Sala Renée Gumiel recebe projeto ‘Dança se move ocupa’ | Funarte – Portal das Artes
Você está em: Página InicialDançaTodas as notíciasSala Renée Gumiel recebe projeto ‘Dança se move ocupa’

Sala Renée Gumiel recebe projeto ‘Dança se move ocupa’

Com atividades gratuitas ou a preços populares, a ocupação apresenta espetáculos, debates, seminários e oficinas

Publicado em 1 de novembro de 2018 Imprimir Aumentar fonte
Ato infinito foto Claudio Higa
Espetáculo 'Ato infinito'. Foto: Claudio Higa.

No dia 11 de novembro, domingo, às 16h, o psicanalista Christian Dunker abre a programação do projeto Dança se move ocupa, que fica em cartaz até 16 de dezembro na Sala Renée Gumiel do Complexo Cultural Funarte SP. Dunker participa do Atofórum contra a precarização da arte e cultura, que tem entrada franca. A ocupação, constituída por diversos núcleos artísticos, também é composta por debates, oficinas, seminários e espetáculos. Confira a programação completa:

Sala Renée Gumiel – Complexo Cultural Funarte SP
(Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos, São Paulo, SP)

Dança se move ocupa
De 11 de novembro a 16 de dezembro

Atofórum contra a precarização da arte e cultura
Com Christian Dunker
Dia 11 de novembro | Domingo, às 15h
Gratuito

Psicanalista, psicólogo, professor e escritor, Christian Dunker notabilizou-se pela renovação do pensamento de Jacques Lacan, a partir das ideias da filosofia social crítica, da antropologia pós-estruturalista e das ciências da linguagem.

Lançamento do livro Taanteatro: forças & formas e debate Movimentos civis organizados – participação da sociedade na criação de políticas públicas – cooperativismo/sindicalismo
Com Sandro Borelli, Dorberto e Rudifran Pompeu, Maria Pia
Dia 16 de novembro | Sexta, às 19h
Gratuito

A proposta do encontro é discutir o que move os artistas a se agregarem para fortalecer estratégias de sobrevivência. Os participantes também debatem os modos como organizações coletivas coexistem e convergem para a mesma direção, considerando as suas naturezas específicas de entidades representativas e de movimentos civis organizados.

O livro Taanteatro: forças & formas apresenta abordagens práticas e teóricas da dinâmica taanteatro – uma investigação da linguagem performática a partir de duas noções: princípio tensão e corpo expandido.

Edição: Wolfgang Pannek | Textos: Maura Baiochi, Wolfgang Pannek

Espetáculos: Ato infinito (IN SAIO Cia de Arte) e Dança para Camille (Fragmentos Cia de Dança)
Mediação de Welligton Duarte
Dia 17 de novembro | Sábado, às 19h
Ingressos: R$ 10 (meia-entrada: R$ 5) – Cartões não são aceitos
A bilheteria abre uma hora antes do espetáculo.
Duração: 35 minutos (Ato infinito) e 25 minutos (Dança para Camille). Classificação etária: 14 anos.

Ato infinito apresenta, num espaço em colapso, corpos que insistem após o desmoronamento. As existências ganham urgências diante de um risco iminente, acontecido, suposto ou anunciado. Bordas e centros tornam-se móveis. Aglutinar-se é uma necessidade para resistir, existir até a exaustão.

Já Dança para Camille é inspirado na vida e na obra da escultura francesa Camille Claudel. O espetáculo traz à cena a performatividade do feminino; corpos sós, acompanhados de seus duplos; frente e verso; luz e sombra. A coreografia teve como ponto de partida um dueto que compõe o trabalho Corpos Frágeis, da Cia Fragmento de Dança.

Ficha técnica:
Ato infinito – Direção artística e concepção: Claudia Palma | Intérpretes criadores: Carolina Canteli, Cristina Ávila, Everton Ferreira, Luiza Alves, Marina Matheus e Natália Franciscone | Trilha sonora: Guilherme Marques | Desenho de luz: Hernandes de Oliveira | Filosofia: Rodrigo Vilalba | Ambientação cenográfica: Suiá Ferlauto | Figurinos: Rogério Romualdo | Fotografias: Claudio Higa | Registro em vídeo: Osmar Zampieri | Design gráfico: Hernandes de Oliveira | Assessoria de imprensa: Elaine Calux | Produção: Cristiane Klein – Dionísio Produção Cultural | Assistência de Produção: Cristina Ávila

Dança para Camille – Coreografia e direção: Vanessa Macedo | Com Maitê Molnar e Vanessa Macedo | Trilha Sonora: Gustavo Domingues | Luz: Sandro Borelli | Fotos: Flaviana Benjamin

Espetáculos: Situação 3#: posição amorosa (Núcleo Entretanto) e Relation X (Núcleo Improvisação em contato)
Mediação de Zé Maria
Dia 18 de novembro | Domingo, às 18h
Ingressos: R$ 10 (meia-entrada: R$ 5) – Cartões não são aceitos
A bilheteria abre uma hora antes do espetáculo.
Duração: 30 minutos (cada espetáculo). Classificação etária: 16 anos (Situação 3#: posição Amorosa) e 12 anos (Relation X).

