25 set 2014

Curitiba debate os papéis da sociedade, do estado e dos artistas durante IV Encontro

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A quarta cidade a receber o IV Encontro de Políticas para as Artes foi Curitiba, em 18 de setembro de 2014. As atividades ocorreram no Cine Guarani, sediado no Portão Cultural, importante centro cultural da cidade.

Sustentabilidade de projetos aprovados com incentivo público, Sistema Nacional de Cultura, o processo criativo e a produção foram algumas das questões abordadas na mesa de abertura do evento. “O edital é um instrumento a ser questionado, porque apesar de oferecer espaço àqueles que não o tem, o orçamento é muito limitado, impedindo que se criem Programas para efetivar as políticas públicas”, apontou Alexandre Martins, representante regional do MinC/Sul.

A participação e atuação social da classe artística foi defendida pela diretora do Centro de Programas Integrados da Funarte, Ester Moreira. “É preciso que os artistas se mobilizem artística e politicamente em prol da cultura”, afirmou a gestora. Sua posição foi reafirmada pelo representante da Fundação Cultural de Curitiba, Hugo Moura Tavares.”A sociedade está mudando, o que traz novas possibilidades de ações do poder público, no caso da esfera municipal”, afirmou Tavares. Também se falou sobre as responsabilidades das esferas federal, estadual e municipal. “Pensando no Sistema Nacional de Cultura, que reúne instâncias que se complementam, é preciso que se aja de forma a institucionalizá-lo”, afirmou José Roberto Lança, representante da Secretaria de Estado de Cultura do Paraná.

Do ponto de vista dos artistas, a relação com os editais públicos também foi um dos assuntos. “Para uns, sou um erro por ser uma estranha que ganhou um edital; para outros sou o acerto, um coletivo artístico que se inscreveu e ganhou um edital”, reflete Michele Zgiet, artista contemplada pelo Prêmio Funarte de Arte Negra. “Eu ganhei um edital, foi e está sendo ótimo, mas ser artista de edital é muito limitador, prefiro a liberdade”, complementa.

Formação de público

A mesa Produção e políticas para as Artes em Curitiba apresentou pontos interessantes referentes à formação de público – “uma realidade triste hoje em dia”, na opinião de um dos membros da platéia. O debate levantou questões sobre o papel da sociedade junto ao poder público. Participaram da discussão Arildo Sanchez Guerra, do Curso Ártico; Marcela Souza Carvalho, artista e advogada especializada em Gestão de Projetos Culturais; Lucas Martins Neia, bacharel em Artes Cênicas pela Universidade Estadual de Londrina; e Aldo Valentim, gestor do Programa de Formação Cultural em Dança da Secretaria de Estado de Cultura de São Paulo.

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