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Por dentro da Funarte: Centro da Música – Rosana Lemos

Entrevista com a Coordenadora de Bandas de Música do Cemus

Publicado em 12 de setembro de 2017 Imprimir Aumentar fonte
Rosana Lemos – Cemus – Foto: Sebastião Castellano
Rosana Lemos – Cemus – Foto: Sebastião Castellano

Rosana Lemos é coordenadora de Bandas de Música desde o final de 1993, quando recebeu o convite para gerenciar o projeto, desativado após a extinção da Funarte, em 1990. Bacharel em Letras pela Faculdade de Humanidades Pedro II, em 1980, ela ingressou no Instituto Nacional de Música, na gestão do maestro Edino Krieger, em abril de 1983, como assistente da Coordenação de Educação Musical. Ao mesmo tempo, atuava em duas outras iniciativas: o Projeto Espiral – ação de fomento às orquestras e à formação de luthiers em instrumentos de cordas e arcos (violino, violoncelo, contrabaixo, viola, violão) – e o Grupo de Estudos Musicais. Nestes trabalhos, ela se manteve até 1990, quando os órgãos federais de cultura foram extintos, dando origem ao Instituto Brasileiro de Arte e Cultura – IBAC, ao qual a Fundação Nacional de Artes –Funarte, a Fundacen e a Fundação Cinema Brasileiro (FCB) foram, mais tarde, incorporadas.

Nesses 34 anos na Instituição, Rosana diz que o trabalho na Coordenação de Bandas de Música lhe permitiu conhecer “pedacinhos do Brasil”, uma vez que muitos dos projetos que coordenou, e que ainda são promovidos pela Funarte, se desenvolveram em inúmeros municípios do país. Desde o ano 2000, o Painel Funarte de Bandas de Música – um dos projetos mais importantes do Projeto Bandas de Música – foi realizado nos estados do Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Os cursos intensivos de capacitação para regentes e instrumentistas de sopro e de percussão das tradicionais bandas de música, muito têm contribuído, com suas oficinas musicais, para a integração local de músicos, regentes e arranjadores.

Rosana conta que a experiência com os Painéis muito contribuiu para o seu aperfeiçoamento profissional. – “Ao longo desses anos, a Funarte, através do meu trabalho, me deu a oportunidade de conhecer pedacinhos do Brasil, ter contato com pessoas maravilhosas, conhecendo seus sonhos e suas dificuldades. Por isso, aprendi muito profissionalmente e tive a chance de me tornar uma pessoa melhor”, diz a servidora que se prepara para mais uma edição do projeto.

Rosana tem agora dois desafios, programados para novembro de 2017. O primeiro é o Painel Funarte de Bandas de Música, que será realizado entre os dias 10 e 12, em Belo Horizonte, Minas Gerais. E, logo após, de 27 a 29, ela irá participar do Simpósio Funarte-UFRJ de Bandas de Música, a ser realizado na Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Por dentro da Funarte Desde que assumiu a Coordenação de Bandas de Música, quais iniciativas desenvolvidas podem ser destacadas?

Rosana Lemos – As ações desenvolvidas pelo Projeto, todas consideradas de suma importância são: o cadastramento das bandas de música, os cursos de capacitação para os músicos e maestros, a edição de partituras, manuais e guias – visto que no mercado convencional há escassez de publicações direcionadas às bandas de música, e a distribuição de instrumentos de sopro mediante lançamento de Edital. Porém, o grande salto da Funarte, nesse período, foi no ano de 2000, quando criou os Painéis Funarte de Bandas de Música, que além de realizar diversos cursos direcionados aos músicos e maestros das bandas de música, propiciou a troca de experiências e fortaleceu o movimento bandístico, principalmente nos municípios.

PDF – É possível fazer um balanço dessas ações, nos últimos anos?

RL Ao longo dos anos, a Funarte vem realizando não só um trabalho voltado para a formação técnica, mas, entendendo as necessidades das bandas de música, e, principalmente exercendo o papel de arte-educadora, trabalhando também a formação de crianças, adolescentes e jovens enquanto cidadãos.

PDF – Qual a finalidade do cadastramento permanente das bandas do país? As informações apuradas servem para nortear as ações da Coordenação de Bandas? Quando foi feita a última apuração desses dados?

RL – O mapeamento visa disponibilizar informações acerca das ações do Projeto e dar a dimensão quantitativa das bandas de música existentes no território brasileiro, contribuindo também para as diretrizes a serem traçadas para o apoio às bandas de música. O último cadastramento foi em 2015/2016.

PDF – Quais ações integram o Painel Funarte de Bandas de Música que será realizado em Belo Horizonte (MG), em novembro?

RL – Serão ministrados cursos para instrumentos de metais (trompas, trompetes, trombones, bombardinos e tubas), de madeiras (flautas, oboés, fagotes, clarinetas e saxofones),  de percussão e de regência de bandas de música. O Painel é direcionado a instrumentistas e regentes das bandas de música de todo o país. Esta edição é em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais e com o SESC Minas Gerais.

PDF Qual o objetivo do Simpósio Funarte-UFRJ de Bandas de Música que será realizado no Rio, também em novembro?

RL – O Simpósio vai discutir sobre as ações de educação musical através da banda de música, banda sinfônica e orquestra de sopro, no Brasil e no exterior; além de discutir e conscientizar compositores, arranjadores e regentes sobre a utilização dos padrões de níveis técnicos relacionados à composição e instrumentação para bandas de música, bandas sinfônicas e orquestras de sopro. Vai reunir instrumentistas, regentes e compositores de bandas de música, bandas sinfônicas e orquestra de sopros.