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Artes Visuais

Prêmio Marcantonio Vilaça

Em 2009, o Centro de Artes Visuais da Funarte lançou o terceiro edital do Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça, com o objetivo de incentivar produções artísticas inéditas destinadas ao acervo das instituições museológicas públicas e privadas sem fins lucrativos. Por exigir ineditismo das obras, diferentemente da edição de 2008, a Funarte passa a fomentar, num só edital, tanto a difusão das artes visuais quanto a produção artística, bem como sua consequente formação de público.

Puderam participar da seleção com obras inéditas artistas, coletivo de artistas e instituições museológicas públicas das esferas federal, estadual e municipal ou privadas sem fins lucrativos que mantenham acervo de artes visuais e condições comprovadas para a manutenção e exibição das obras premiadas.

O Prêmio teve sua primeira edição em 2006, contemplando cinco projetos artísticos nas áreas de pesquisa e fomento, um de reconhecimento pelo conjunto da obra e outro de monografia. A segunda edição ocorreu apenas em 2008, quando foi adotado um novo formato que permitiu a aquisição de acervo por oito instituições museológicas das cinco regiões do país.

Um longo e produtivo caminho

Na edição de 2008, quando o perfil do edital foi modificado, apenas 12 participantes inscreveram-se, quantitativo muito pequeno para o número de museus de arte existentes no Brasil. Esse problema reflete em parte a necessidade de uma maior mobilização dos dirigentes e curadores das instituições brasileiras, que faça jus à demanda que se sabe haver no país.

Quando observamos o resultado desta edição 2009, percebemos a qualidade da nossa arte e a pertinência da existência de uma política pública para este fim. A formação de coleções relevantes nos museus de arte brasileiros é, neste sentido, a condição que nos permite acreditar em uma mudança no nosso status, de pré-desenvolvimento para de país verdadeiramente desenvolvido, tendo por princípio a cultura como sustentação da educação.

Marcantonio Vilaça

Falecido no dia 1 de janeiro de 2000, aos 37 anos, Marcantonio Vilaça foi homenageado com a criação de dois prêmios de incentivo à produção artística com o seu nome, regulamentados por lei federal. Além deste editado pela Funarte, há o Prêmio CNI/SESI. Personalidade atuante nas artes visuais nas décadas de 1980 e 1990, o advogado por formação dirigiu a revista de arte “Galeria”; fundou com sua irmã a galeria Pasárgada Arte Contemporânea, provocando um movimento renovador no Recife; e inaugurou com Karla Ferraz de Camargo a galeria Camargo Vilaça, em São Paulo, considerada a mais importante referência para a arte brasileira nos anos 1990.

Por sua atuação, Marcantonio Vilaça projetou a arte contemporânea brasileira internacionalmente, profissionalizou a representação do artista contemporâneo brasileiro, que passou a frequentar bienais e feiras internacionais, ganhou catálogos e livros, entrou para acervos de grandes museus e coleções particulares. Também investiu ao expor artistas estrangeiros no Brasil, numa tentativa de abrir os olhos do público brasileiro para a produção contemporânea mundial.