Situação 3#: posição amorosa faz parte de uma série que Wellington Duarte vem construindo desde 2016, por meio de ações que evocam diretamente o corpo e suas capacidades, o corpo e suas potências, buscando instaurar um caráter insurgente no corpo, de modo a construir situações coreográficas em suas potências políticas. No espetáculo, Wellington e Daniel Fagundes dialogam com a obra homoerótica de Hudinilson Jr.

Relation X, por sua vez, investiga a técnica de contato improvisação, elemento fundamental da pesquisa desenvolvida pelo Núcleo. As relações de corpo e movimento fazem emergir questões como aceitação, rejeição, preconceito, discriminação e poder. Na obra, há cenas que sugerem a narrativa de conflitos e, por meio da improvisação cênica, buscam explorar os limites físicos de situações a que as relações estão sujeitas, passando por um largo espectro de emoções: do amor ao ódio.

Ficha técnica:
Situação 3#: posição amorosa - Direção geral: Wellington Duarte | Os que dançam: Daniel Fagundes e Wellington Duarte | Música: Daniel Fagundes | Fotos: Fellipe Oliveira | Produção: Jota Rafaelli – MoviCena Produções | Assistente de direção: Rafael Costa | Realização: Núcleo EntreTanto, da Cooperativa Paulista de Teatro

Relation X – Direção geral, artística e concepção: Ricardo Neves | Intérpretes: Ricardo Neves, Dresler Aguilera, Felipe Cirilo, Manuela Aranguibel Molano e Ricardo Aparecido Silva | Música ao vivo: Maurício Fernandes | Figurino: Núcleo Improvisação em Contato | Produção: Radar Cultural Gestão e Projetos – Solange Borelli

Oficina de Dramaturgia Corporificada
Com Luciana Hoppe
Dia 21 de novembro | Quarta, das 14h às 17h
Inscrições no local. O interessado deve chegar com uma hora de antecedência
15 vagas.
Público-alvo: artistas da cena e demais interessados na temática, acima de 16 anos.
Preço: R$ 10 (meia-entrada: R$ 5)

A dramaturgia corporificada aborda a experiência somática do Body-Mind Centering® como potência criativa de movimento. Por meio do estudo aprofundado da anatomia, fisiologia e sensações, é possível explorar diferentes qualidades expressivas, presença e composição. Essas qualidades serão exploradas por meio da improvisação, da voz, da respiração e do movimento.

Sobre Luciana Hoppe
Formada em psicologia pela UNISC e em dança pela UERGS, é Educadora do Movimento Somático (Body-Mind Centering-Brasil) e mestra em Artes da Cena pela UNICAMP. É também diretora, coreógrafa e bailarina e atua na cidade de SP como pesquisadora, educadora e artista da dança.

Oficina: Estratégias de participação social no orçamento municipal de São Paulo
Com José Renato F. de Almeida
Dia 22 de novembro | Quinta, das 18h às 22h
Inscrições no local. O interessado deve chegar com uma hora de antecedência
60 vagas.
Público-alvo: artistas da cena e demais interessados na temática, acima de 16 anos.
Preço: R$ 10 (meia-entrada: R$ 5)

A oficina visa a apresentar ao público a elaboração do orçamento municipal da cidade de São Paulo, desde sua implicação com o PPA (Plano Plurianual de Governo) até a Execução Orçamentária. A oficina apresenta também os diversos mecanismos de participação social para construção e execução desse orçamento.

Sobre José Renato F. Almeida
Artista-produtor, mestre em Comunicação e Semiótica (2007) e graduado em Comunicação das Artes do Corpo (2004), ambos pela PUC-SP. Desde 2004 desenvolve projetos com os prêmios Caravana Funarte de Circulação Nacional, Klauss Vianna, Cultura Inglesa Festival, Fomento à Dança para a cidade de São Paulo, Circulação da Caixa Cultural, ProAC (Programa de Ação Cultural) do Governo do Estado de São Paulo, SESI e SESC. Foi professor de Elaboração de Projetos e Políticas Culturais na Escola Livre da Dança (Santo André) e foi integrante do Núcleo Corpo Rastreado (2009-11). Em 2012 fundou a Cais Produção Cultural, produtora com a qual desenvolve projetos com artistas de teatro, dança, circo, música e outros.

Espetáculo: Vol. 0 (com Renato Fagundes), seguido do seminário Lógica de choque: Dança e mercado
Participação de Helena Bastos, Helena Katz e Vera Sala
Dia 23 de novembro | Sexta, às 19h
Ingressos: R$ 10 (meia-entrada: R$ 5) – Cartões não são aceitos
A bilheteria abre uma hora antes do espetáculo.
Duração: 22 minutos (Vol. 0) e 120 minutos (Lógica de choque). Classificação etária: livre.
Público-alvo do seminário: artistas da cena, produtores, programadores, curadores, pesquisadores e demais interessados na temática.

Em Vol. 0, uma única linha guia o intérprete por outras linhas contidas na primeira, em busca de uma dança silenciosa, que ora revela o espaço ora revela as possibilidades de trânsito entre um lugar e outro. O espetáculo é um convite para ouvir um mesmo som, ver e sentir uma mesma movimentação em que as alterações tendem a zero.

