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Música Erudita

‘O meu primeiro livro foi o mapa do Brasil’ (Heitor Villa-Lobos)

A música sacra do Padre José Maurício, a ópera de Carlos Gomes, o modernismo nacionalista de Villa-Lobos e os diversos movimentos da produção contemporânea: a música erudita brasileira sempre se desenvolveu em permanente intercâmbio com as informações que vêm de fora, e num ininterrupto diálogo com as múltiplas manifestações da rica cultura nacional.

Há décadas, a Funarte trabalha no sentido de apoiar e divulgar a música de concerto. Para tanto:

- Realiza circuitos nacionais de recitais;
- Apoia a manutenção e o crescimento de orquestras e grupos de câmara;
- Realiza as Bienais de Música Brasileira Contemporânea.

Clique aqui para ver a relação de editais de música erudita realizados entre 2003 e 2014.

Mapeamento de Luthiers

A Funarte começa em 2017 a mapear luthiers de todo o Brasil. Clique aqui para conhecer o levantamento inicial.

Painéis Funarte de Regência Coral

Cursos de técnica de regência, dinâmica de coro, técnica vocal e percepção musical

Projeto Orquestras

O Projeto Orquestras da Funarte apoia o desenvolvimento de orquestras sinfônicas, de cordas e de câmara, em todo o Brasil.

Projeto Circulação de Música de Concerto

Este projeto dá continuidade à proposta da Rede Nacional de Música, criada pela Funarte em 1977. Visa consolidar um circuito de recitais de música de alcance nacional, gerando trabalho para os músicos profissionais e formando novas plateias para a música erudita.

Em mais de 25 anos de atividades, foram realizados centenas de circuitos de concertos de música erudita, com mais de mil apresentações de solistas, duos, trios e quartetos, formados por músicos brasileiros ou radicados no país.

O Projeto realiza concertos em cidades nas cinco regiões do país.

Para escolher os grupos participantes, a Comissão de Seleção do programa analisa os projetos a partir dos seguintes critérios:

- Nível artístico;
- Diversidade das regiões atingidas;
- Presença de música brasileira no repertório – representatividade das procedências.

Projeto Concertos Didáticos nas Escolas

A iniciativa deste projeto tem a intenção de romper com a ideia equivocada segundo a qual a música erudita só pode ser apreciada por uma classe social elevada, cujos integrantes teriam um conhecimento cultural e intelectual maior. O que falta não são capacidades, mas oportunidades de acesso a estilos de música legitimamente brasileiros, que já consagraram inúmeros intérpretes e compositores nossos em todo o mundo, e que têm o potencial para se tornarem objetos de fruição por amplos setores sociais. Nesse sentido, a realização de projeto voltado diretamente ao público estudantil certamente contribuirá em muito para diluir essa ideia equivocada e aperfeiçoar a percepção de novas ambiências musicais.

Bienal de Música Brasileira Contemporânea

A série das Bienais, iniciada em 1975, constitui, pela sua abrangência e duração, o mais importante evento brasileiro no gênero, na medida em que reúne os mais variados gêneros, técnicas, estilos e concepções de música erudita no Brasil. Ela ocorre a cada dois anos, no Rio de Janeiro, e é precedida de convite a compositores brasileiros no país e no exterior, e a estrangeiros aqui residentes, para que proponham a apresentação de suas obras de criação recente,  durante os concertos que serão realizados num período de dias contínuo. As obras propostas são avaliadas por uma comissão de seleção, constituída por músicos de renome escolhidos pelo Centro da Música da Funarte; seus compositores, quando residem fora do Rio de Janeiro, recebem passagem e estadia para assistirem à apresentação de sua obra.

Para a execução das obras selecionadas, é solicitado o concurso de instrumentistas e cantores recrutados entre os melhores do Rio de Janeiro, escolhidos diretamente pelo Centro da Música ou por músicos chamados especialmente para essa finalidade. Essa é, talvez, a tarefa mais complexa exigida pela realização de uma Bienal, na medida em que é necessário conciliar a diversidade de intérpretes com as várias exigências do repertório, que inclui, sempre, os mais variados tipos de conjuntos vocais e instrumentais. Vale  lembrar que ainda há os casos de obras de tipo experimental,  que utilizam recursos eletroacústicos e cênicos.

Além da realização dos concertos, que constituem o escopo principal das Bienais, é preciso salientar a troca de experiências entre os músicos, sejam eles compositores ou intérpretes, bem como, entre os músicos e um público que raramente pode participar de um evento dessa magnitude.

Um aspecto relevante é a realização das gravações sonoras dos concertos . Anteriormente elas ficavam depositadas nos Centro de Documentação da Funarte; a partir do próximo ano, elas serão disponibilizadas para todo o mundo através da Rádio Virtual que está sendo implantada nesta Fundação. Essa difusão alcançará, também, todas as obras executadas nas Bienais anteriores, a maioria das quais foi gravada.

A XXI Bienal de Música Brasileira Contemporânea será realizada, no Rio de Janeiro, no período de 10 a 18 de outubro de 2015.