Ocupação no Cacilda Becker ressalta a diversidade das culturas africana e indígena, até o dia 25 de novembro | Funarte – Portal das Artes
Você está em: Página Inicial › Funarte › Todas as notíciasOcupação no Cacilda Becker ressalta a diversidade das culturas africana e indígena, até o dia 25 de novembro

Ocupação no Cacilda Becker ressalta a diversidade das culturas africana e indígena, até o dia 25 de novembro

A 2ª edição da Diálogos apresenta espetáculos de dança e shows musicais, no mês da Consciência Negra

Relacionado a: Dança, Música, Teatro
Publicado em 14 de novembro de 2018 Imprimir Aumentar fonte
Grupo Capoeira Baile – Divulgação
Grupo Capoeira Baile - Divulgação

O palco do Teatro Cacilda Becker foi o local escolhido para a mistura de ritmos brasileiros de matrizes africana e indígena. A segunda edição da Ocupação Diálogos aborda as influências da arte contemporânea, da dança de rua e da música eletrônica, na música popular brasileira, e com a interação dos artistas com a plateia. A ocupação fica em cartaz até o dia 25 de novembro, com apresentações de quarta-feira a domingo. Ingressos a R$ 40 e R$ 20 (meia-entrada).

A programação multicultural inclui dança, teatro e música. Tem início hoje, dia 14 de novembro, às 19h. A Jam musical dançante Baila! Baila!, de SoundPaiting Rio, é coordenada por Taiyo Jean Omura, e abre a agenda da Ocupação Diálogos. No feriado da Independência, dia 15 de novembro, às 20h, é apresentado o Conto de fadas contemporâneo regado à cachaça, da Cia Doêrro. Dia 16 de novembro, sexta-feira, às 20h, o grupo Peruá formado por cinco multi-instrumentistas, cantores e compositores, estreia no palco do Cacilda Becker.

No sábado, dia 17 de novembro, às 20h, três solos estão na programação: Olhodum, concebido e interpretado por Cacá Otto Reuss, Sucessivos presentes, com texto e atuação de Laís Castro, e o Vibrátil, com performance e criação de Gabriela Cordovez. O grupo Forró Descalço apresenta uma mistura de ritmos, como o baião, o coco, a quadrilha e o xote, no domingo, dia 18 de novembro, às 17h. A Jam musical dançante Baila! Baila!, de SoundPaiting Rio, volta ao palco do Cacilda Becker, na quarta-feira, dia 21 de novembro, às 19h.

A Cia. de dança afro G’leu Cambria apresenta Axé!, na quinta-feira, dia 22 de novembro, às 20h. O grupo Híbrida monta o espetáculo Olho Nu, um dos maiores sucessos de público e crítica da Cia., segundo a imprensa carioca, na sexta-feira, dia 23 de novembro, às 20h. No sábado, dia 24 de novembro, às 20h, os bailarinos mineiros Carlos Arão e Marcos Tó trazem o espetáculo (IN)PAR, concebido e interpretado por eles. Encerrando a programação, o grupo Capoeira Baile apresenta músicas de capoeira em formato de música popular brasileira, no domingo, dia 25 de novembro, às 19h.

Serviço:

Ocupação Diálogos

Temporada: de 14 a 25 de novembro

Ingressos: R$ 40 e R$ 20 (meia-entrada)

Programação:

Dia 14 de novembro, quarta-feira, das 19h às 21h30

Jam musical dançante Baila! Baila
SoundPaiting Rio, coordenado por Taiyo Jean Omura

Baile dançante com banda ao vivo, que cria música na hora, e apresenta sucessos de pistas “imaginárias” que nunca foram ouvidas. No repertório, hits do groove — ritmo que engloba funk, blues, música gospel e soul —, baseadas em danças de tribos de “civilizações perdidas”. O SounPaitinng é uma técnica de improvisação guiada, que surgiu nos anos 70, em Nova York. Os músicos improvisam suas ações sob o comando de um maestro que se utiliza dos sinais dessa técnica para se comunicar.

