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Projeto Funarte Musical começa no Rio de Janeiro

Marcelo Caldi e Soraya Ravenle se apresentam dia 14, às 12h30, no Teatro Glauce Rocha

Publicado em 12 de setembro de 2017 Imprimir Aumentar fonte
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Soraya Ravenle e Marcelo Caldi. Foto: Cyntia C.

Programa traz para espaços da Fundação agenda de apresentações com temas variados, também em SP e MG

A Fundação Nacional de Artes – Funarte realiza mais uma rodada de apresentações musicais de seu novo programa de ocupação para suas salas de espetáculos. Em sua primeira edição, de agosto a dezembro de 2017, o projeto Funarte Musical alcança espaços nos estados de SP, MG e RJ, com um total de 48 apresentações. A agenda, que mostra um panorama da diversidade musical brasileira, é dividida por temas, cada qual apresentado num dia da semana, com ingressos a preços populares.

A programação é dividida em quatro eixos temáticos: o Funarte em Concerto, que apresenta as várias formações instrumentais e corais característicos dessa linguagem; o Funarte Plural, com grupos da cena independente e contemporânea; o Funarte de Ritmos, que exibe a grande diversidade rítmica brasileira; e o Funarte para Crianças, que incentiva a criação direcionada ao público infantil, para formar novos públicos.

No próximo fim-de semana, estão programados shows no RJ, em SP e em MG. No Funarte de Ritmos, apresenta-se dia 14, quinta, no Rio, o dueto Soraya Ravenle (cantora) e Marcelo Caldi (pianista, acordeonista e compositor); no Dia 16, em São Paulo, a cantora Ná Ozzetti e o compositor Luiz Tatit; e, na mesma data, em BH, no Funarte em Concerto, Gilvan de Oliveira, violonista, cantor e compositor.

O Teatro Glauce Rocha, no Rio de Janeiro, tem apresentações para adultos às quintas, às 12h30, e shows infantis, aos sábados, às 11h. A Sala Guiomar Novaes, em São Paulo, apresenta música para adultos aos sábados, às 21h e infantil às 17h. A Funarte MG, em Belo Horizonte, recebe espetáculos para adultos aos sábados, às 19h e aos domingos, às 16h, para crianças. No RJ e em MG, o preço do ingresso é R$10 (meia a R$ 5) e em São Paulo, R$20 (meia a R$ 10).

A programação prossegue até o fim do ano, nas três capitais. Em novembro, um dos destaques do Rio é a dupla Francis e Olívia Hime; em São Paulo, no mesmo mês, o instrumentista Arismar do Espírito Santo; em Belo Horizonte, o duo Silvério Pontes e Antônio Guerra – entre outros, num total de 48 shows já programados.

A programação de setembro

Rio de Janeiro – Teatro Glauce Rocha

Quintas-feiras – 12h30

Dia 14 - Funarte de Ritmos: Soraya Ravenle e Marcelo Caldi
Dia 21 - Funarte em Concerto: David Chew Duo
Dia 28 - Funarte Plural: Julia Vargas

Dia 30, sábado – 11h - Funarte para Crianças – Pixinguinha para Crianças

Ingressos: RJ e MG: R$10 (meia-entrada R$ 5). SP: R$20 (meia R$ 10). Espaços sujeitos a lotação.

A curadoria

Para a escolha dos espetáculos, a comissão curatorial considerou os seguintes critérios: “Qualidade artística do espetáculo”; “Relevância e trajetória dos artistas envolvidos”; e “Espetáculos que já tenham cumprido temporada e que tenham sido consagrados pelo público”. A agenda de shows foi elaborada em conjunto pelo Diretor do Centro da Música da Funarte, Marcos Souza; pelas coordenações de música popular e de concerto do Cemus; e por uma comissão externa, formada pelos jornalistas e críticos musicais: Marcus Veras e João Pimentel, no RJ; Carlos Calado (também editor musical), em SP; e Kiko Ferreira (também produtor e curador), em MG.

Os quatro eixos temáticos

Funarte em Concerto – Duos, conjuntos de câmara, corais e várias outras formações instrumentais estarão presentes na programação. O objetivo desta pauta é mostrar toda a essência da música de concerto.
Funarte Plural – Grupos independentes; artistas que se apresentam no espaço urbano; músicos que rompem com as classificações e “regras” de estilo; e coletivos e projetos de “multilinguagem” estão nas Quintas Plurais do teatro Glauce Rocha e continuam nas outras praças. A agenda tem como palavra-chave “diversidade”.
Funarte de Ritmos – A agenda será uma mescla dos mais variados estilos. Ela traz às salas da Funartedesde os ritmos típicos cariocas até as levadas dos filmes musicais famosos; e ainda as bandas de música; e homenagens a músicos renomados, como aos 90 anos de Tom Jobim, entre outros.
Funarte para Crianças – Música para o público infantil, com o objetivo de incentivar a criação artística direcionada à infância e formar novos públicos. Programa voltado à boa produção para crianças, realizada por artistas que pesquisam temas variados, que valorizem a música brasileira.

