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A Funarte realiza, pelo segundo ano consecutivo, a Rede Nacional de Artes Visuais, que visa difundir e fomentar as artes visuais em todo o território nacional através de oficinas, palestras e intervenções.

Programação completa na Agenda.

Estrutura l O que fazemos l Programação l Histórico
Formação de Especialistas l Projetos em Parceria |
Galeria virtual de fotografias

Projetos em Parceria

Acervo Fotográfico do Centro de Documentação da Funarte l O Rio Panorâmico de Malta l Acervo MIS/SP l Acervo MIS/GO l Negativos em vidro do Jardim Botânico l
Projeto Cora Coralina l Projeto Arquivo Central do Iphan

O CCPF é um centro de excelência, sempre pronto para desenvolver parcerias com instituições públicas ou privadas, interessadas em conservar e preservar seus acervos fotográficos.

Acervo Fotográfico do Centro de Documentação da Funarte

Em julho de 2004, o CCPF recebeu do Centro de Documentação da Funarte - Cedoc - 730 fotos para tratamento de estabilização e acondicionamento. São fotografias de grande formato e pertencem às seguintes coleções:

Coleção Maria Della Costa
Processo: Gelatina e Prata
Quantidade: 97 imagens

Coleção Oscarito
Processo: Gelatina e Prata
Quantidade: 89 imagens

Coleção Tonia Carrero
Processo: Gelatina e Prata
Quantidade: 45 imagens

Coleção O pagador de promessas
Processo: Gelatina e Prata
Quantidade: 77 imagens

Coleção Fernanda Montenegro
Processo: Gelatina e Prata
Quantidade: 43 imagens

Coleção David Usurpador
Processo: Gelatina e Prata
Quantidade: 259 Imagens

Coleção Cia. Autran, Celi e Tonia
Processo: Gelatina e Prata
Quantidade: 44 imagens

O que fizemos

Sob orientação de Ana Saramago foram feitos os procedimentos de higienização e estabilização e acondicionamento das fotografias.

Para a higienização foram utilizadas técnicas mecânicas para o verso das fotografias, usando-se para isso o pó de borracha: na face, foi aplicada uma mistura de álcool etílico e água, para a remoção de manchas e sujidades mais resistentes; na maioria dos casos, só foi necessário um algodão seco para remoção de sujidades superficiais.

Algumas fotografias apresentavam rasgos, que foram estabilizados com papel japonês e cola de metil pelo verso. Muitas imagens continham fita de papel em seu verso, retiradas com cola de metil.

Após tratamento, as fotografias foram acondicionadas em folders de papel alcalino.

Na coleção de David Usurpator, cerca de 30 imagens continham em seu verso outra fotografia fortemente aderida por cola. Para separar estas fotos, utilizou-se uma espátula de bambu. A cola também foi retirada. Por último, foi executado o retoque de fotografias, sob orientação de Ana Saramago.

Vale lembrar que os recursos utilizados para o tratamento deste acervo foi disponibilizado pela Funarte.

O Rio Panorâmico de Malta

O Centro de Conservação e Preservação Fotográfica da Funarte, em parceria com o Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro e com o patrocínio da Fundação Vitae, concluiu em 2005 o Projeto de Tratamento Técnico dos Negativos Panorâmicos da Coleção Augusto Malta.

Ao todo, são 115 negativos de grande porte e quatro fotografias positivas, produzidas nas primeiras décadas do século passado pelo mestre da fotografia Augusto Malta. Estas imagens panorâmicas, pertencentes ao MIS/RJ, registram uma cidade em transformação, sendo derrubada e reconstruída, para acolher o novo século de progresso que se iniciava. Alguns negativos chegam a medir 19,5 x 171,0 cm.

Este é o terceiro projeto conjunto entre o CCPF/Funarte e o MIS/RJ, visando à preservação das coleções fotográficas do Museu. Também sob patrocínio da Fundação Vitae, o Centro concluiu, em agosto de 2003, o projeto de tratamento de vinte álbuns organizados pelo próprio Augusto Malta , com aproximadamente 5.000 imagens. O primeiro projeto que o CCPF desenvolveu com o MIS/RJ, ainda na década de 1980, foi o tratamento dos negativos e positivos de vidro esterioscópicos, do acervo do fotógrafo.