Dia 15 de novembro, quinta-feira, às 20h

Espetáculo Conto de fadas contemporâneo regado à cachaça
Da Cia. Doêrro

A plateia é recebida pelos atores, com as luzes acesas, e são servidas doses de pinga para um brinde inicial. Todos devidamente instalados e descontraídos, começa a saga de Edmundo para conquistar o coração da impenetrável Catharina. Para isso, o protagonista vai precisar atravessar algumas provações propostas pelo Rei Edson, enquanto tenta driblar seu distúrbio do sono. No meio da nobre missão de conquista, ainda há espaço para o debate sobre nós mesmos, como em uma boa conversa de bar.

Dia 16 de novembro, sexta-feira, às 20h

Show musical Caindo por Terra
Do grupo Peruá

O Peruá é um encontro musical formado pelos amigos Lucas Linder, Guilherme Imia, Tom Andrade, Vicente Barroso e Will Hester. Com vasta experiência como compositores, cantores e multi-instrumentistas, o grupo aborda o ritmo da vida contemporânea, a relação das pessoas com a política, a vida urbana e o cerrado brasileiro. Trabalho em conjunto que inspirou o EP Caindo Por Terra, lançado em setembro deste ano (2018).

Dia 17 de novembro, sábado, às 20h

Noite de Solos — Olhodum, Sucessivos presentes e Vibrátil

Olhodum simboliza a vontade de descoberta. Um olhar atento para si e para o mundo. Ao atravessar o desconhecido, o corpo se reconhece em um lugar de estranhamento, a fim de encontrar uma nova forma de existir. Partindo da ideia da contínua construção humana, o solo se adapta ao lugar ao qual irá se relacionar. O trabalho se transforma de acordo com o tempo e o espaço. A montagem tem a criação e a interpretação de Cacá Otto Reuss.

Sucessivos presentes é um trabalho que dialoga com narrativas autobiográficas da artista. Um curso de criação, como o curso de um rio. Refletir e recriar as histórias vividas e contadas. Incorporar as estórias, e materializar um corpo livre, nu, sensível e instável. A lembrança nostálgica e o desejo do futuro são facetas do ponto de vista do presente. O trabalho apresenta um corpo confessado, vagando sobre suas lembranças e a nudez absoluta delas, porque das próprias memórias não podemos esconder. Uma provocação das recordações que nos desnudam completamente. Quem assina o texto e a atuação é a artista Laís Castro.

Vibrátil: vibrador, lateralidade, relação. Algumas possibilidades de existência e convivência. Convite para compartilhar uma experiência. Um fio que vibra entre você e eu. Matérias que estão se movendo e sendo movidas umas pelas outras. Indefinição. Situação que entra em colapso, transforma, está em fluxo a cada instante. Tempo. “Como podemos coexistir e conviver com a diferença, existindo como corpo e matéria que sofre, sem um sentido negativo, da exposição e abertura ao outro?” O solo é um convite, uma convocação para o convívio. Uma proposta para existirmos juntos, sermos corresponsáveis por algo que acontece e vibra entre nós. Uma investigação de possíveis relações ou conexões que podem ser travadas entre corpos, sejam eles humanos ou não. A impermeabilidade entre as matérias, a vibração por simpatia, a possibilidade de um corpo empático e interessado pelo outro e, ainda, a relação de contraste, são assuntos abordados nessa montagem. Criação, concepção e performance: Gabriela Cordovez

Dia 18 de novembro, domingo, às 20h30

Grupo Forró Descalço

O conjunto foi fundado pela atriz e cantora Rebeca Queiroz, em 2009. Atualmente, o grupo é formado pelos músicos: Mariana Zwarg (arranjos, flauta, e vocais), Roberto Kaufman (sanfona) e Diego Zangado (zabumba, percussão e voz). O forró é uma das maiores manifestações culturais do Nordeste brasileiro e reúne diversos ritmos, como o baião, o coco, a quadrilha e o xote. No repertório, estão clássicos de Luiz Gonzaga, João do Valle, Marinês, Jackson do Pandeiro, Gilberto Gil, Hermeto pascoal, Caetano Veloso, Dominguinhos, entre outros.