Os locais

Funarte SP – Sala Guiomar Novaes: Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos, São Paulo (SP). Telefone: (11) 3662 5177
Teatro Glauce Rocha (RJ): Av. Rio Branco, 179 – Centro, Rio de Janeiro (RJ). Telefone: (21) 2220 0259
Funarte MG: Rua Januária, 68 – Centro, Belo Horizonte (MG). Telefone: (31) 3213 3084

RJ – Dia 14 – Funarte em Concerto
Soraya Ravenle e Marcelo Caldi

O repertório do duo tem destaque para a canção popular brasileira e latina, de ontem e hoje. Vai de John Lennon a Luiz Gonzaga, passando pelo compositor cubano Silvio Rodriguez, Paulo César Pinheiro, Dori Caymmi, Lupicínio Rodrigues, Guerra-Peixe, Silvio Rodriguez e Chico Buarque, além do próprio Marcelo Caldi, entre outros. O trabalho é o resulta do diálogo musical entre os dois artistas e suas influências; e da intersecção de suas memórias, desejos e experiências.
Destaque no teatro musical no Brasil e presente nas mais importantes peças do gênero, nos últimos 15 anos, Soraya Ravenle é apontada por Zuenir Ventura como “a melhor atriz/cantora do teatro carioca” (O Globo, 27/02/1999). Bailarina de formação e famosa como atriz, seu grande trunfo sempre foi uma voz de qualidade, o talento como intérprete, e a versatilidade com que transita por várias linguagens (faz ainda cinema e televisão. A artista assume um desafio inédito na carreira, num novo show em duo com o acordeonista, pianista, compositor, arranjador e cantor Marcelo Caldi, considerado por muitos como um dos músicos mais completos de sua geração. Em seus 17 anos de carreira, ele transitou entre o piano clássico, a sanfona nordestina, os tangos de Piazzolla e os choros “jazzeados” de Sivuca e Dominguinhos, criou uma linguagem musical própria, que sintetiza as mais variadas influências. Lançou, pelo Instituto Moreira Salles, o livro e o disco Tem sanfona no choro (2012), premiado pela Funarte. Compôs arranjos para temas de Luiz Gonzaga, cantados por Elba Ramalho e interpretados pela Orquestra Sinfônica de Barra Mansa, Orquestra Petrobras Sinfônica e Orquestra Sinfônica do Recife, no mesmo ano, entre muitas outras realizações (mais informações sobre os artistas abaixo).
O show tem arranjos ousados de Marcelo Caldi, num “toque contemporâneo e latino ao nosso repertório de MPB” dizem os artistas. É um espetáculo que cria pontes entre as raízes portenhas de Marcelo, o samba, a canção, a música de câmera, o pop americano, gerando um resultado musical “além-fronteiras”, em que “a mistura dá o tom e é a grande riqueza, assim como o Brasil”. A proposta surgiu no início de 2013 a partir de um convite de Marcelo a Soraya, que imediatamente aceitou. Na verdade, já havia admiração mútua, em breves encontros musicais, e participação de Marcelo no disco Arco do Tempo (2011), de Soraya.
Ouça o duo em: http://tinyurl.com/q8rmmlbhttp://tinyurl.com/qhdj9rq
Mais informações sobre os artistas
www.facebook.com/sorayaravenleoficial
www.facebook.com/marcelocaldiwww.marcelocaldi.com

Os curadores convidados

Marcus Veras de Faria – Jornalista de várias mídias e produtor de TV, atua em duas empresas de comunicação, numa delas como sócio-diretor e noutra como um dos sócios. Foi redator da Assessoria de Comunicação da Funarte. Trabalhou como colunista e redator das revistas Desfile e Ele e Ela; e produtor do programa televisivo Concertos para a Juventude, entre outras funções.

João Pimentel – Jornalista e critico musical, é assessor de relações institucionais do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro (MIS). Trabalhou no Jornal O Globo, entre outros veículos de imprensa. É autor dos livros Marcadas para viver: a luta de cinco escolas – Cadernos de samba; Blocos: uma história informal do carnaval de rua; Jorge Aragão: o enredo de um samba; e Jards Macalé – Álbum de Retratos.

Kiko Ferreira – Jornalista, escritor, poeta, radialista, crítico e produtor musical, letrista “bissexto” e curador de projetos musicais; e assessor de Imprensa. Sua trajetória é marcada pela relação com a música e a poesia. Seu sétimo e mais recente livro, Musikaligrafia (2009), atravessa esses dois universos. Foi diretor artístico da Rádio Inconfidência de Belo Horizonte (MG); vice-presidente da Associação das Rádios Públicas Brasileiras (Arpub); e membro do Conselho Curador da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte.

Carlos Calado – Jornalista, editor, crítico, palestrante e curador musical, escreve sobre festivais, shows e discos. Desde os anos 1980 acompanha profissionalmente a produção fonográfica brasileira e eventosmusicais, em vários países. Dirigiu projetos de música para o SESC SP. É autor dos livros: Tropicália – a história de uma revolução musical, A divina comédia dos mutantes, O Jazz como espetáculoe Jazz ao vivo, entre outros. Colabora com os jornais Folha de São Paulo e Valor Econômico.

Também participam das comissões curatoriais: o diretor do Centro da Música da Funarte, Marcos Souza; a coordenadora de Bandas de Música da entidade, Rosana Lemos; as coordenadoras da Funarte MG, Daniela Meira, e da Funarte SP, Maria Ester Lopes Moreira.

Funarte Musical

Apresentações de música popular e de concerto, para adultos e crianças

SP: Funarte São Paulo – Sala Guiomar Novaes
RJ: Rio de Janeiro – Teatro Glauce Rocha
MG: Funarte MG

De agosto a dezembro de 2017
Ingressos a preços populares
Espetáculos sujeitos a lotação dos espaços

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