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‘Negritudes convergentes: danças independentes’ segue em cartaz no Complexo Cultural Funarte SP

Projeto da Cia. Sansacroma foi contemplado no Edital de Ocupação da Sala Renée Gumiel 2017

Publicado em 7 de novembro de 2017 Imprimir Aumentar fonte
Espetáculo 'Sentir na Pele'. Foto: divulgação.
Espetáculo 'Sentir na Pele'. Foto: divulgação.

No dia 1º de novembro, quarta-feira, teve início o projeto Negritudes Convergentes: danças independentes, da Cia. Sansacroma. A companhia foi contemplada no Edital de Ocupação da Sala Renée Gumiel 2017 e segue em temporada no Complexo Cultural Funarte SP até o dia 26 de novembro.

Criada e dirigida pela atriz, dançarina e coreógrafa Gal Martins, a Cia. Sansacroma celebra 15 anos de atividades. O período das apresentações também é oportuno: em novembro, comemora-se o mês da consciência negra. O projeto, que tem como base a periferia da zona sul de São Paulo, aborda relações com o corpo, a raça e as classes sociais. Os moradores dessa região enfrentam realidades comuns às demais áreas periféricas das grandes metrópoles e muitas das questões cotidianas são inseridas nas pesquisas em dança. No entanto, essa produção de conhecimento nem sempre alcança visibilidade no cenário artístico. Tendo como eixo curatorial os ‘corpos marginais’ e as ‘pluralidades em dança’, o projeto reúne coletivos que questionam padrões hegemônicos e refletem o universo multifacetado da produção artística contemporânea na cidade e no país.

Veja a programação completa:

Projeto Negritudes convergentes: danças independentes
Contemplado no Edital de Ocupação da Sala Renée Gumiel 2017

Complexo Cultural Funarte SP
(Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos)

Documentário: Outras portas, outras pontes
Diálogo: Negritudes convergentes
Dia 1º de novembro. Quarta, às 19h.
Gratuito
Duração: 120 minutos. Classificação etária: livre.

Esse é o primeiro vídeo da série Causando na Rua, composta por 13 episódios de 26 minutos, filmados em São Paulo, Santo André e Osasco. Cada episódio acompanha um grupo, duo ou coletivo que usa a rua como espaço de arte, criatividade e comunicação. As ações são definidas como “ativismo artístico”. Após a exibição do filme, haverá um diálogo, com mediação de Gal Martins e participação de Flip Couto (integrante da Cia. Sansacroma, artista de dança e produtor cultural, com formação em hip-hop), Paula Salles (integrante da Ouvindo Passos Cia. de Dança, formada em Dança pela Unicamp e pós-graduada em Estudos Contemporâneos em Dança pela UFBA), Tiago S. Meira, conhecido como ‘Boogaloo Begins’ (integrante do grupo Chemical Funk, licenciado em dança, pesquisador e arte-educador) e Silvana de Jesus (integrante do grupo Batakerê, pós-graduanda em História e Cultura Afro-brasileira e Indígena, por A Casa Tombada – FACON).

Mediação: Gal Martins (Cia. Sansacroma) | Participação: Flip Couto (Cia. Sansacroma), Paula Salles (Ouvindo Passos Cia. de Dança), Tiago S. Meira ‘Boogaloo Begins’ (Chemical Funk) e Silvana de Jesus (Batakerê)

Vídeos: Sebastião Biano Raquel Trindade
Projeto Retratos – 2ª edição: nossas e nossos gritos
Dias 2, quinta, às 19h, e dia 16 de novembro, quinta, às 20h.
Gratuito
Duração: 30 minutos. Classificação etária: livre.

São exibidos os dois primeiros vídeos do projeto Retratos – 2ª edição: nossas e nossos griots. Griots são personagens da estrutura social de grande parte dos países da África Ocidental. Sua função é informar, educar e entreter, atuando como guardiães da tradição oral de seu povo. Com cerca de 15 minutos de duração, cada episódio da série retrata uma personalidade que vive em São Paulo e transmite conhecimento em diversas áreas. No primeiro vídeo, assinado por Érico Santos, o homenageado é Sebastião Biano (98 anos), último remanescente da formação original da Banda de Pífanos de Caruru. O pifeiro (nome dado a quem toca a típica flauta nordestina) já tocou para Lampião (em 1927, no interior pernambucano) e se lembra com detalhes da ocasião. Biano continua na ativa e acaba de lançar seu primeiro disco solo Sebastião Biano e seu Terno Esquenta Muié (Selo SESC). Já o segundo filme da série, de Verônica Santos, apresenta Raquel Trindade, filha do poeta Solano Trindade. Nascida em Recife (PE), criada no Rio de Janeiro e, atualmente, residente em São Paulo, Raquel fundou o Teatro Popular Solano Trindade, em Embu das Artes. Assim, mantém vivos o legado e a herança do pai, que, em 1950, criou o Teatro Popular Brasileiro, no Rio de Janeiro, em parceria com Maria Margarida Trindade, sua primeira esposa e mãe de Raquel, e com o amigo e pesquisador Édson Carneiro.