Após o espetáculo, o seminário Lógica de choque: Dança e mercado aborda a dança e a crescente “economização das formas de vida”. Os participantes debatem as seguintes questões: “Que corpos políticos e circuitos são produzidos e nos implicam?” “Como as articulações afetam os artistas em suas produções e conduções?”

Ficha técnica:
Criação e interpretação: Renato Vasconcellos | Provocadoras: Tatiana Cotrim, Flavia Paiva e Aline Paes | Música: Renato Vasconcelos e Renato Jimenes | Fotos: Arthur Nero

Espetáculos: Eu Elas (com Juliana Moraes) e Estudo para epifania (com Dual Cena Contemporânea)
Mediação de Helena Bastos
Dia 24 de novembro | Sábado, às 19h
Ingressos: R$ 10 (meia-entrada: R$ 5) – Cartões não são aceitos
A bilheteria abre uma hora antes do espetáculo.
Duração: 30 minutos (Eu Elas) e 20 minutos (Estudo para epifania). Classificação etária: livre.

Eu Elas, solo de Juliana Moraes, usa gestos e posturas socialmente aceitos como femininos no ocidente, especialmente a partir dos anos 1950 (com a expansão da televisão, do cinema, da propaganda e agora das redes sociais), para desconstruir e questionar os comportamentos aprendidos. Movendo-se intensamente, porém mantendo-se sentada durante longos minutos, a artista elabora uma coreografia alicerçada na acumulação de gestos em diferentes partes do corpo, criando complexas combinações. A aceleração gera uma alteração no estado físico-psíquico da artista, a partir da qual ela compõe a cena em tempo real.

Também um trabalho solo, Estudo para epifania questiona a sobrevivência e busca uma afirmação que torne o artista visível em uma sociedade que o inventa vazio de seus valores. Mártir de si mesmo, guerreiro de seus princípios, o homem, particularmente o nordestino, encontra força para sobreviver entre o caos, a seca, a guerra, a fome, a fé. O corpo é visto como o sertão, que está dentro de cada um de nós: ”ser tão forte”, “ser tão corajoso”.

Ficha técnica:
Eu Elas – Direção, coreografia e interpretação: Juliana Moraes | Produção: Complementar Produções | Música: Laércio Resende | Desenho de luz: Juliana Moraes e Armando Junior | Montagem e operação de luz: Armando Junior | Fotografias: Cris Lyra | Agradecimentos: Maria Mommensohn, Gustavo Sol, Andrea Herdeg e Key Sawao | Fotografias: Cris Lyra

Estudo para epifania – Direção: Ivan Bernardelli | Orientação dramatúrgica: Luís Alberto de Abreu | Criação: Kleber Cândido e Ivan Bernardelli | Elenco: Kleber Cândido | Iluminação: Osvaldo Gazotti | Direção musical: Rodrigo Mercadante | Figurino: Otávio Matias | Fotografia: Alí

Espetáculos: Oxalá tem as chaves de todas as portas diante de mim… (com Zé Maria Carvalho e Vitor Trindade) e Canto dos malditos (com Marcos Abranches)
Mediação de Juliana Moraes
Dia 25 de novembro | Domingo, às 18h
Ingressos: R$ 10 (meia-entrada: R$ 5) – Cartões não são aceitos
A bilheteria abre uma hora antes do espetáculo.
Duração: 30 minutos (Oxalá…) e 25 minutos (Canto dos malditos). Classificação etária: livre.

Oxalá tem as chaves de todas as portas diante de mim… é uma performance com Zé Maria Carvalho e Vitor da Trindade, desenvolvida nos Encontros Improváveis do núcleo OMSTRAB. A proposta é articular tradição e contemporaneidade, um encontro que se dá com a produção de imagens-sensação, a partir de intensidades sonoras e afetivas. Oxalá é tido como força propulsora.

Já Canto dos malditos é um espetáculo solo de dança contemporânea que exacerba no corpo a solidão, o fracasso, a tristeza e a desesperança frente às atrocidades da vida. Abranches traz para a cena, como um desabafo, seus conflitos e questões sobre o homem e sua inconsistência, sobre a precariedade das relações que nunca se completam, sobre o amor e o abandono.

Ficha técnica:
Canto dos malditos – Direção geral, artística, concepção e coreografia: Marcos Abranches | Assistente de direção: Jefferson Duarte | Orientação dramatúrgica: Sandro Borelli | Trilha sonora / concepção: Marcos Abranches | Ambientação sonora: Pedro Simples | Operação de vídeo, som e luz: Pedro Simples | Fotos e vídeos: Gal Oppido | Apoio: APAA – Associação Paulista dos Amigos da Arte e Galeria Olido | Direção de produção: Solange Borelli – Radar Cultural Gestão e Projetos

Oficina de improvisação
Com Zélia Monteiro e Hernandes de Oliveira
Dia 27 de novembro | Terça, das 14h às 17h
Inscrições no local. O interessado deve chegar com uma hora de antecedência
15 vagas.
Público-alvo: artistas da cena e demais interessados na temática, acima de 16 anos.
Preço: R$ 10 (meia-entrada: R$ 5)

A atividade faz parte das Oficinas Interdisciplinares, um espaço para compartilhar o conhecimento desenvolvido pelo Núcleo de Improvisação. A proposta é estudar procedimentos corporais e suas possíveis relações com a luz, a música e o espaço cenográfico, em busca da construção de sentidos. A atividade reforça a difusão e a democratização de parâmetros técnico-expressivos estruturados no decorrer de um longo e intenso trabalho continuado de estudo e pesquisa artística sobre a improvisação.

