23 set 2014

Goiânia sedia IV Encontro Funarte apontando desafios para a região Centro-Oeste

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A terceira etapa da itinerância do IV Encontro Funarte de Políticas para as Artes ocorreu em Goiânia, na terça-feira, 16 de setembro de 2014. Ao longo do dia, três mesas de debates mobilizaram artistas, gestores e produtores culturais locais.

A abertura ficou por conta de Beatriz Wanderley, Representante Regional do MinC no Centro-Oeste, que falou sobre a importância da proposta de “escuta dos artistas, da sociedade civil, do recebimento de demandas, da proximidade entre o MinC e a sociedade como um todo”. Ressaltou que por esse motivo foi criada, há cerca de um ano, a Representação Regional do Centro Oeste, garantindo uma vivência maior com a sociedade local.

A mesa também contou com o secretário municipal de cultura, Ivanor Florêncio, que apresentou esforços da gestão municipal em agregar valor à identidade local e buscando trabalhar a cultura de maneira mais próxima à população. Dentre as ações, destacou as atividades realizadas durante festas regionais e projetos de acesso e promoção do livro e da leitura. Para impulsionar a vida cultural da cidade, acrescentou que Goiânia está sendo inserida no Sistema Nacional de Cultura e realizando sua Conferência Municipal. Encerrou apontando desafios como estabelecer parcerias para fomento, restauro de equipamentos, divulgação e promoção da produção e a educação cultural.

A Funarte foi representada pela coordenadora do Encontro, Ana Vasconcelos, administradora cultural do Centro de Programas Integrados. Ela refez o histórico do Encontro, ressaltando a importância da questão da escuta das demandas que tem perpassado todos os demais Encontros: editais, análise dos projetos inscritos em editais, processo de avaliação, capacitação dos artistas e produtores locais. Ao falar sobre a construção coletiva de políticas, citou como exemplo o II Encontro Funarte, ocorrido em 2012, cuja temática foi residências artísticas. A partir das demandas e resultados alcançados, constatou-se a necessidade de criação de um programa de residências na Funarte. Esse processo desencadeou um mapeamento das residencias no país, via Internet, que gerou uma publicação e um seminário temático, visando a construção de uma política pública concreta.

Experiências e trocas

Ao longo da tarde, passaram pelas mesas de trabalhos gestores e atores como Ana Guiomar, diretora da Escola de Música e Artes Cênicas da UFG, que abordou o Festival Internacional de Música ‘Belkiss Spenzieri Carneiro de Mendonça’, e Vânia Ferro, vice-presidente da Associação Goiana de Artes Visuais, que apresentou o cenário das artes visuais na cidade a partir do ponto de vista da Associação. O tema dos microprojetos foi trazido por Robson Eleutério, historiador cultural e artista contemplado pelo edital Microprojetos – Bacia do Rio São Francisco, que apresentou o resultado do seu trabalho. Um dos destaques foi a fala da pesquisadora Karen Fidelis sobre a “pixaçao”. O uso da letra ‘X’, de acordo com sua pesquisa, caracteriza um movimento cultural de grupos urbanos, que ainda chama muita atenção na sociedade devido a questões como proibição e marginalização.

Sobre políticas culturais, foram defendidas ações para a cultura popular no Estado de Goiás, como para as quadrilhas, na área da dança. A representatividade de artistas e projetos de Goiás nos editais e ações do MinC e da Funarte, assim como a inserção do Estado no Sistema Nacional de Cultura foram levantados por João Luiz Prestes Rabelo, gerente de projetos especiais da Secretaria de Cultura de Goiás. O edital Microprojetos também foi citado pela sua importância na região, uma vez que vários artistas não estão preparados para receber uma quantia elevada, mas precisam produzir, realizar, continuar com pequenas modalidades de apoio.

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