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‘Minha’, peça inédita de Wilson Sayão, estreia no Teatro Dulcina, no Rio

Interpretado pelo ator Osvan Costa, monólogo oscila entre o drama e o humor e reflete sobre sentimentos como o amor, o preconceito e a solidão. A partir de 9 de junho

Publicado em 25 de maio de 2018 Imprimir Aumentar fonte
Espetáculo ‘Minha’ – Foto Serginho Carvalho
Espetáculo ‘Minha’ – Foto Serginho Carvalho

O espetáculo Minha, escrito pelo premiado dramaturgo Wilson Sayão, estreia dia 9 de junho, sábado, às 19h, no Teatro Dulcina, no Centro do Rio. Inédito, o monólogo é interpretado pelo ator Osvan Costa. A história, profunda e arrebatadora, reflete temas do cotidiano que, muitas vezes, não são falados, discutidos ou expurgados. O texto aborda a importância do companheirismo e do amor, mas transita também por zonas desconfortáveis, como solidão, abandono, preconceitos e a iminência da morte. A direção é de Fátima Leite e a supervisão, de Amir Haddad.

O projeto foi selecionado através do Edital de Espetáculos de Artes Cênicas e Música 2018, lançado pela Fundação Nacional de Artes – Funarte para ocupação de espaços da instituição. A montagem fica em cartaz até o dia até 8 de julho, de quarta a domingo, sempre às 19h. A capacidade do teatro será de 80 pessoas distribuídas num ambiente intimista, criado excepcionalmente para o monólogo. Os ingressos custam R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada), de quinta a domingo. Às quartas, tem promoção com preço único de R$ 10.

Vencedor dos prêmios Shell e Mambembe, Sayão escreveu a peça no final da década de 1990. A história é ambientada num quarto de hospital e pontuada por canções emblemáticas, entre as quais Minha, de Francis Hime e Ruy Guerra, que dá título ao espetáculo. O texto foi apresentado ao grupo Tá na Rua durante a oficina de leitura Studio A, ministrada pelo diretor Amir Haddad, em 2016. No ano seguinte, Haddad incentivou o ator e realizador Osvan Costa, integrante do grupo, a montar o espetáculo; e a atriz e diretora Fátima Leite a dirigir a montagem, sob sua supervisão.

Minha é uma das melhores peças escritas pelo Wilson Sayão, autor das melhores peças brasileiras contemporâneas na minha opinião. Assim, tenho dado o maior apoio (…) para levarem adiante a empreitada de tornarem público esse valor tão determinante da dramaturgia brasileira. Estamos pobres de autor, pobres de ideias, pobres de teatro. É um momento bom para fazer Minha”, afirma Amir Haddad.

Na trama, um homem casado, pai de dois filhos, funcionário público, divide seu tempo entre o trabalho, a casa e os compromissos sociais com as visitas diárias à esposa, que se encontra em coma num leito de hospital devido a uma cirurgia malsucedida. Numa dessas visitas, o marido revela-se, como talvez nunca houvesse feito. Apresenta-se assim sem máscaras e sem qualquer disfarce social que até ali havia conduzido a sua vida, travando um “diálogo” com esta mulher, amor de sua vida, que, no entanto, não ouve, não fala, não vê e não sente. A narrativa segue numa alternância de sentimentos, como uma montanha russa, oscilando entre o drama e o humor.

Sinopse
Diante da esposa, no leito de um hospital, Henrique revela seus medos, preconceitos, arrependimentos, angústias, desejos e taras que, devido à sua máscara social, nunca tinham sido expostos ou expurgados.

Ficha Técnica
Texto: Wilson Sayão
Direção: Fátima Leite
Elenco: Osvan Costa
Supervisão: Amir Haddad
Iluminação: Aurélio De Simoni
Cenografia: Fernando Mello da Costa
Figurinos: Liliam Butini
Coreógrafo: Toni Rodrigues
Preparação vocal: Jacqueline Priston
Direção de produção: Rafael Fleury
Coordenação de projeto: Osvan Costa
Operação de luz: Cris Ferreira
Operação de som: Rafael Fleury
Iluminador assistente: Guiga Ensa
Programação visual: Wellington Souza
Ilustração: Gilberto Nascimento Neto
Fotografia still: Serginho Carvalho
Consultoria, pesquisa e colaboração musical: Alessandro Persan
Assessoria de imprensa: Lu Nabuco Assessoria em Comunicação
Realização: Riquixá Invenções Artísticas

Serviço:

Minha
Temporada: 9 de junho a 8 de julho de 2018
De quarta a domingo, às 19h

Ingressos: quartas populares – R$10,00 (promoção sem direito à meia-entrada)
quinta a domingo – R$ 40 (inteira)  e R$ 20 (meia)
Bilheteria: terça a domingo, das 14 às 19h
Capacidade: 80 lugares
Gênero: Drama
Duração: 60 minutos
Classificação: 14 anos

Teatro Dulcina
Rua Alcindo Guanabara 17, Centro – Rio de Janeiro (RJ)
(próximo ao VLT e ao Metrô Cinelândia)
Telefone: (21) 2240 4879

Este projeto foi selecionado através do Edital de Espetáculos de Artes Cênicas e Música 2018