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Naldinho Freire agita tarde no Centro do Rio com o show ‘Sem chumbo nos pés’

Acompanhado da musicista Beá Santos, o artista apresentou canções inéditas tendo o violão como base

Publicado em 9 de outubro de 2017 Imprimir Aumentar fonte
Naldinho Freire e Beá Santos no Teatro Glauce Rocha- Foto: Sebastião Castellano
Naldinho Freire e Beá Santos no Teatro Glauce Rocha - Foto: Sebastião Castellano

O Teatro Glauce Rocha, no Centro do Rio, foi o palco escolhido pelo compositor paraibano Naldinho Freire pra dar vida ao seu novo trabalho, o concerto Sem chumbo nos pés, que estreou no Recife (PE), no começo de 2017. No repertório do show realizado na última sexta-feira, dia 6, o público pôde conferir um pouco dos 30 anos da trajetória artística de Naldinho e a participação da musicista paraense Beá Santos, que também assinou a produção musical do espetáculo. Canções inéditas compostas com vários parceiros do músico deram o tom do concerto interativo e cheio de nuances contemporâneas.

Beá e Naldinho - Foto: Sebastião Castellano

Sem chumbo nos pés proporcionou um passeio pela poesia musical adotada pelo duo. Músicas como Biruta, de Naldinho Freire e Lau Siqueira; Surreal, de Naldinho Freire e Kelcy Ferreira, Pretty Down, de Mário Lúcio, entre outras composições, estão no repertório. A produtora cultural Inês Silveira assinou a curadoria do projeto, com canções inéditas que estão em circulação, experimentação e em fase de produção fonográfica. O concerto marcou o retorno do músico a composições pautadas pelo violão como instrumento norteador para as melodias e os textos das canções. O intuito do trabalho era propor um diálogo entre a canção e a música eletrônica e, ainda, incentivar o público a participar do espetáculo.

O projeto surgiu a partir da canção Pássaros, proveniente da parceria com Pedro Osmar, do grupo Jaguaribe Carne. Segundo Naldinho, todo artista é um pássaro. “Creio que nós precisamos dessas asas que nos levam a criar. O mundo é um espaço com seus pesos, e cabe-nos fazer florescer a essência da leveza, pois a arte é uma das poucas coisas que nos abrem os olhos, a mente e o coração. É disso que eu trato neste novo projeto, marcado pelo meu momento pessoal e afetivo, mas também pelo contexto político que estamos vivendo”, ressalta. “Estabelecer conexões é a melhor forma de estar em todos os lugares ao mesmo tempo, ainda que simbolicamente. A arte nos proporciona essa vivência, Brasil, África, Europa. Minhas raízes têm um pouquinho de cada lugar”, acrescenta o músico.

Saiba mais sobre o artista
Naldinho Freire é músico, educador, compositor e pesquisador. Nasceu na Paraíba (PB) e foi radicado em Belém (PA). Lançou o LP Lapidar (1995) e viajou por várias capitais do Brasil e alguns países da Europa. Participou de festivais (Sesc) entre os anos 1995 e 2004. Através do projeto Misa Acústico, lançou o CD Viandante em Alagoas (AL) em 2005. Publicou pesquisa na área de música sobre tradição oral do Nordeste, por meio do CD Raízes, integrando a coleção Memória Musical do Sesc Alagoas (AL), em 2006. Participou do CD Sound of Alagoas lançado em Berlim (GER) na POPKOMM. Realizou turnê com o CD Raízes na África, França, Portugal e Rotterdam (de 2008 a 2010). Realizou concertos na cidade de Praia e São Domingos, em Cabo Verde, e publicou o DVD Raízes: Traços Contemporâneos (2010). Com o DVD Raízes, realizou concertos pelo Brasil (2011 e 2012). Foi representante da Fundação Nacional de Artes – Funarte para as regiões Norte e Nordeste do Brasil (2011 a 2016).