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‘Júlio irá voar’ leva ao palco a trajetória de um brasileiro, esquecido pela história

Inspirado na vida do paraense Julio Cezar Ribeiro de Souza, o texto foi apresentado no Ciclo de Leituras Dramáticas da Funarte, na Sala Sidney Miller

Publicado em 30 de outubro de 2013 Imprimir Aumentar fonte
‘Júlio irá voar’ na Sala Funarte Sidney Miller – Foto: S. Castellano
‘Júlio irá voar’ na Sala Funarte Sidney Miller – Foto: S. Castellano

A trajetória de um brasileiro, esquecido pela história, inspirou o texto ‘Júlio irá voar’ que, nesta terça, 29 de outubro, chegou ao palco da Sala Sidney Miller, no Rio, em mais uma apresentação do Ciclo de Leituras Dramáticas da Funarte. Para interpretar os principais acontecimentos da vida do pesquisador paraense Julio Cezar Ribeiro de Souza – pioneiro da dirigibilidade aérea no Brasil – um elenco só de homens, formado pelos alunos da CAL (Casa das Artes de Laranjeiras) Gabriel Querino, Renato Chagas, Renato Ribone, Ricardo Dias Oliveiras e Rodrigo Viegas, além do funcionário da Funarte, Clauser Macieski. A leitura teve a direção de José Mauro Brant, que também atuou como narrador.

Além do público e de convidados, assistiram à apresentação a coordenadora de Teatro da Funarte, Heloísa Vinadé, e a assistente de produção, Beth Araujo. O próprio diretor, José Mauro Brant, afirma que não conhecia a história.“Esse texto traz um personagem da cultura nacional, que é o Julio Cezar, que eu nunca tinha ouvido falar e fiquei apaixonado pelas suas ideias. Ele foi, digamos, um protótipo dos heróis da aviação, antes mesmo do Santos Dumont, e foi esquecido. A gente ficou muito feliz de ter participado, justamente por ganhar no nosso acervo esses dois presentes: conhecer o Julio Cezar e conhecer a peça desse autor do Norte”.

‘Júlio irá voar’, de autoria de Carlos Correia Santos, ganhou, em 2004, o Prêmio Funarte de Dramaturgia – Categoria Adulto – Região Norte. A peça foi encenada pelo Grupo de Teatro Palha, de Belém (PA). Em 2006, teve sua primeira temporada na capital do Pará. A trama mostra Julio Cezar Ribeiro em busca do grande objetivo de sua vida: descobrir o segredo da dirigibilidade aérea. Ao longo desta jornada, o inventor é guiado por quatro seres fantásticos: o Anjo do Sonho, o Anjo das Ideias, o Anjo da Verdade e o Anjo da Loucura. O vulto histórico também é acompanhado pela intrigante figura de Hermes, que o aconselha e incentiva. Ao final da aventura, é ele quem provará o quanto a Eternidade busca voar, juntamente com os ousados.

Na próxima terça, 5 de novembro, o Ciclo de Leituras Dramáticas da Funarte apresenta ‘As prosopopéias de Casemiro Côco’, de Orlângelo Leal. A obra foi contemplada com o Prêmio Funarte de Dramaturgia 2004 – Teatro Adulto – Região Nordeste.

Sobre o diretor José Mauro Brant– Em atividade no teatro profissional desde 1988, José Mauro Brant participou, como ator, de mais de 70 produções. Trabalhou com diretores como Gerald Thomas, Ítalo Rossi, Werner Herzog e Aderbal Freire Filho. É presença constante em musicais brasileiros, como Jacinta, de Newton Moreno, Aderbal Freira Filho e Branco Mello; Marlene Dietrich – As Pernas do século; A Aurora da Minha Vida – Um Musical Brasileiro; Theatro Musical Brazileiro I, II e III, de Luiz Antonio Martinez Corrêa; O Baile, de José Possi Neto; Pianíssimo, de Tim Rescala; Metralha, com Diogo Villela; Dolores, com Soraya Ravenle; e Um Dia Muito Louco, dirigido por Ítalo Rossi. Em 1997, ganhou o prêmio Ministério da Cultura Troféu Mambembe – Melhor Ator. Idealizou e produziu os espetáculos: Era uma vez… Grimm (ganhador do prêmio APTR 2012 – Melhor música -Tim Rescala); Saber viver nos dias que correm, de Clarice Lispector e Caio Fernado Abreu (2009); A Viagem Grandota (2010); Contando Machado de Assis (2008); Contos, Cantos e Acalantos (prêmios Tim de Música e Rival Petrobras, pelo CD); e Federico García Lorca – pequeno poema infinito, indicado para o prêmio Shell 2007 – Melhor ator. Sua empresa, a Belazarte Realizações Artísticas, foi contemplada pela Funarte no Edital de Ocupação do Teatro Dulcina 2013, com o projeto Dulcina Abre o Pano, do qual também é curador. A programação prossegue até dezembro.

