28 nov 2010

Tradição do Cavalo-Marinho em espetáculo lúdico e poético

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Com a proposta de contar histórias por meio da brincadeira do Cavalo-Marinho, o Grupo Grial e os mestres dessa expressão cultural do nordeste se juntaram para formar o espetáculo “A barca – Uma história, duas ou três”, uma das atrações apresentada no início da noite de sábado, 27.

A direção do espetáculo é assinada por Maria Paula Costa Rêgo. A música e a dança, sobretudo o maracatu, formam o fio condutor da peça. O conto da sereia Iara e a vida de Joana D’arc estão entre as histórias contadas de uma maneira diferente pelos personagens, de modo a transportar o espectador para um contexto de tradições culturais e folclóricas.

Para cada história, uma nova cor de cenário, formando um espaço lúdico e poético. O centro do palco é transformado em uma barca, que, segundo a trama, é utilizada para levar o contador de histórias até a outra margem do rio.

Improvisação

Um dos mestres de Cavalo-Marinho que participam da peça é Inácio de Camutanga, de 73 anos. No final do espetáculo, ele interage com a plateia e faz versos improvisados a partir de palavras ditas pelos espectadores.

De acordo com a diretora, o espetáculo foi realizado após treze anos de pesquisas sobre as tradições culturais e folclóricas de Pernambuco e pretende misturar o conhecimento “erudito popular” com o conhecimento erudito. “Temos a cultura popular como a semente do nosso projeto, e queremos dar voz à arte que vem do povo”, revelou.

(texto: Fernanda Araújo)

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