros cursos e oficinas em várias cidades do Brasil, sendo reconhecido nacionalmente entre os técnicos de teatro.

Amigos da Funarte prestam homenagem a Abílio

“Abílio Henriques integrou uma equipe exemplar que fez do Centro Técnico de Artes Cênicas, em tempos áureos, um centro de referência da área técnica das artes cênicas no país. Ao lado de outros profissionais de alto nível de competência, participou com dedicação do grande legado deixado por este Centro no desempenho do seu papel de sistematização do conhecimento, de formação e de assessoria técnica. E, sobretudo, na dignificação do profissional técnico no conjunto das funções que dão vida ao espaço cênico. Nosso querido Abílio com seu sotaque e humor tão peculiares, amigo, teimoso, persistente e comprometido com os destinos da instituição (nos últimos tempos sofrendo com o destino da Aldeia de Arcozelo), deixa seu nome gravado na memória de seus amigos, colegas e em relevantes serviços prestados pelo CTAC durante tantos anos e em diferentes regiões do país.” (Humberto Ferreira Braga, ator, produtor e ex-presidente da Funarte)