Sobre o autor  de ‘Júlio irá voar’– Carlos Correia Santos é um dos mais premiados e reconhecidos escritores da Amazônia, atualmente. Poeta, contista, cronista, dramaturgo, roteirista e romancista, é vencedor do Prêmio Haroldo Maranhão – Edições Literárias 2011, do Instituto de Artes do Pará (IAP) – Governo do Estado); e do Prêmio Dalcídio Jurandir 2008, de vulto nacional, na mesma categoria, com Velas na Tapera. Prefaciada pelo célebre romancista José Louzeiro, a obra foi lançada em Lisboa, em 2011, na FNAC. Ganhou versão em e-book, lançado na Alemanha, França e Reino Unido. Também é do autor o premiado livro de poemas O Baile dos Versos, que ganhou especial “saudação” da Academia Brasileira de Letras, em 1999. Como dramaturgo, coleciona importantes premiações, tais como o Prêmio IAP de Literatura Categoria Teatro (2004); os prêmios Funarte de Dramaturgia – Região Norte, por três anos consecutivos (2003, 2004 e 2005); o Prêmio Funarte Petrobras de Fomento ao Teatro (2005); a Caravana Funarte Petrobras de Circulação Nacional (2006); a classificação de três espetáculos no Prêmio Cláudio Barradas – Edital Estadual de Fomento às Artes Cênicas 2008, da Secretaria de Cultura do Estado do Pará; o Prêmio IAP de Edições Culturais – Dramaturgia (2008); e o II Concurso Literatura para Todos 2009 – categoria Dramaturgia, do Ministério da Educação. No cinema, foi agraciado com o Prêmio do Edital Curta Criança, do Ministério da Cultura.

Treze das obras do autor transformaram-se em livro, no Brasil. Algumas delas foram traduzidas para o francês e para o espanhol. Com intensa dedicação à escrita teatral, sua obra foi incluída no Catálogo da Dramaturgia Brasileira, da pesquisadora Maria Helena Kühner (iniciativa detentora do Prêmio Shell). Seus textos teatrais já originaram diversas montagens, apresentadas de norte a sul do país, com direções assinadas por Gilberto Gawronski e por Stella Miranda, entre outros. Com MBA em Jornalismo, é formado pela Universidade da Amazônia. Assinou uma seção no jornal O Liberal (PA), entre outros trabalhos na profissão. Publicou contos no jornal O Estado do Acre e em diversos sites, não só no Brasil, como também no Timor Leste. Gestor e produtor de eventos culturais, já coordenou diversos e bem-sucedidos projetos ligados à literatura e leitura, na região Norte.

O Ciclo de Leituras Dramáticas da Funarte leva aos palcos textos teatrais brasileiros contemporâneos, premiados pela instituição – idealizado pelo presidente da Fundação, Guti Fraga. As peças que compõem a programação foram vencedoras do Prêmio Funarte de Dramaturgia, de 2003 a 2005. As leituras são apresentadas sempre às terças-feiras, às 18h30, na Sala Funarte Sidney Miller, com entrada gratuita, até dezembro.

Ciclo de Leituras Dramáticas

Próxima leitura

As prosopopéias de Casemiro Côco
De Orlângelo Leal

Texto contemplado com Prêmio Funarte de Dramaturgia 2004 – Teatro Adulto – Região Nordeste

5 de novembro de 2013, terça-feira, às 18h30

Sala Funarte Sidney Miller
Palácio Gustavo Capanema – Rua da Imprensa nº 16, térreo
Rio de Janeiro (RJ)