Oficina: Movimento: encontro e criação
Com Marcus Moreno
Dia 28 de novembro | Quinta, das 18h às 21h
Inscrições no local. O interessado deve chegar com uma hora de antecedência
15 vagas.
Público-alvo: artistas da cena e demais interessados na temática, acima de 16 anos.
Preço: R$ 10 (meia-entrada: R$ 5)

A oficina busca responder à questão sobre o que acontece no “entre-espaço” de um acontecimento. A partir da ideia de que um corpo tem seu próprio repertório, que vai se constituindo a cada novo acontecimento, a cada nova troca com outros corpos e com o ambiente em que está inserido, a proposta do workshop é despertar os participantes para o estudo do movimento por meio de improvisações dirigidas.

Sobre Marcus Moreno
Artista da dança e gestor cultural, Marcus Moreno tem formação em artes do corpo e especialização em Técnica Klauss Vianna pela PUC-SP. Desenvolve estudos voltados às temporalidades e à produção de imagens a partir do corpo, tendo a improvisação como ponto de partida de trabalhos como A Flor da Lua (2016) e Estudo para o Encontro (2017).

Oficina: Como estar em estado de dança, juntos?
Com Leticia Sekito/Companhia Flutuante
Dia 29 de novembro | Quinta, das 10h às 13h
Inscrições no local. O interessado deve chegar com uma hora de antecedência
15 vagas.
Público-alvo: estudantes, profissionais de dança e qualquer pessoa interessada na proposta da aula. Não é necessário ter experiência anterior em dança, mas é preciso ter disponibilidade em experimentação corporal individual e em grupo.
Preço: R$ 10 (meia-entrada: R$ 5)

A oficina de dança contemporânea é focada na potência do encontro que pode acontecer, por meio da dança, entre pessoas de diferentes perfis e com experiências diversas de movimento. Os participantes experimentam a possibilidade de dançar juntos por meio da improvisação e, partindo da sensação física do próprio corpo em movimento, fortalecer relações variadas entre as pessoas, o espaço e o momento presente, criando um encontro em dança. As aulas têm como referência princípios da dança contemporânea, da abordagem somática do Body-Mind Centering ™, do Aikidô e do método do DanceAbility®, que Leticia Sekito tem integrado organicamente na linguagem de dança desenvolvida ao longo dos anos na Companhia Flutuante.

Sobre Leticia Sekito
Fundadora e dançarina da Companhia Flutuante, é formada no C.E.M. – Centro em Movimento, em Lisboa, Portugal. Trabalhou no Estúdio Nova Dança e na Cia. 2 Nova Dança. Desenvolve trabalhos de dança e performance em diálogo com outras linguagens artísticas e em parceria com artistas interessados na potência do corpo em movimento, entre eles o projeto de dança e desenho Fluxos em Preto & Branco e os trabalhos em processo Um intervalo para se ver o que é possívelLeões com alguma suculência, com Peter Michael Dietz. Leticia também é preparadora corporal e massoterapeuta, educadora do movimento somático – B.MC. ™, professora certificada pelo método DanceAbility®, praticante de Aikidô e participante do Centro de Estudos Orientais, orientado por Christine Greiner.

Oficina: Dance Yoga Action
Com Núcleo Kasa
Dias 29 de novembro e 13 de dezembro | Quintas, das 14h às 17h
Inscrições no local. O interessado deve chegar com uma hora de antecedência
15 vagas.
Público-alvo: artistas da cena e demais interessados na temática, acima de 16 anos.
Preço: R$ 10 (meia-entrada: R$ 5)

A oficina une os princípios da dança contemporânea, da Hatha Vinyasa Yoga e do Teatro para o exercício da consciência corporal, do condicionamento físico e da expressividade criativa em movimento. O Núcleo Kasa compartilhar a prática que vem desenvolvendo há 4 anos na construção cênica e na pesquisa em dramaturgias do corpo.

Sobre Karina Ka
É artista da dança e do teatro, formada em Dança e Movimento pela Universidade Anhembi Morumbi e em Dança Moderna pelo Curso Permanente de Dança Moderna da UFPR. É professora de Hatha Vinyasa Yoga e de dança contemporânea e terapeuta corporal em Yoga Massagem Ayurvédica. Foi intérprete-criadora da Cia Téssera de Dança, da Cia Silenciosas e do Núcleo Artérias. Atuou também em peças do diretor Mário Bortolotto. Hoje é diretora-intérprete do Núcleo Kasa e do Espaço Spanda.

Espetáculos: Farofa.Trá! (com grupo T.16 das Artes do Corpo) e Experimentopó#1 (com MUMBRA Corpomóvel), seguido do debate Dança na Universidade
Organização de Zélia Monteiro, Rafael Petri, Angela Nolf
Dia 30 de novembro | Sexta, às 19h
Ingressos: R$ 10 (meia-entrada: R$ 5) – Cartões não são aceitos
A bilheteria abre uma hora antes do espetáculo.
Duração: 30 minutos (cada espetáculo). Classificação etária: livre.