Augusto Malta

Em 1903, Augusto Malta foi contratado pela Prefeitura do Rio de Janeiro para documentar em fotos o "bota-abaixo", processo de reurbanização que visava preparar a cidade para o chamado "Século das Luzes". Malta permaneceu no cargo até 1936; neste tempo, foi testemunha das profundas mudanças urbanísticas, arquitetônicas, culturais e comportamentais por que passou a bela Capital brasileira. Mais do que o simples registro das obras da Prefeitura, Malta produziu um rico conjunto de imagens, contemplando diversos aspectos do cotidiano carioca. Esta coleção de negativos retrata as obras da Exposição da Independência de 1922, os parques da cidade, vistas panorâmicas tomadas do Pão de Açúcar, da Avenida Rio Branco, do Leblon, do Morro do Castelo, entre muitas outras raridades.

Adquirida pelo antigo Banco do Estado da Guanabara quando da inauguração do MIS em 1965, a coleção foi doada ao museu. Este patrimônio é composto por aproximadamente 40.000 fotografias em papel, 120 negativos panorâmicos, 2.600 negativos de vidro e cerca de 20 álbuns fotográficos.

A restauração dos negativos panorâmicos de Malta compreende diversas etapas:

- identificação e organização das imagens;
- higienização, estabilização, acondicionamento e conservação dos negativos panorâmicos, através da aplicação de procedimentos especializados para bases em nitrato de celulose;
- duplicação fotográfica, com a geração de novos negativos fotográficos contemporâneos;
- digitalização dos negativos gerados, viabilizando a disponibilização do conteúdo da documentação inédita para o público.

Acervo MIS/SP

O Projeto de Preservação do Acervo Fotográfico do Museu da Imagem e do Som de São Paulo foi realizado de agosto de 2003 a março de 2005, pelo Centro de Conservação e Preservação Fotográfica da Funarte sob o patrocínio da Fundação Vitae.

O trabalho foi iniciado em fevereiro de 2003, quando o CCPF foi convidado pela Fundação Vitae para a auxiliar no redimensionamento e adaptações ao Projeto em tramitação naquela Fundação, o que foi feito com a equipe do Museu.

Em agosto de 2003, após a aprovação do Projeto pela Vitae, foram iniciadas as visitas técnicas de consultoria ao Museu, visando orientar no tratamento da coleção. Foi ainda realizada a oficina "Introdução à Conservação Fotográfica", um desafio para a equipe de conservadores do CCPF/Funarte, já que esta seria a primeira experiência do Centro Técnico de treinamento para um público de jovens bolsistas em seu primeiro trabalho e/ou estágio.

A partir desta preparação, foi realizado o trabalho de limpeza e substituição de embalagens de todo o acervo fotográfico do Museu.

Clique para conhecer o site do MIS/SP.

Acervo MIS/GO

O acervo fotográfico do Museu da Imagem e do Som de Goiás é constituído por 25.000 documentos, entre fotografias, cartões-postais, negativos, diapositivos e álbuns. Desse total, 11.000 são fotografias, 30% das quais compreendem imagens documentando o processo histórico, social e urbanístico do desenvolvimento de Goiânia, no período de 1930 a 1950.

Os cinco álbuns que receberam tratamento de conservação integram as Coleções Luiz Pucci, José Mendonça Teles e Museu Estadual Professor Zoroastro Artiaga. Esta coleção de álbuns constitui um dos mais importantes conjuntos de imagens com valor histórico no Acervo Fotográfico do MIS-GO. Sua recuperação foi considerada emergencial, já que as condições de conservação em que se encontravam os álbuns, com sua estrutura física comprometida, papéis suporte e fotografias em avançado estágio de deterioração, estavam impossibilitando a realização de pesquisas, exposições, publicações e projetos educativos de dimensão museológica.

O que fizemos

Os álbuns fotográficos requerem tratamentos especiais, envolvendo profissionais das áreas de conservação fotográfica, de papéis e de encadernação. Todas estas ações foram realizadas pela equipe técnica do CCPF no Rio de Janeiro, para onde os álbuns foram encaminhados.

A primeira etapa compreende o tratamento de conservação, envolvendo as seguintes técnicas:

Higienização: limpeza mecânica ou química em função do estado de conservação das fotografias.

Estabilização e reestruturação: técnica de planificação, de pequenos reparos e de consolidações, aplicada nas fotografias que apresentavam áreas faltantes, suportes quebradiços e outras deformações. Foram aplicados procedimentos de reestruturação, execução de remendos e enxertos, caso necessário, para redispor, ordenar e garantir a estrutura dos álbuns.

