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Notícias “Interlocuções poéticas”: a dança abre fronteiras na Funarte SP

Funarte Notícias

Publicado em 14 de agosto de 2012

“Interlocuções poéticas”: a dança abre fronteiras na Funarte SP

Programação desafia limites de idade, de percepção e de expressão corporal

“Interlocuções poéticas”: a dança abre fronteiras na Funarte SP Renata Mara, Oscar Capucho e Tuca Pinheiro em “Desassossego em branco”. Foto: divulgação

O projeto Interlocuções poéticas, vencedor de edital de ocupação da Funarte em 2012, traz novos espetáculos à Sala Renée Gumiel. Companhias de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo apresentam coreografias de seus repertórios que reafirmam, em diferentes abordagens artísticas, a universalidade e a diversidade da dança contemporânea. O Interlocuções poéticas segue até 30 de setembro de 2012, com espetáculos gratuitos ou a preços populares, oficinas e encontros de discussão e de intercâmbio sobre o fazer artístico e a formação de público.

De 16 a 19 de agosto, o projeto apresentará na Sala Renée Gumiel as coreografias Tudo o que não invento é falso, de Paula Maracajá (RJ) – dedicado ao público infantojuvenil e inspirado em poesias de Manoel de Barros -, e Desassossego em branco. Neste segundo espetáculo, a bailarina Renata Mara (MG), portadora de retinose pigmentar, explora o impacto da dança para além do campo exclusivamente visual. Renata também ministrará, na Funarte, uma oficina de dança contemporânea para pessoas sem e com deficiência ou ausência de visão.

Na sexta-feira e sábado, 24 e 25 de agosto, o Interlocuções poéticas traz o espetáculo Solo Lisboa – uma investigação do Núcleo Marcos Moraes (SP) sobre a construção de sentido nos processos corporais. Após a apresentação, será exibida a videodança Love letter, que aborda ‘o olhar e a dança da – e na – cidade’.

Tudo o que não invento é falso
Concebido e dirigido pela coreógrafa carioca Paula Maracajá, o espetáculo – indicado especialmente para o público infantojuvenil – toma por base o livro Memórias inventadas: as infâncias de Manoel de Barros. Em diálogo com a linguagem metafórica e a “poesia brincante” deste autor, a dramaturgia desvenda o mundo lúdico e transgressor de um menino-poeta. A poesia de Manoel de Barros é musicada por Dado Amaral, diretor musical do espetáculo. No palco, os bailarinos interagem com um cenário-instalação suspenso, onde há livros que voam, um balanço e uma escultura complexa – reedição da obra Criaturas, da artista plástica Gabriela Maciel.

Desassossego em branco
A partir da pesquisa proposta pela bailarina e educadora de dança Renata Mara sobre as vivências de pessoas atingidas pela cegueira ou por baixa visão, a coreografia discute questões relativas às diferentes formas de ver o mundo e apreender a dança. O ‘ver ou não ver’ é abordado na obra como algo que vai além da acuidade visual para abranger tudo aquilo que faz do desassossego da existência “uma experiência singular e, ao mesmo tempo, plural”. Definida por seu diretor coreográfico, Tuca Pinheiro, como “um convite ao sensível, invisível e inquieto” a “todos os que compartilham de uma concepção artística em dança, descolada do que é compreendido e apreciado apenas pelos olhos”, a obra abre espaço para construções imaginárias e autônomas. A trilha sonora, criada especialmente para o espetáculo, é do músico e compositor Kiko Klaus.

Solo Lisboa e videodança Love letter
O espetáculo Solo Lisboa e a videodança Love letter são dois dos três pilares do projeto DatingSoccerFood, que toma como pontos de partida residências artísticas do coreógrafo, bailarino e ator Marcos Moraes. Solo Lisboa investiga a busca de sentido motivada pela angústia do vazio e o sentido criado a partir dos processos corporais, e foi concebido com base na residência do artista no Atelier Real, de Lisboa, com o acompanhamento do português João Fiadeiro. Já a videodança Love letter, que aborda ‘o olhar e a dança da – e na – cidade’ tem como origem a residência realizada por Marcos Moraes em Londres, ao lado da fotógrafa e realizadora em vídeo Marcella Haddad. O terceiro e último pilar do projeto é o espetáculo D de Dating, surgido a partir de residência realizada em Fortaleza.

