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Campos Migratórios

Publicado em 31 de janeiro de 2012 Imprimir Aumentar fonte
Atlas de Anatomia Urbana
Atlas de Anatomia Urbana

Sobre o evento

Um mapa extraído do Google Map é desenhado sobre a parede a partir do acúmulo de fitas adesivas. Guias turísticos têm seus mapas, imagens e cenários transformados em cartografias labirínticas e ficcionais. Máquinas fragmentadoras reconstroem um mapa da cidade com tiras de papel. Letreiros luminosos extraídos da própria cidade anunciam: SONHO. A ideia é relacionar a palavra seja com a mobilização pelo sonho de consumo dos grandes centros urbanos, seja pelas cidades dos sonhos, em um universo cada vez mais imediatista, em que a publicidade torna-se uma ferramenta cada vez mais sedutora.

O processo de produção das obras cria diferentes camadas de diálogo entre a cidade e o espaço expositivo. Se por um lado é possível identificar a presença de obras que tomam como ponto de partida o próprio ponto de localização da Funarte MG no mapa urbano, por outro existem trabalhos que deslocam para este espaço, fragmentos da própria cidade, extraídos de pontos distintos a partir de um processo de trocas e negociações.

O projeto tem o acompanhamento da crítica de arte Janaína Melo (Curadora de Arte e Educação do Inhotim). Sobre o conceito da mostra ela destaca: “Campos Migratórios investiga as relações de migração, mobilidade e residência. As cidades hoje convidam a uma nova experiência do espaço urbano na qual habitar implica numa vivência ativada pela descoberta de um espaço em constante movimento e transformação. Na cena urbana noções de repouso, pertencimento ou memória dão lugar a ocupações temporárias, apropriações e fluxos que geram sempre novas territorialidades.”

Destaques

“Atlas de Anatomia Urbana”, 2011. O trabalho toma como ponto de partida a fragmentação do mapa da cidade em regiões para sua apresentação em um guia turístico. Através dos recortes estes fragmentos passam a ser reagrupados provocando cruzamentos entre as páginas do livro e criando novos desenhos urbanos. Este processo de “escavação” acaba trazendo elementos do interior do livro para a superfície, criando uma espécie de trama entre as páginas que impossibilita o ato de folhear e confere um caráter escultórico ao objeto.

Já em Scroll Bar um mapa que localiza a Funarte MG e seu entorno imediato na cidade de Belo Horizonte é obtido no Google Maps. A imagem é projetada diretamente sobre a parede da galeria e, em seguida, o mapa é redesenhado através da sobreposição de fitas adesivas de diferentes cores, que constroem o traçado urbano fisicamente sobre a parede. As bordas que delimitam o mapa são finalizadas com os rolos de fita, fazendo uma alusão à barra de rolagem utilizada no sistema de visualização de mapas pela internet ou GPS. No entanto, contrariando toda a lógica rigorosa de construção do próprio desenho sobre a parede, os rolos em aberto sinalizam para a possibilidade de expansão descontrolada deste mapa, uma vez que não existe um desenho pré-estabelecido para a continuidade da área visível.

Destaque também para a instalação “Continuous”, 2012. O trabalho consiste em uma instalação de grandes dimensões, composta por cinco máquinas fragmentadoras de papel (equipamento comumente utilizado em escritórios), e cinco bobinas de papel branco que serão parcialmente processadas por estas máquinas, gerando um acúmulo de tiras de papel. No centro da instalação, as tiras de papel vindas de diferentes direções, constroem uma trama que redesenha a malha urbana da parte planejada da cidade de belo Horizonte. A instalação se espalha pelo espaço expositivo de acordo com o croqui apresentado e o papel branco vai acumulando poeira ao longo do período de exposição.

Entrada Franca

Informações ao público:
(31) 3213.3084
Dias: De 2 de fevereiro a 2 de março de 2012 Horário: 10:00 às 18:00 Local: Funarte MG - Rua Januária, 68 - Floresta - Belo Horizonte, MG.