Acondicionamento: Foram utilizados invólucros de acordo com as normas de conservação de filmes e fotografias. Recomenda-se um armário de aço para guarda dos álbuns.

A segunda etapa foi a reprodução fotográfica, necessária para preservar os originais e facilitar o acesso à consulta, já que as fotografias dos álbuns não têm negativos.

A realização deste projeto possibilitou ao MIS/GO o início de uma parceria fomentadora de ações de preservação, de pesquisa e de divulgação de parte da história de Goiânia e das principais cidades do interior do Estado de Goiás.

Negativos em vidro do Jardim Botânico

Em 1988, funcionários do Jardim Botânico do Rio de Janeiro descobriram uma coleção de negativos de vidro, abandonada no antigo laboratório fotográfico da instituição. Eram 3.590 fotografias, feitas entre 1910 e 1947.

O acervo conta a história do parque: seus visitantes ilustres, algumas das espécies ali plantadas, as mudanças ocorridas no Jardim Botânico e no cotidiano de seus funcionários. A paisagem urbana das imediações do parque também é contemplada pelas belas imagens, capturadas pelos fotógrafos Mário Silva, Cláudio Carcelle e João Santos Barbosa.

Em 1998, a Fundação Vitae apoiou a recuperação deste acervo, trabalho executado pelo Centro de Conservação e Preservação Fotográfica da Funarte, sob a coordenação técnica de Sandra Baruki.

A restauração das imagens consistiu no tratamento dos negativos de vidro - higienização, estabilização - e acondicionamento - e na produção de duplicatas flexíveis, bem como na ampliação em papel (positivos). Foi feita ainda a identificação das imagens.

Em outubro de 1999, o trabalho foi concluído e exibido em exposição no Museu Botânico.

Projeto Cora Coralina

Em meados de 2002 uma inundação trouxe grandes prejuízos à cidade histórica de Goiás Velho, e também ao acervo fotográfico da Casa de Cora Coralina.

Em 2003, este acervo foi enviado para tratamento no CCPF, através de projeto financiado pela Fundação Vitae. Foram 105 fotografias, salvas da inundação, tratadas por um assistente de conservação e outro de fotografia. Os trabalhos foram finalizados em julho de 2004, sob a supervisão dos técnicos do CCPF.

Foram cumpridas as seguintes etapas de trabalho: higienização, estabilização, reprodução fotográfica e acondicionamento. A etapa de higienização foi iniciada com a remoção de sujidades superficiais, diminuição da contaminação por fungos e remoção de fitas adesivas. O acervo foi estabilizado através de remendos, enxertos, obturações e reparos. Foram executados procedimentos de consolidação de emulsões, realização de veladuras e reintegração visual - retoques fotográficos.

No conjunto, encontramos, entre outras, 50 fotografias em formato de carte de visite, 7 fotografias em formato de carte cabinet .

Visite a galeria virtual Cora Coralina.

Conheça os Bastidores - Salvos da Inundação.

Projeto Arquivo Central do Iphan

No momento, o CCPF, por meio de cooperação técnica com o  Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Iphan, vem desenvolvendo tratamento técnico em negativos fotográficos no projeto "Arquivo Central do Iphan/RJ - negativos históricos: higienização, acondicionamento, duplicação e acesso".

O projeto é patrocinado pelo programa CAIXA de Adoção de Entidades Culturais e tem como objetivo geral  preservar 1.678 negativos de vidro, 10.934 negativos flexíveis em diacetato e triacetato de celulose, 1.527 negativos flexíveis preto e branco de nitrato de celulose e 12.216 slides e cromos, pertencentes ao Arquivo Central do Iphan que integra a Coordenadiria-Geral de Pesquisa, Documentação e Referência - Copedoc - desse instituto.

Todo este material passará por processo de higienização, acondicionamento e somente parte dele será duplicada. As informações e imagens serão disponibilizadas ao público em base de dados do Arquivo do Iphan.

Os trabalhos de duplicação fotográfica, com a produção de negativos de segunda geração em base contemporânea, são urgentes e fundamentais para a preservação da informação das imagens, uma vez que se evidenciou um avançado estado de degradação dos originais. 

   

CENTRO DE CONSERVAÇÃO E PRESERVAÇÃO E FOTOGRÁFICA - CCPF
Rua Monte Alegre, 255 - Santa Tereza
CEP: 20240-190 Rio de Janeiro RJ
Tel.: (21) 2507-7436 e 2279-8452

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