Encontros, Oficinas e Workshops
A bailarina e educadora Renata Mara ministra no sábado, 18 de agosto, a oficina Dança contemporânea , para pessoas sem e com deficiência visual. O encontro é gratuito e está marcado para as 10h, com limite de 20 vagas.
Durante todo o mês de agosto, o coreógrafo Frank Ejara, diretor da Cia. Discípulos do Ritmo – que apresentou na Funarte os espetáculos hip-hop Tá Limpo! e Urbanoides 2.0 – promove a oficina Danças urbanas.
E no dia 26 de agosto, domingo, às 17 horas, o Interlocuções poéticas traz a Jam de Danças urbanas, atividade coordenada por Frank Ejara e pelo DJ Niko.
Outra oficina na agenda do Interlocuções poéticas é a de Dança contemporânea, entre 14 de agosto e 3 de setembro, com o coreógrafo e bailarino Marcos Moraes.
Finalmente, até 18 de setembro, a Funarte SP também abriga, todas as quartas-feiras, o Grupo de estudo Formação de público para a dança contemporânea, atividade coordenada por Solange Borelli.

Serviço

Projeto Interlocuções Poéticas
Contemplado pelo Edital de Ocupação da Sala Renée Gumiel do Complexo Cultural Funarte SP. Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos, São Paulo, SP. Tel (11) 3662-5177
Coordenação geral: Solange Borelli | Equipe de produção: Selene Marinho, Djalma Moura, Pedro Borelli e Claudethe Silveira| Realização: Radar cultural – Gestão e projetos

Espetáculo infantojuvenil : Tudo que não invento é falso
De 16 a 18 de agosto| Quinta a sábado, 15h30
Direção, coreografia e roteiro: Paula Maracajá (RJ)
Pesquisa de movimento: Danilo D’Alma, Patricia Riess, Paula Maracajá e Renata Versiani | Elenco: Danilo D’Alma, Nina Botkay, Patricia Riess, Paula Maracajá e Renata Versiani | Assistência de direção: Patricia Riess | Direção de arte e cenografia: Gabriela Maciel | Direção musical e dramaturgia: Dado Amaral | Produção musical: Bartolo | Composições e execução: Dado Amaral e Bartolo| Percussão: Thomas Harres | Participação especial: Duplexx | Iluminação: Leandro Barreto | Figurino: Ticiana Passos | Designer gráfico: Luiza Aché | Realização: Nevaxca Produções
Ingressos: R$ 10 (meia entrada: R$ 5). Bilheteria abre uma hora antes do espetáculo – um ingresso por pessoa.
Duração: 60 min. Recomendação etária: livre

Espetáculo: Desassossego em branco
De 17 a 19 de agosto | Sexta e sábado, 19h45; domingo, 18h45

Direção coreográfica, roteiro e concepção: Tuca Pinheiro (MG)
Intérpretes: Renata Mara, Oscar Capucho e Tuca Pinheiro | Pesquisa coreográfica: elenco | Trilha sonora: Kiko Klaus | Técnico de som: Kiko Klaus | Projeto de luz: Márcio Tadeu Alves | Técnico de luz: Elias do Carmo | Criação e confecção de figurino: Ananda Sette
Ingressos: R$ 10 (meia entrada: R$ 5). Bilheteria abre uma hora antes do espetáculo – um ingresso por pessoa.
Duração: 50 min. Recomendação etária: 12 anos

Espetáculo: Solo Lisboa e videodança: Love letter
Dias 23 e 24 de agosto | Quinta e sexta, 19h

Com: Núcleo Marcos Moraes (SP)
Direção, criação, interpretação e trilha sonora: Marcos Moraes | Desenho de luz: André Prado | Direção de produção: Radar cultural – Gestão e projetos
Ingressos: R$ 10 (meia entrada: R$ 5). Bilheteria abre uma hora antes do espetáculo – um ingresso por pessoa.
Duração: 40 min. Recomendação etária: livre
Assista ao clipe

Oficina: Dança contemporânea para pessoas sem e com deficiência visual (em conjunto)
Dia 18 de agosto | Sábado, 10h

Duração: 120 minutos
Vagas: 20 | Gratuita

Oficina: Danças urbanas
De 1 a 29 de agosto | Quartas, das 19h às 21h

Coordenação: Frank Ejara (coreógrafo e diretor da Cia. Discípulos do Ritmo)
Público-alvo: bailarinos e atores com experiência em trabalho corporal e dança
Inscrições: interpoeticas@radarcultural.com.br. Assunto: Oficina Danças urbanas
Vagas: 20 | Gratuita

Jam session: Danças urbanas
Dia 26 de agosto | Domingo, 17h

Coordenação: Frank Ejara e DJ Niko
Gratuita

Grupo de estudo: Formação de público para a dança contemporânea
De 18 de julho a 18 de setembro | Quartas, das 15h às 17h

Entrada franca
Coordenação: Solange Borelli (mestre em Artes pela Unicamp e coordenadora geral do Interlocuções Poéticas)
O grupo realiza encontros semanais e parte da ideia de que é nas relações que se possam estabelecer entre a dança e a plateia que nasce a estetização do cotidiano.

Mais informações: interpoeticas@radarcultural.com.br ou http://interlocucoespoeticas.blogspot.com.br