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Projetos de Ocupação dos Espaços da Funarte e de Pesquisa Musical: divulgados os curadores

Programação de música nas salas será temática. Já o projeto de pesquisa reúne ações para fortalecer a área na instituição. Curadores são jornalistas, produtores e editores experimentados

Publicado em 17 de julho de 2017 Imprimir Aumentar fonte

A Fundação Nacional de Artes – Funarte publicou no Diário Oficial da União portarias que divulgam as comissões de curadoria dos projetos Funarte de Pesquisa Musical e Ocupação dos Espaços da Funarte.

O projeto de programação de apresentações nas salas da entidade, nesta edição, alcançará salas situadas nos estados do RJ, SP e MG, com uma pauta que traça um panorama da diversidade musical brasileira. A agenda será dividida por temas, cada um deles apresentado num dia da semana  Já o Projeto Funarte de Pesquisa Musical prevê o lançamento de coleção de ensaios críticos contemporâneos e a produção de um songbook internacional.

Os curadores convidados para as comissões são jornalistas, críticos, produtores, pesquisadores e editores experimentados. Também integram as equipes coordenadores de área do Centro da Música da Funarte representantes regionais da instituição.

O Projeto Ocupação dos Espaços da Funarte

Música de concerto, coletivos e artistas independentes, samba, rap, bossa nova e música infantil entrarão na gama de estilos da nova programação das salas da Funarte, em 2017. Ela será apresentada no Teatro Glauce Rocha (Rio de Janeiro – RJ), na Sala Guiomar Novaes (São Paulo – Capital) e na Funarte MG (Belo Horizonte). As apresentações começam no teatro Glauce Rocha, no Rio, uma vez por semana, toda quinta-feira. Em seguida, a agenda alcança os espaços da Funarte em São Paulo, Belo Horizonte, aos sábados.

O projeto é dividido em três eixos temáticos: o Funarte em Concerto, que apresentará as várias formações instrumentais e corais característicos dessa linguagem; o Funarte Plural, com grupos da cena independente e contemporânea; e o Funarte de Ritmos, que mostrará a grande diversidade rítmica brasileira.

A agenda de shows será elaborada em conjunto pelo Diretor do Centro da Música da Fundação, Marcos Souza; pelas coordenações de música popular e de concerto do Cemus; e por uma comissão externa, formada pelos jornalistas e críticos musicais: Marcus Veras e João Pimentel, no RJ; Carlos Calado (também editor musical), em SP; e Kiko Ferreira (também produtor e curador), em MG.

Os eixos temáticos do programa são os seguintes:

Funarte em Concerto – Duos, conjuntos de câmara, corais e várias outras formações instrumentais estarão nas Quartas Clássicas do Teatro Glauce Rocha e seguem, depois para as outras cidades. O objetivo da pauta é mostrar toda a essência da música de concerto.
Funarte Plural – Grupos independentes; artistas que se apresentam no espaço urbano; músicos que rompem com as classificações e “regras” de estilo; e coletivos e projetos de “multilinguagem” estarão nas Quintas Plurais do teatro Glauce Rocha e continuam nas outras praças. A agenda tem como palavra-chave “diversidade”.
Funarte de Ritmos – Nas Sextas de Ritmos, o trocadilho é proposital, pois serão, de fato, uma verdadeira “cesta” de variados estilos. A agenda trará ao Glauce Rocha desde os ritmos típicos cariocas até as levadas dos filmes musicais famosos; e ainda as bandas de música; e homenagens a músicos renomados, como aos 90 anos de Tom Jobim, entre outros.

Para a escolha dos espetáculos, a comissão curatorial vai considerar os seguintes critérios: “Qualidade artística do espetáculo”; “Relevância e trajetória dos artistas envolvidos”; e “Espetáculos que já tenham cumprido temporada e que tenham sido consagrados pelo público”.