Espetáculo: Rés
Dias 2 e 3 de novembro. Quinta e sexta, às 19h30.
Ingressos: R$ 10 (meia-entrada: R$ 5) – Cartões não são aceitos
Entrada gratuita para moradores do bairro de Santa Cecília
A bilheteria abre uma hora antes do espetáculo.
Duração: 50 minutos. Classificação etária: 12 anos.

A Corpórea Companhia de Corpos apresenta o espetáculo Rés, que tem como principal temática o universo do encarceramento feminino e a vulnerabilidade das mulheres no Brasil. O espetáculo de dança propõe uma análise artística e poética sobre as estatísticas que envolvem o sistema de encarceramento em massa.

Ficha técnica:
Concepção e Direção: Verônica Santos | Intérpretes Criadores: Débora Marçal, Malu Avelar e Verônica Santos | Direção Musical: Melvin Santhana | Trilha Sonora: Melvin Santhana e Manassés Nóbrega | Preparação de corpo cênico: William Simplício | Provocadores: Dina Alves e William Simplício | Iluminação: Danielle Meireles | Figurino: Debora Marçal e Wellington Adélia | Video-performance: Noelia Nájera | Fotos: Gal Oppido | Projeto Gráfico: Noelia Nájera | Produção Executiva: UTPA

Oficina formativa para escolas e instituições: Dança e a Lei 10.639
Dias 7,14 e 21 de novembro | Terças, às 14h
Gratuita
Duração: 120 minutos. Público-alvo: crianças e adolescentes, de 4 a 14 anos
Não é necessário fazer inscrição

Com Ciça Coutinho e Érico Santos

A oficina tem como objetivo geral aproximar os participantes da linguagem artística da dança, trabalhando a expressão corporal e a convivência. A metodologia tem como base a relação entre a prática da dança e o processo reflexivo sobre o fazer. As aulas são intercaladas com leitura de textos e diálogos sugeridos pelos mediadores.

As atividades abordam a Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, incluindo no currículo oficial das escolas de ensino fundamental e médio a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Africana”.

Oficina de Dança Negra Contemporânea
Dias 7,14 e 21 de novembro | Terças, às 16h
Gratuita
Duração: 120 minutos. Classificação etária: 14 anos

Com Djalma Moura

Organizada a partir dos pilares da técnica de chão e pulsação das danças afro-brasileiras, a oficina pretende desvelar maneiras diversas de preparar o corpo para sua imersão no espaço e para a relação com o outro.

Espetáculo: Outras portas, outras pontes
Dia 8 de novembro | Quarta, às 16h
Ingressos: R$ 10 (meia-entrada: R$ 5) – Cartões não são aceitos
Entrada gratuita para moradores do bairro de Santa Cecília
A bilheteria abre uma hora antes do espetáculo.
Duração: 50 minutos. Classificação etária: livre.

Em um primeiro momento, o espetáculo lança o olhar sobre o apartheid “gentil” existente no Brasil, em que negros operários são tratados como sub-cidadãos e os espaços físicos geram separações sociais. Em seguida, cenas mostram a consciência dessa cisão, o que causa indignação e, posteriormente, transforma-se em materialidade poética, abordando questões como a herança cultural e a identidade brasileira. Por sua própria essência, tornou-se possível realizar em outros lugares o espetáculo de rua antes concentrado no Capão Redondo, extremo sul de São Paulo. Seu processo criativo abrange desde o resgate da ancestralidade africano-nordestina até o olhar sensível sobre as questões político-estéticas que permeiam a cultura periférica.

Ficha técnica:
Com: Cia. Sansacroma | Direção e concepção: Gal Martins | Intérpretes criadores: Aysha Nascimento, Djalma Moura, Malu Avelar, Ciça Coutinho, Flip Couto e Érico Santos | Assistente de direção: Djalma Moura | Figurinos e adereços: Mariana Farcetta
Trilha sonora: Cláudio Miranda | Operador de som: Piu Dominó | Assistente de direção: Djalma Moura | Direção de produção: João Simões | Assistente de produção: Dandara Gomes | Assessoria de imprensa: Marcelo Dalla Pria

Mostra de processos do Primeiro Fórum de Criação Convivial: A Dança da Indignação
Dias 9 de novembro, às 19h30, e 16 de novembro, às 20h30
Ingressos: R$ 10 (meia-entrada: R$ 5) – Cartões não são aceitos
Entrada gratuita para moradores do bairro de Santa Cecília
A bilheteria abre uma hora antes do espetáculo.
Duração: 60 minutos. Classificação etária: livre.