Farofa,Trá! aborda violências sociais e individuais sobre os corpos, periferias e marginalidades – a improvisação em dança como possibilidade de fricção. A construção coletiva busca o exercício da alteridade, perguntando se é possível compartilhar violências. O espetáculo apresenta a junção de corpos farofeiros que questionam técnicas, estéticas e fazeres em dança, cunhados em referências consideradas invisíveis.

Já em Experimentopó#1, mulheres dançam, entre restos e no pó, suas resistências. Dão a ver as marcas que se inserem nos corpos e os atravessam, trazendo à tona aquilo que ficou. O espetáculo aposta no corpo como matéria potencial para a investigação sobre o pertencimento. Carne, pele e osso revelam memórias, realidades individuais e coletivas.

Ficha técnica:
Farofa.Trá! – Direção: Zélia Monteiro | Coreografia: Coletiva | Elenco: Bruna Rissete, Cristina Eira, Guilherme Leite, Késsia Midory, Luisa Papa, Murilo Chevalier, Stephanie Bertholine e Vinicios Duenhas.

Experimentopó#1 - Intérpretes-criadoras: Aline Alves, Isis Marks, Marcela Páez, Leticia Vaz | Composição musical: Tiê Campos | Figurinos: Júlia Polý | Provocação: Fernanda D’umbra

Espetáculos: Ensaio sobre a Neve Marinha (com Marcus Moreno) e Enquanto houver corpo (com Núcleo Pedro Costa Cia. de Dança)
Mediação de Ricardo Neves
Dia 1º de Dezembro | Sábado, às 19h
Ingressos: R$ 10 (meia-entrada: R$ 5) – Cartões não são aceitos
A bilheteria abre uma hora antes do espetáculo.
Duração: 30 minutos (cada espetáculo). Classificação etária: livre.

Ensaio sobre a Neve Marinha aborda a memória intangível e a passagem do tempo, incomensurável e diluído. De acordo com o grupo: “Animais morrem. Plantas morrem. Fuligem. Escória. Restos. A neve marinha precipita em direção às zonas mais profundas do oceano. A água continua a mover.”

Enquanto houver Corpo tem como motivo poético os poemas dos heterônimos Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Ricardo Reis, Bernardo Soares e do próprio Fernando Pessoa. O Núcleo propõe um olhar entre dramaturgia e teatro e sobre a criação em dança contemporânea.

Ficha técnica:
Ensaio sobre a Neve Marinha – Concepção e dança: Marcus Moreno | Produção: Cristiane Klein – Dionísio Produção

Enquanto houver Corpo – Direção: Pedro Costa | Intérpretes-criadores: Marcelo Pessoa, Patrícia Pina Cruz, Black Escobar, Thays Palomares e Pedro Costa | Paisagem sonora: João Pedro Canola

Espetáculos: Pequenos estudos para não morrer (com Vera Sala) e Bestiário (com Luciana Hoppe)
Mediação de Cléia Plácido
Dia 2 de dezembro | Domingo, às 18h
Ingressos: R$ 10 (meia-entrada: R$ 5) – Cartões não são aceitos
A bilheteria abre uma hora antes do espetáculo.
Duração: 30 minutos (cada espetáculo). Classificação etária: livre.

Pequenos estudos para não morrer propõe uma “arqueologia do corpo”, o ato de recolher nos seus destroços as potências que possam reinventar o que o tempo fez desaparecer e o corpo esqueceu. A artista pergunta: “Que dança é possível dançar?”, “Como ativar novas dobras, criar outras poéticas e políticas nos modos de existir, resistir e dançar?”, “Como recolher testemunhos desta dança e dançar seus destroços, tornando-nos estrangeiros de nossas certezas?”, “Como nos deixar ficar perdidos para talvez encontrar, em frestas escondidas, potências transgressoras?” Estados de deriva, incompletude, precariedade, errâncias, instabilidade, dissolução dos limites entre vida e morte, animado e inanimado, e o esgarçamento do tempo têm sido questões propulsoras dos processos de criação de Vera Sala ao longo dos anos. Esses temas mobilizam redes de encontros e afetos, que não cessam de produzir perturbações, rupturas, disjunções e tensionamentos, ativando reflexões e potencializando diferentes corporeidades. Durante sua trajetória de investigação e criação artística, a pesquisadora busca ativar outros modos de existir, dançar, resistir e insistir, reinventando corporeidades e poéticas. Como dobras de tempo que se tocam, o passado aponta para um futuro a ser recriado e reinventado, o que nos surpreende novamente, fazendo aparecer novas inquietações.

Bestiário aponta para elementos como: vibração, respiração pelas células, esponja e fluxo interno, pulsação através da água, estrela-do-mar, coluna leve, peixes, anfíbios, lagartos, mamíferos, uma profusão de animais como desdobramento da evolução das espécies contida na evolução humana. A partir desses elementos, a coreografia propõe questionamentos: “O que nos aproxima dos animais?”, “O que nos aproxima do humano?”, “Somos desdobramento da mesma matéria?”. O espetáculo aborda, ainda, os bestiários da Idade Média, que partem da ideia de que somos uma coleção de animais e borram o limite entre o homem e o bicho, provocando uma visceralidade no movimento.

