17 dez 2010

Juliana Amaral, coordenadora de produção do circuito, faz balanço do evento

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Juliana Amaral

O primeiro ano do Circuito Interações Estéticas – evento criado para, entre outras coisas, divulgar os artistas que foram contemplados pelo Prêmio Interações Estéticas – Residências Artísticas em Pontos de Cultura – teve quatro etapas em capitais brasileiras. São Paulo, Recife, Belo Horizonte e Rio de Janeiro sediaram no segundo semestre de 2010 versões do evento, que abrigou seminários, shows, espetáculos teatrais, de poesia e muitas outras formas de experimentação artística.

Criado através de uma parceria entre a Secretaria de Cidadania Cultural (SCC) e a Fundação Nacional de Artes (Funarte), através do Centro de Programas Integrados (CEPIN), o Circuito Interações Estéticas ganhou vigor e espaço na cena cultural brasileira. Para fazer um balanço da primeira temporada, a coordenadora de produção do Circuito e gestora dos projetos do Prêmio Interações Estéticas – Região Sudeste, Juliana Amaral, fala um pouco sobre o evento. ” Por conta do sucesso do circuito, sua continuidade é esperada e pretendida”, afirma Juliana.

Depois de quatro etapas do circuito, qual o balanço que vocês fazem do evento?

Ao longo das etapas percebemos o amadurecimento da proposta do Circuito, o comprometimento de todos os envolvidos, o entendimento do prêmio enquanto elemento de uma política cultural e o compartilhamento das interações estéticas intensamente. Os projetos apresentados, através das atrações artísticas ou das mesas de debate, demonstram a produção cultural contemporânea em cada canto do país. Em uma mesma etapa, contamos com experiências múltiplas e diferenciadas, mas que em algum momento interagem entre si e com a sociedade resultando em movimentos de difusão, de preservação e de transformação da cultura brasileira.
O Circuito representou uma pequena amostragem do que foi produzido pelo prêmio ao longo dos dois anos de sua realização e, apesar de ser um evento, percebemos sua contribuição para o pensamento em torno de uma política pública de cultura.

O que deu certo e o que pode ser implementado?

Em todas as etapas tivemos programações artísticas intensas, intercaladas com discussões sobre os processos criativos. Acredito que esse formato favoreceu muito ao entendimento da produção de cada artista, de cada ponto de cultura, das particularidades e dos métodos em comum. Podemos pensar para possíveis próximas etapas a participação de artistas ainda não convidados, uma integração maior com a cultura local onde o circuito acontece e acrescentar uma discussão específica sobre política cultural, uma vez que teremos em funcionamento o Plano Nacional de Cultura.

Que apresentações deram mais certo?

Toda a programação deu certo. A diversidade com a qual trabalhamos proporcionou uma vivência única para cada participante e espectador, seja premiado ou não. Trabalhos não tão conhecidos tiveram a oportunidade de serem expostos e vivenciados. Artistas com uma trajetória sólida compartilharam experiências, ensinando e aprendendo, numa troca constante de conhecimento. As apresentações foram um exemplo da possibilidade de multiplicação de potenciais artísticos e da produção cultural brasileira.

Qual o futuro do circuito?

Por conta do sucesso do evento, sua continuidade é esperada e pretendida. Sua circulação por cidades ainda não alcançadas é importante para que novos trabalhos sejam apresentados e novas discussões possam surgir de forma a melhorar a Rede Interações Estéticas.

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