No primeiro semestre de 2017, a Cia. Sansacroma recebeu em seu espaço 14 artistas independentes, provenientes de várias regiões e das periferias de São Paulo, entre eles, jovens, acadêmicos, docentes, bailarinos e atores, mulheres, homens, negros, brancos, homossexuais e heterossexuais. O intuito era compartilhar a metodologia de criação intitulada ‘Dança da Indignação’, que permeia criações artístico-políticas e sociais no cenário da dança negra paulistana.

A mostra compartilha essa experiência com o público, de modo que ele se torne protagonista de seus próprios processos e compreenda, por meio da troca e da relação com o outro, os impactos, as transformações, as fragilidades e as potências do que foi construído. O desejo é o de gerar energia vital para combater – com danças urgentes, furiosas e indignadas – medos, ameaças, invisibilidades e silenciamentos.

Participantes:
Dia 9: Bruno Coelho, Kako Arancibia, Djalma Moura e Piu Dominó
Dia 16: Jo Pereira, Luiza Meira, Inessa Silva, Wellington All, Conrado Carmven, Urubatan Miranda e Marcio Dantas

Espetáculo: Rebanho
Dias 10 e 11 de novembro | Sexta e sábado, às 19h30
Ingressos: R$ 10 (meia-entrada: R$ 5) – Cartões não são aceitos
Entrada gratuita para moradores do bairro de Santa Cecília
A bilheteria abre uma hora antes do espetáculo.
Duração: 50 minutos. Classificação etária: 16 anos.

O experimento foi desenvolvido a partir de laboratórios de criação realizados pela Cia. Sansacroma sobre seu método de pesquisa: a ‘Dança da Indignação’. É composto por cinco solos que pressupõem uma recusa à submissão, uma insistência em ser, em afirmar a existência. Para o grupo, resistir é uma forma especial de lidar com o poder e com a liberdade. Resistir é o próprio ato de criar. Criar o possível para si próprio e para o mundo.

Ficha técnica:
Com: Cia. Sansacroma | Direção: Gal Martins | Intérpretes Criadores: Djalma Moura, Malu Avelar, Ciça Coutinho, Flip Couto, Aysha Nascimento e Érico Santos | Trilha Sonora: Melvin Santana e Uribe Teófilo | Técnico de Áudio e Luz: Piu Dominó | Orientação de Pesquisa: Rodrigo Reis | Assistente de Direção: Djalma Moura | Direção de Produção: João Simões | Assistente de Produção: Dandara Gomes | Assessoria de Imprensa: Marcelo Dalla Pria

Espetáculo: Manifestos Poéticos
Dias 11 e 12 de novembro | Sábado, às 17h, e domingo, às 16h
Ingressos: R$ 10 (meia-entrada: R$ 5) – Cartões não são aceitos
Entrada gratuita para moradores do bairro de Santa Cecília
A bilheteria abre uma hora antes do espetáculo.
Duração: 60 minutos. Classificação etária:  livre.

A experiência de vida norteia a pesquisa de linguagem estética da Cia. Diversidança, entendida como um canal que pretende reverberar as indagações singulares e coletivas, numa abordagem poética, emocional, simbólica e política, que aponte para as intersecções entre a arte e a vida. As investigações inspiram-se na ‘Dramaturgia da Memória’. A proposta é recordar a sensação, a potência emocional e o estado psicológico adquirido ao presenciar determinadas questões da vida.

A intervenção é norteada por diversas perguntas, entre elas: ‘Por que você dança?’, ‘Quais as conquistas, lutas e perdas da dança?’, ‘Como temos contribuído para a dança na cidade?’, ‘A dança pode mudar o seu mundo?’ e ‘Qual o papel do artista da dança na sociedade?’. O espetáculo também reúne depoimentos de diversos artistas convidados, que relatam parte de suas histórias, entrelaçadas com as dos próprios intérpretes da Cia. Diversidança. Seus relatos instigam os transeuntes e espectadores a compartilhar seus modos de ser, sentir e pensar a dança.