Ficha técnica:
Bestiário - Coreografia e direção: Luciana Hoppe | Orientação de pesquisa: Silvia Geraldi | Trilha sonora: Haroldo Paraguassú de Souza | Iluminação: Juliana Morimoto | Figurino: Felipe Longo | Fotografia: Felipe Longo

Oficina: A dança dos diafragmas do corpo
Com Cléia Plácido
Dia 5 de dezembro | Quarta, das 18h às 20h
Inscrições no local. O interessado deve chegar com uma hora de antecedência
15 vagas.
Público-alvo: artistas da cena e demais interessados na temática, acima de 16 anos.
Preço: R$ 10 (meia-entrada: R$ 5)

A proposta da oficina é revisitar e potencializar os diversos diafragmas do corpo a partir da imagem poética do movimento da água viva com base na pesquisa dos padrões neurológicos básicos de pulsação trazidos pelo Body Mind Movement (Mark Taylor e Bonnie Bainbridge Cohen). A partir dessas referências sensoriais e poéticas será investigada uma dança composição que se estrutura a partir desses estímulos.

Sobre Cléia Plácido
É artista negra da dança, graduada pela Universidade Anhembi Morumbi. Especializou-se em Laban/Bartenieff na Faculdade Angel Vianna (RJ). Em 2018 concluiu sua formação como educadora do movimento somático Body Mind Movement. Integra o Núcleo Menos 1 Invisível, coletivo interlinguagem contemplado no 25° edital de Fomento à Dança, e recebeu o prêmio Denilton Gomes de melhor atuação política na Dança 2017. Atualmente participa do grupo de estudos Metodologias de Criação em Arte, com foco no método cartográfico de Deleuze e Guattari, no Instituto de Artes da Unesp. Ministra aulas de contato improvisação para adultos e iniciação artística para crianças.

Jam de contato improvisação (com a Cia Damas em Trânsito e os Bucaneiros convidando Cléia Plácido)
Com Alex Ratton Sanchez, Cristiano Karnas, Ciro Godoy, Clara Gouvêa, Laila Padovan e Larissa Salgado
Dia 6 de dezembro | Quinta, das 18h às 20h
Inscrições no local. O interessado deve chegar com uma hora de antecedência
15 vagas.
Público-alvo: artistas da cena e demais interessados na temática, acima de 16 anos.
Preço: R$ 10 (meia-entrada: R$ 5)

Com a condução de integrantes da companhia, a jam session de improvisação em dança e música é um encontro para a partilha e a livre experimentação. A Cia. Damas em Trânsito e os Bucaneiros iniciou seus trabalhos em 2006, como um espaço de criação coletiva, e vem desenvolvendo uma pesquisa sobre improvisação em dança e em música.

Debate: O artista negro na dança contemporânea
Organizadoras: Cléia Plácido e Mainá Santana.
Performance Estudo para Peça de Dança, com Eliana de Santana
Artistas convidados: Ricardo Januário, Mainá Santana, Everton Ferreira, Ericah Azeviche, Érika Moura, Fernanda Mota e Wellington Duarte
Dia 7 de dezembro | Sexta, às 19h
Gratuito

O objetivo do debate é propiciar um encontro entre artistas negros da dança contemporânea, compartilhar experiências e estabelecer vínculos por meio de trajetórias, afetos e memórias. A conversa é estruturada por uma vivência inspirada na prática da constelação familiar, que se baseia na tradição Zulu e em outras tradições primogênitas: o respeito e à reverência à ancestralidade, o direito e o pertencimento ao grupo por parte do indivíduo e a ênfase dada às trocas e à reciprocidade.

Espetáculos: Fresta (com Isadora Massoni) e Terra de Ninguém (com Núcleo Kasa)
Mediação de Tatiana Melitello
Dia 8 de dezembro | Sábado, às 18h30
Ingressos: R$ 10 (meia-entrada: R$ 5) – Cartões não são aceitos
A bilheteria abre uma hora antes do espetáculo.
Duração: 25 minutos (Fresta) e 35 minutos (Terra de Ninguém). Classificação etária: livre.

Fresta é um solo de dança contemporânea construído a partir do diálogo entre dois artistas de diferentes linguagens: a dança e a música. A atenção ao momento presente com abertura ao outro e, ao mesmo tempo, o reconhecimento e o estranhamento de si suscitam o encontro, dentro de possíveis conflitos, de caminhos insuspeitados de cocriação da cena. “Frestas” são aberturas de possibilidades. São o assunto com o qual os corpos em cena, mediados por suas linguagens, se relacionam tentando encontrar outras possibilidades.

Já em Terra de Ninguém, as corporalidades refletem os condicionamentos internos-externos e a organização frente ao caos. O espetáculo aborda o automatismo sistêmico, opressor e manipulatório, que desmonta, descompensa, desajusta, desencaixa e desconecta corpos, mentes e sinergias. A pesquisa se apoia nas mídias de massa para dialogar de forma bem-humorada com o público. O espetáculo investiga a simultaneidade e a coexistência na relação centro-periferia / periferia-centro.

