16 set 2014

Recife recebe Encontro Funarte com participação ativa

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Um intenso diálogo sobre a importância da integração de ações entre diferentes ministérios e o da cultura no tocante à formação, à circulação artística e ao reconhecimento das culturas populares marcou a segunda etapa da itinerância do IV Encontro Funarte de Políticas para as Artes, realizada em Recife, na quinta-feira, 11 de setembro de 2014. A educação também foi abordada como questão fundamental dentro das políticas públicas de cultura. Participaram artistas, produtores e gestores da região Nordeste, representando estados como Pernambuco, Paraíba e Sergipe, vindo tanto das capitais como de outros municípios.

Mesa de abertura do IV Encontro Funarte, em Recife.

A mesa de abertura contou com as presenças do presidente da Funarte, Guti Fraga, do Representante Regional Substituto do MinC na Região Nordeste, Lúcio Rodrigues, do representante da Secretaria de Cultura de Recife, Zezo Oliveira, do coordenador do programa de residências artísticas da Fundação Joaquim Nabuco, Moacir dos Anjos, e da artista Carol Ladeira, que realizou projetos artísticos no município de Olinda, por meio da bolsa Interações Estéticas da Funarte. A apresentação da mesa e as boas vindas ao público foram feitas pelo representante da Funarte para o Nordeste, Naldinho Freire.

O representante regional substituto do MinC abriu as discussões destacando o Encontro como espaço para a participação da sociedade. Em todas as falas, surgiu a importância de maior reconhecimento institucional às artes como um todo, como meio de empodaramento das comunidades e cidadãos. “A arte tem um papel emancipador fundamental, na medida em que com ela desaprendemos coisas que pensávamos saber”, disse o curador em artes visuais Moacir dos Anjos, da Fundação Joaquim Nabuco. Da mesma forma, a artista e pesquisadora Caroline Ladeira defendeu que os processos artísticos recebam maior atenção do poder público. “O mercado está interessado nos objetos prontos, mas as artes trazem em seus processos conhecimentos que contribuem na formação dos indivíduos”, defende a artista.

Guti Fraga no IV Encontro Funarte, em Recife

Em sua fala, o presidente da Funarte, Guti Fraga, domonstrou muita alegria por encontrar entre os presentes produtores culturais e artistas participantes do Curto Circuito, iniciativa do Ministério da Cultura voltada para a juventude, na qual teve grande participação. Ele ressaltou a descentralização das artes como foco principal da Funarte. “Temos uma sintonia muito boa com a representação da Funarte e os representantes do MinC na região Nordeste”, afirmou Guti Fraga. Para ele, ouvir a todos é importante para o fortalecimento das ações da instituição. “As demandas locais são diferentes, por isso é preciso conhecer as especificidades das diversas regiões”, completa.

Diálogo aberto

Quando a palavra passou ao público, vários assuntos foram abordados como maior transparência na gestão dos editais e também o acesso a esses instrumentos. Também foi assunto o estabelecimento de políticas mais abrangentes. “A gente tem que ir para além dos editais. A legitimação das comunidades e de grupos e artistas não pode ser feita por eles”, disse o músico Guitinho da Xambá, do Grupo Bongar. Após várias intervenções, a atividade foi encerrada com uma bela apresentação musical de Caroline Ladeira e do Grupo Bongar.

A segunda mesa trouxe apresentações de artigos e boas práticas inscritos no Encontro. Williams Santana apresentou um denso estudo sobre as políticas para os circos brasileiros e apontou dados aprofundados sobre o Prêmio Funarte Carequinha, dentre outras iniciativas estaduais e municipais. O pesquisador levantou a questão da falta de conhecimento não só da Funarte, mas da sociedade como um todo, inclusive dos próprios artistas circenses, em relação a quantidade de ações existentes em territórios locais e nacionais. “Um dos problemas que o circo enfrenta é a falta de mecanismos legais para sua circulação”, afirmou.

Também foram apresentadas como boas práticas de gestão o Ateliê Mutirão de Cultura, de Olinda, e o Museu da Gente Sergipana, de Aracaju. O diretor de programas e projetos do Instituto Banese, gestor do equipamento, compartilhou práticas museais aliadas ao uso das tecnologias digitais e ferramentas de comunicação para a promoção do patrimônio cultural.  Por fim, se apresentaram na terceira mesa de falas a coordenadora executiva da Escola Pernambucana de Circo, Fátima Pontes, a artista do Grupo A Barca (SP) Renata Amaral, uma das fundadoras da residência artística Espaço Fonte, Anita Freitas, e o artista visual Renato Jorge Valle.

Mesa de artigos e boas práticas

Diálogos, territórios e conjunturas: tema da 3a. mesa

Agradecimento

Os organizadores do Encontro Funarte agradecem a Alcidesio Santana, o Mestre Pirulito, pela colaboração com a sonorização do evento.

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