Dia 21 de novembro, quarta-feira, das 19h às 21h30

Jam musical dançante Baila! Baila
SoundPaiting Rio, coordenado por Taiyo Jean Omura

Dia 22 de novembro, quinta-feira, às 20h

Espetáculo Axé!
Do grupo de dança G’leu Cambria

Axé, na língua Iorubá, significa: poder, energia ou força presente em cada coisa ou em cada ser. O axé está na dança, na música, no toque, na reza, na gestualidade e na simbologia sagrada dos orixás. Segundo os integrantes da Cia., a palavra se tornou um grito de guerra, a consagração dos encontros e o fortalecimento da vida. Dentro e fora do contexto religioso, axé é uma saudação utilizada para desejar votos de felicidade e boas energias. Através da gestualidade e simbologia das danças dos orixás, o grupo busca o fortalecimento de energias e usa, como fio condutor, elementos relacionados à música afro, à dança e ao canto sagrado. Axé! é a soma de todas as forças em um único corpo.  Um corpo que dança, canta e sente!

Dia 23 de novembro, sexta-feira, às 20h

Espetáculo Olho Nu
Da Cia. Híbrida

O espetáculo Olho Nu é a última parte da trilogia que discute hip hop e fragilidade. Segundo a Cia., a montagem não será um fechamento. Ao contrário, a nova pesquisa trouxe muitas questões, uma em especial: “Que ideias já foram esgotadas nesse processo, e quais necessitam de continuidade?” Seguindo o mote, há o desejo de desnudar o dançarino de rua, ressaltando as fragilidades deste corpo potente, e ao mesmo tempo, revelar todo o potencial criativo existente por trás destas fragilidades. Uma vez mais, a repetição que busca transformação. Uma vez mais, a busca por formas de composição que extrapolem o lugar comum dessa técnica. Uma vez mais, alimentar a reflexão sobre este corpo que se atém ao papel de entreter e atender expectativas daquele que assiste. Uma vez mais, oferecer ao expectador um olhar diverso e aproximado do universo hip hop e de sua dança. E, nesse caminho, seguir “acompanhado” e “assombrado” pela pergunta: “Como abordar de modo diferente as mesmas questões?”.

Dia 24 de novembro, sábado, às 20h

Montagem (IN)PAR
Dos bailarinos mineiros Carlos Arão e Marcos Tó

O espetáculo de dança contemporânea (IN)PAR foi construído a partir de experiências de vida dos criadores, os bailarinos Carlos Arão e Marcos Tó, de Minas Gerais. A obra explora a condição da busca interior. Com uma linguagem corporal investigativa, esses corpos carregados de sensações e técnicas dialogam entre propostas, provocações, encontros e desencontros.

Dia 25 de novembro, domingo, às 19h

Grupo Capoeira Baile

O conjunto Capoeira Baile apresenta um diálogo entre a dança contemporânea, o contato-improvisação e o hip hop, com a mistura do samba duro, do coco e da capoeira. A influência musical do grupo agrega outras manifestações culturais, como o samba de roda, maculelê, forró e samba-reggae. No show, o conjunto apresenta músicas de capoeira em formato de música popular brasileira. A ideia, segundo os integrantes, é promover um encontro de diferentes tribos em busca do equilíbrio entre as várias linguagens corporais.

Ficha Técnica da Ocupação Diálogos:
Direção geral, produção, curadoria e concepção: Laura de Castro
Assistente de produção: Jacqueline de Castro
Programa educativo e comunicação: Cláudia Bueno

Local: Teatro Cacilda Becker
Rua do Catete, 338 – Catete – Rio de Janeiro (RJ)
Telefone: (21) 2265-9933
(Ao lado da Estação Metrô Largo do Machado)