Ficha técnica:
Fresta – Bailarina criadora: Isadora Massoni | Músico criador: Theo Yepez | Dramaturgista: Pin Nogueira

Terra de Ninguém – Concepção: Núcleo Kasa | Direção: Karina Ka Pinheiro | Criação e interpretação: Juliana Celeguim, Gabriela Bráz de Paula, Richard Reis, Karina Ka Pinheiro e Priscila Queiroz | Trilha Sonora: Mano Bap | Orientação Coreográfica: Flora Barros | Apoio de produção, iluminação e criação: Luca Queiroz | Produção: MoviCena (Rafael Petri) | Agradecimento: Oficina Cultural Alfredo Volpi e Espaço Spanda

Exibição de filme Outono 2, performance Observatório e apresentação de espetáculos Atravessamentos poéticos
Dia 9 de dezembro | Domingo, às 17h
Ingressos: R$ 10 (meia-entrada: R$ 5) – Cartões não são aceitos
A bilheteria abre uma hora antes do espetáculo.
Duração: 12 minutos (Outono), 30 minutos (performance) e 30 minutos (Atravessamentos poéticos). Classificação etária: livre.

O filme Outono 2 faz parte da instalação coreográfica Átmo, concebida em 2015 por Beth Bastos e pelo artista visual Sandro Miano. O filme tem como essência a imagem, a imaginação e a composição, propondo uma reflexão sobre a pausa na dança e a pausa na fotografia e enfatizando a permanência da imagem. O material é captado a partir de experiências vivenciadas em jardins da cidade de São Paulo.

A performance Observatório convida o público a captar imagens com celulares, câmeras, desenhos ou simplesmente na memória, realizando escolhas e participando da construção da composição em tempo real. A proposta é investigar a percepção dos sentidos, da memória, do olhar, da construção de imagens e de sua permanência.

Atravessamentos poéticos é uma proposta de Leticia Sekito e Rubia Braga, visando à prática de estratégias de sobrevivência artística por meio do diálogo entre seus processos artísticos em dança. As artistas apresentam os solos Frestas. Horizontes (Rubia Braga) e Para se ver o que é possível (Leticia Sekito), seguidos de conversa mediada por Angela Nolf.

Ficha Técnica:
Frestas. Horizontes – Criação e dança: Rubia Braga | Som: Pedro Galiza | Agradecimentos: Odete Machado, Letícia Sekito, Vera Sala, Oficina Cultural Oswald de Andrade, CRD – Centro de Referência da Dança da Cidade de São Paulo.

Para ser ver o que é possível – Dança: Leticia Sekito (Companhia Flutuante) | Provocação artística: Peter Michael Dietz e Sofia Neuparth | Produção: Maíra Silvestre | Agradecimentos: Elisabete Finger, Fernanda Raquel, Júlia Bergman, Lela Martorano, Mônica Siedler, Paula Nogueira Ramos, Plinio Higuti, Rubia Braga, Suiá Burger Ferlauto, Valentina Parraviccini, CEO – Centro de Estudos Orientais, Projeto Cartografia do Possível-CRD, Terça Aberta no Kasulo | Apoio Cultural: Centro de Referência da Dança e Galeria Olido

Oficina sobre Klaus Vianna
Com Beth Bastos e Zélia Monteiro
Dia 11 de dezembro | Terça, das 19h às 22h
Inscrições no local. O interessado deve chegar com uma hora de antecedência
15 vagas.
Público-alvo: artistas da cena e demais interessados na temática, acima de 16 anos.
Preço: R$ 10 (meia-entrada: R$ 5)

A oficina aborda procedimentos de improvisação na técnica de Klauss Vianna.

Espetáculo Juanita, o caminho invisível, seguido do seminário A Dança na América Latina e as Redes de Reciprocidades.
Participação: Solange Borelli e Marcelo Dino Fraccaro
Dia 14 de dezembro | Sexta, às 19h
Ingressos: R$ 10 (meia-entrada: R$ 5) – Cartões não são aceitos
A bilheteria abre uma hora antes do espetáculo.
Duração: 30 minutos (Juanita) e 60 minutos (seminário). Classificação etária: livre.
Público-alvo do seminário: artistas da cena, produtores, programadores, curadores, pesquisadores e demais interessados na temática.

Juanita é o nome de um agrupamento de artistas dirigido por Isabel Tica Lemos. A performance é a adaptação de um espetáculo criado a partir da pesquisa em dança e literatura, livremente inspirado na obra de Carlos Castañeda.

O seminário A Dança na América Latina e as Redes de Reciprocidades apresenta os modos de organização e produção de coletivos e artistas da dança que integram os países que compõem a América Latina, trazendo para a discussão experiências e modos de ser e fazer arte como atitude política, social, crítica e reflexiva, implodindo as fronteiras da latinidade numa relação de reciprocidade e colaboração.

Ficha técnica:
Juanita, o caminho invisível – Integrantes da performance: Isabel Tica Lemos, Iramaia Gongora, Cristiano Bacelar e convidados.

Sobre Solange Borelli
Mestre em artes pela Unicamp, artista da dança, produtora e ativista cultural, criou e coordena a Dança à deriva – Mostra latino-Americana de Dança Contemporânea, atualmente na 5ª edição. A mostra tem um caráter de imersão, propondo a participação integral nas atividades durante os nove dias de realização do encontro, o que incentiva processos colaborativos de criação e espaços de compartilhamentos, favorecendo a circulação e as trocas de experiências.

