Música popular
Reflexo de um país continente, a música popular brasileira é cada vez mais respeitada e apreciada mundo afora. O Brasil pode se orgulhar de ser um dos poucos países no mundo a produzir uma música que ocupa a maior parte do mercado consumidor interno.
A Funarte atua na área da música popular com o objetivo de democratizar esta relação entre artistas e o grande público. Por meio de um trabalho focado no desenvolvimento de espaços complementares aos da indústria da cultura de massa:
- Viabiliza apresentações de talentos da música popular brasileira
- Resgata artistas, gêneros e estilos da nossa rica tradição musical
- Oferece oportunidades a novos talentos
- Disponibiliza ao grande público um vasto acervo de gravações, partituras, depoimentos, textos e entrevistas
- Edita livros e discos deste vasto acervo, através das Edições Funarte
Projeto Pixinguinha
O Projeto Pixinguinha foi criado em 1977 para difundir e formar plateias da música brasileira através da circulação nacional de espetáculos. O projeto resulta da parceria entre a Funarte e as Secretarias Estaduais e Municipais de Cultura de todo o país. Desde 1983, conta com o patrocínio da Petrobras.
Retomado em 2004 após uma interrupção que durava desde 1997, o Projeto realizou até 2006 um total de 344 apresentações (feitas por 44 elencos), para um público aproximado de 185.800 espectadores – distribuídos por todos os 27 estados brasileiros, num total de 73 cidades.
Estes espetáculos, sempre a preços populares ou entrada franca , foram assistidos por mais de dois milhões de espectadores em todo o Brasil. Ajudaram a revelar ou a confirmar talentos como João Bosco, Leila Pinheiro, Adriana Calcanhotto , Djavan, Marina Lima, Zélia Duncan e Zizi Possi, além de prestigiar carreiras de grandes nomes como Elizeth Cardoso, Marlene, Dóris Monteiro, Quinteto Violado, Paulinho da Viola, Cartola e Edu Lobo, entre muitos outros.
Geraram ainda um rico acervo de 500 fitas cassete ou de rolo, com gravações ao vivo de cerca de 5 mil músicas de aproximadamente 3.400 compositores brasileiros. Parte deste acervo integrará a programação musical do Canal Funarte.
Reativação do Projeto
Em setembro de 2004, o Projeto Pixinguinha foi reativado, sob o patrocínio da Petrobras. A Funarte recebeu, via edital nacional e indicações das Secretarias e Fundações de Cultura de todos os estados da União, 1.557 inscrições de artistas e grupos de todas as regiões do Brasil. Destes, foram selecionadas 131 atrações.
Entre os meses de setembro e novembro de 2004, foram realizados 91 shows com 134 artistas (entre atrações principais e acompanhantes), para cerca de 57 mil espectadores, em 38 cidades de todo o país.
Em 2005, os números foram ainda mais expressivos: de abril a setembro, 159 apresentações envolveram 219 integrantes nas turnês (contabilizando produtores, técnicos e músicos), cerca de 90 mil espectadores e 53 cidades percorridas.
Já em 2006 o Projeto Pixinguinha foi realizado nos meses de março, abril e maio, com um total de 91 apresentações (mais quatro oficinas ministradas por músicos e técnicos em diferentes regiões) para cerca de 40.500 espectadores de 46 cidades brasileiras. Neste último ano, as turnês totalizaram 154 viajantes (entre produtores, técnicos e músicos).
Cantores e grupos que participaram do Projeto Pixinguinha 2006
Sueli Costa; Xangô da Mangueira; Jane Duboc; Mauricio Carrilho; Délcio Carvalho; Fátima Guedes; Nei Lopes; Cláudio Jorge; Leandro Braga; Paula Santoro; Luiz Gayotto; Wilson das Neves; Tavinho Moura; Ivan Vilela, Lenine Santos e Suzana Salles; Francisco Aafa; Vítor Ramil; Kátia B; Flu; Almir Gabriel; Sérgio Barros; Suely Mesquita; Ezequiel Lima; Macleim; Celso Adolfo; Marcelo Loureiro; Cris Aflalo; Gilvan Santos; Genésio Tocantins; Amadeu Cavalcante; Antônio Pereira e os grupos Nós Quatro, Jongo da Serrinha, Rabo de Lagartixa, Banda de Pífanos de Caruaru, Trio Madeira Brasil e Qu4tro a Zero.
Pauta Funarte de Música Brasileira
Criado com o objetivo de valorizar os espaços de música da Funarte junto a seu público, o projeto Pauta Funarte de Música Brasileira agrega novas características à ocupação das Salas Funarte. Com o patrocínio da Petrobras (através da Lei Federal de Incentivo à Cultura), as Salas Funarte passaram a ter, a partir de abril de 2006, preços fixos e padronizados na bilheteria, com ingressos a R$ 5 (inteira) e R$ 2 (promocional), além de um plano de divulgação.
Outra nova qualidade agregada à programação das Salas Funarte foi a melhoria nas condições oferecidas aos artistas, que, além de receberem 80% do valor arrecadado na bilheteria, passaram a contar ainda com uma ajuda de custo de R$ 1.000 por apresentação. Cada artista da programação – selecionado por um júri de críticos musicais a partir de inscrições feitas através de edital – realiza duas apresentações na Sala Funarte.
Neste ano de 2006, a Pauta Funarte de Música Brasileira foi realizada paralelamente nas Salas Funarte Sidney Miller (Rio) e Cássia Eller (Brasília), com 60 artistas selecionados para cada uma das praças (perfazendo, assim, um total de 120 apresentações em cada cidade). Fechada ao longo do ano para reformas estruturais, a Sala Funarte Guiomar Novaes, em São Paulo , será incluída na edição do projeto Pauta Funarte de Música Brasileira em 2007.
Com programação de abril a dezembro de 2006, o projeto viabilizou no Rio (de terça a sexta-feira) e em Brasília (de quinta a domingo) a apresentação de artistas das mais variadas vertentes da música popular. Na Sala Funarte Sidney Miller se apresentaram, entre outros, o sambista Monarco, o pesquisador de música caipira Passoca, a compositora Alzira Espíndola e jovens valores como a cantora Roberta Sá e o Quarteto Maogani. Já pela Sala Funarte Cássia Eller passaram a dupla Zé Mulato e Cassiano, o violeiro Roberto Correa, o jovem pianista André Mehmari e os grupos Cabruêra e Casuarina, entre outros nomes.
As inscrições para a Pauta Funarte de Música Brasileira são feitas por intermédio edital lançado pela Funarte com abrangência para artistas de todo o Brasil.