Conheça os curadores convidados

Marcus Veras de Faria – Jornalista de várias mídias e produtor de TV, atua nas empresasCoringa Comunicação – como sócio-diretor – e Coringa Texto e Video – como um dos sócios. Foi redator da Assessoria de Comunicação da Funarte. Foi colunista e redator das revistas Desfile e Ele e Ela; e produtor do programa televisivo Concertos para a Juventude, entre outras funções.
João Pimentel – Jornalista e critico musical, é assessor de relações institucionais do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro (MIS). Trabalhou no Jornal O Globo, entre outros veículos de imprensa. É autor dos livros Marcadas para viver: a luta de cinco escolas– Cadernos de sambaBlocos: uma história informal do carnaval de rua; e Jorge Aragão: o enredo de um sambaJards Macalé – Álbum de Retratos.
Kiko Ferreira – Jornalista, escritor, poeta, radialista, crítico e produtor musical, letrista “bissexto” e curador de projetos musicais; e assessor de Imprensa. Tem uma trajetória marcada pela relação com a música e a poesia. Seu sétimo e mais recente livro, Musikaligrafia (2009), atravessa esses dois universos. Exerceu o cargo de diretor artístico da Rádio Inconfidência de Belo Horizonte (MG). Foi vice-presidente da Associação das Rádios Públicas Brasileiras (Arpub) e membro do Conselho Curador da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte.
Carlos Calado – Jornalista, editor, crítico, palestrante e curador musical, escreve sobre festivais, shows e discos. Desde os anos 1980 acompanha profissionalmente a produção fonográfica brasileira e eventos musicais, em vários países. Dirigiu projetos de música para o SESC SP. É autor dos livros Tropicália – a história de uma revolução musicalA divina comédia dos mutantesO Jazz como espetáculo e Jazz ao vivo, entre outros. Colabora com os jornais Folha de São Paulo e Valor Econômico.

Também participam das comissões curatoriais: o diretor do Centro da Música da Funarte, Marcos Souza; a coordenadora de Bandas de Música da entidade, Rosana Lemos; as coordenadoras da Funarte MG, Daniela Meira, e da Funarte SP, Maria Ester Lopes Moreira.

Projeto Funarte de Pesquisa Musical

Esse programa abrange uma série de ações de fortalecimento e ampliação da área de estudos sobre música na Funarte. Dividido em dois eixos, prevê a criação de uma coleção de ensaios críticos contemporâneos e a produção de um songbook internacional online de música brasileira(de concerto e popular) em três idiomas: português, inglês e espanhol.

Na primeira ação, serão disponibilizados na internet ensaios críticos inéditos, sobre artistas e movimentos da música popular brasileira, escritos por autores contemporâneos. Já a proposta de criação do songbook internacional online será realizado pela Funarte em parceria com o Ministério da Cultura, através do seu Departamento de Promoção Internacional (Deint). Serão selecionadas partituras da produção brasileira – popular, de concerto e de bandas de música – que serão disponibilizadas online nos sites da Funarte e do MinC e distribuídas nos conservatórios de todo o mundo, através das embaixadas brasileiras no exterior. Um texto de apresentação, que acompanhará as partituras, terá versões em português, inglês e espanhol. A ideia é que a seleção das peças conte com a participação de importantes instituições de pesquisa musical de todo o país.

Os curadores da seleção de ensaios críticos do Projeto Funarte de Pesquisa Musical são: o pesquisador Marcos Lacerda, ex-diretor do Centro da Música da Funarte e que colaborou na criação do programa; o atual diretor do Cemus, Marcos Souza; e a Coordenadora de Bandas de Música da casa, Rosana Lemos. Para a escolha dos ensaístas, a comissão vai considerar os seguintes critérios: “qualidade de textos anteriores” e “relevância e trajetória dos escritores envolvidos”.

Diário Oficial – As portarias que divulgam as comissões de curadores de ambos os projetos foram publicadas na Seção 2 do DOU do dia 13 de julho de 2017.

Projeto de Ocupação dos Espaços da Funarte (Música) – acesse aqui a portaria que constitui a comissão curatorial

Projeto Funarte de Pesquisa Musical – acesse aqui a portaria que constitui a comissão curatorial