Sobre Marcelo Dino Fraccaro
É sociólogo, formado pela Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas da USP (FFLCH-USP) e pós-graduado em Direitos Humanos pela Escola Superior da Procuradoria Geral do Estado de São Paulo (ESPGE-SP). Iniciou sua carreira como consultor em instituições da sociedade civil e organizações sociais. Foi consultor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD-ONU) no Ministério da Cultura (MinC) e Diretor de Ação Artística e Cultural na Secretaria Municipal de Cultura de São Bernardo do Campo. Participa de forma voluntária como membro do Fórum Permanente de Debates Culturais do Grande ABC. É sócio diretor da MDF Gestão Social e Desenvolvimento, consultoria especializada em projetos e políticas socioculturais e desenvolvimento sustentável.

Espetáculos: Desassossego (com Marcelo Pessoa) e Corpo Crustáceo (com Michele Carolina)
Mediação de Vera Sala
Dia 15 de dezembro | Sábado, às 19h
Ingressos: R$ 10 (meia-entrada: R$ 5) – Cartões não são aceitos
A bilheteria abre uma hora antes do espetáculo.
Duração: 30 minutos (cada espetáculo). Classificação etária: livre.

Desassossego é um trabalho de dança contemporânea livremente inspirado na obra literária Livro do Desassossego, de Bernardo Soares, semi-heterônimo de Fernando Pessoa. Marcelo Pessoa propõe transpor trechos da obra para o universo da dança contemporânea, utilizando a dança e o teatro físico como meio expressivo.

Em Corpo Crustáceo, o movimento perene de transformação da matéria por meio de tensionamentos de dilatação e aceleração do tempo busca comunicar esteticamente o nexo indissociável entre a vida orgânica e inorgânica em seus múltiplos fluxos de interpenetrabilidade. Michele Carolina compartilha o processo de criação do trabalho de dança solo realizado em residência artística no Centro de Referência da Dança da cidade de São Paulo e no núcleo de Estudos Práticos da Coordenação Motora, sob orientação de Lu Favoreto.

Ficha técnica:
Desassossego - Concepção, direção e interpretação: Marcelo Pessoa

Corpo Crustáceo – Concepção, dança e cenário: Michele Carolina | Vídeo: Rafael Frazão | Iluminação e produção: Juliana Morimoto e Monica Cristina Bernardes.

Espetáculos: Solos de Rua (com …Avoa! Núcleo Artístico), Estado de coisas: flutuante (com Núcleo Menos 1Invisível) e Selfie é autorretrato? (Beto Amorim)
Dia 16 de dezembro | Domingo, às 17h30
Ingressos: R$ 10 (meia-entrada: R$ 5) – Cartões não são aceitos
A bilheteria abre uma hora antes do espetáculo.
Duração: 30 minutos (cada espetáculo). Classificação etária: livre (Solos de Rua e Estado de coisas) e 18 anos (Selfie é autorretrato?).

Solos de Rua é inspirado no texto manifesto As Embalagens, de Tadeusz Kantor. Trata-se de um jogo coreográfico no qual os bailarinos e uma lona se afetam mutuamente em espaços públicos de grande circulação, misturando-se à paisagem local. Não é possível saber, ao certo, o que emerge de dentro da multidão. O que se sabe é que, de vez em quando, não convém permanecer em silêncio, pois é urgente mover, dobrar-se, friccionar, atar, ocultar, revelar, desviar, dizer e não apaziguar.

Estado de coisas: flutuante aborda a situação de estar à margem, o que significa também estar sobre as margens, criar estruturas móveis, conectar e criar campo dentro da ondulação e da instabilidade. A proposta é imaginar e experimentar um ambiente em que a precariedade, a exclusão e a deriva sejam forças para significar e compor.

Já a obra Selfie é autorretrato? é composta pela fricção resultante da justaposição de fragmentos de indagações existenciais do poeta Fernando Pessoa e reflexões tangenciais à autofiguração. O espetáculo também aborda inquietações de heterônimos sobre a tomada de consciência de processos de individuação, contrapostas às representações de si geradas pelo atual hábito de se fotografar com aparelhos celulares – selfies.

Ficha técnica:
Solos de Rua – Concepção: …AVOA! Núcleo Artístico | Direção: Luciana Bortoletto | Intérpretes-criadores: Izabel Martinelli, Mônica Caldeira | Figurinos: …AVOA! Núcleo Artístico e Telumi Hellen | Músicos: João Batista Brito Cruz (Sax tenor), Santhiago Nery (Percussão e sonoplastia) | Apoio: Aqui Ali Dança e Cultura e Luciana Bortoletto

Estado de coisas: flutuante – Direção: Luisa Coser | Coordenação geral: Cleia Placido | Bailarinos: Cleia Placido, Rafael Markhez e Eveline da Silva | Produção executiva: Luisa Coser E cleia Placido

Selfie é autorretrato? – Concepção, Direção e Atuação: Beto Amorim | Textos: Fernando Pessoa | Dramaturgia: Beto Amorim | Iluminação: Pedro Garrafa | Supervisão Artística: Suia Legaspe | Figurino e Trilha sonora: Beto Amorim | Costura: Linda Brechó | Produção: Cia. Dramática em Exercício

Mais informações:
(11) 3662-5177
(11) 3822-5671 (bilheteria – abre uma hora antes do espetáculo)
funartesp@gmail.com