Ficha técnica:
Com Cia. Diversidança | Direção geral e artística: Rodrigo Cândido | Assistência artística/ensaiadora: Daniele Santos | Preparação corporal: Daniele Santos e Rodrigo Cândido | Produção executiva: Junior Cecon | Assistente de produção: Valéria Ribeiro | Preparação corporal/convidados: Begson Queiróz, Érika Moura e Luciana Bortoletto | Intérpretes-pesquisadores: Alessandro Saldanha, Cintia Rocha, Felipe Santana, Iliandra Peluso, Márcio Vitorino, Rodrigo Cândido, Rosângela Alves e Vinicius Borges | Trilha sonora: Vitor Gonçalves | Operador de som: Rivaldo Ferreira | Figurino e Customização: Cia. Diversidança | Fotografia: Gabriel Gomes | Assistente de fotografia: Mariana Rodrigues | Captação e edição de vídeo: Leandro Caproni | Assessoria de imprensa: 7 Fronteiras | Arte de divulgação: Rodrigo Cândido e Willian Santana | Artistas residentes: Afonso Braga, Claudia Mantovani, Daniella Teles Sampaio, Eric Caue, Marcos Ramon, Roni Diniz e Ton de Mello | Depoimentos: Ana Bottosso, Andrea Soares, Andrey Alves, Cléia Varges, Cleber Vieira, Daniele Santos, Danilo Nonato, Felippe Peneluc, Lucimeire Monteiro, Ivan Bernardelli, Pedro Costa, Priscila Maria Magalhães, Nany Oliveira, Natália Siufi, Rivaldo Ferreira, Roni Diniz, Sandro Borelli, Silvana de Jesus Santos, Valeria Ribeiro, Vaneri Oliveira e Vinicius Francês

Espetáculos: Território MEU e Não existe um nome
Projeto: Pequenas Danças
Dia 12 de novembro | Domingo, às 18h30
Ingressos: R$ 10 (meia-entrada: R$ 5) – Cartões não são aceitos
Entrada gratuita para moradores do bairro de Santa Cecília
A bilheteria abre uma hora antes do espetáculo.
Duração: 60 minutos. Classificação etária:  14 anos.

No solo autobiográfico Território MEU, Ciça Coutinho investiga a relação da mulher negra com o assédio. São abordados seu corpo, sua passagem pelas ruas, as invasões masculinas e as reações femininas. O corpo é entendido como território de histórias e de apropriações de si frente à sociedade machista que objetifica a mulher, sexualiza o corpo e banaliza as relações.

Já a obra Não existe um nome foi criada a partir da necessidade das pessoas negras serem ouvida em espaços onde seu intelecto não é reconhecido e valorizado. A performance enfatiza a importância de contarmos nossa própria história. A pesquisa teve início em Rival vs Rival, um dos principais eventos de danças urbanas do país. A intérprete Natasha Vergílio foi convidada a compor a mostra com uma performance de sua autoria.

Fichas técnicas:
Território MEU - Concepção, pesquisa, direção, interpretação: Ciça di Cecília | Assistência de direção e operação de som: Verônica Santos | Registro fotográfico: Jônia Guimarães
Não existe um nome – Natasha Vergílio

Espetáculo: Vênus Negra, um manual de como engolir o mundo
Dia 15 de novembro | Quarta, às 20h30
Ingressos: R$ 10 (meia-entrada: R$ 5) – Cartões não são aceitos
Entrada gratuita para moradores do bairro de Santa Cecília
A bilheteria abre uma hora antes do espetáculo.
Duração: 60 minutos. Classificação etária:  12 anos.

O corpo sempre foi um espaço de disputa e, ao longo da história, foi modelado e remodelado por uma série de discursos normativos e disciplinadores. Tomando o homem branco ocidental como símbolo máximo e universal da humanidade e da civilização, cientistas europeus dissecaram, mediram, patologizaram e classificaram os corpos considerados desviantes do padrão masculino e eurocêntrico. Esse discurso científico justificou uma série de práticas políticas racistas e sexistas, institucionais ou não, que permanecem até os dias de hoje.
O espetáculo remonta a 29 de dezembro de 1815, data de falecimento de Saartjie, a Vênus Negra, mulher africana que há dois séculos foi exibida em uma jaula na Europa por ter proporções avantajadas. Em latim, a palavra ‘venus’ significa pesada, pouca esperta, espessa, desiquilibrada em suas proporções, o que remete a um corpo que tem como principal objetivo a procriação. A peça tem a proposta de exorcizar a condição vivida por Saartjie, transpondo essa problemática para o nosso tempo. Os corpos estão em constante afirmação e protesto, demarcando espaços simbólicos e geográficos.

Ficha técnica:
Com: Grupo Zona Agbara | Concepção e Direção: Gal Martins | Intérpretes Criadoras: Fabiana Pimenta, Dandara Gomes, Luciane Barros e Gal Martins | Participação Especial e Preparação Corporal: Rosângela Alves | Musicista Convidada: Analu Barbosa | Figurino: Wellington All |Letras Musicais: Fabiana Pimenta | Texto: Gal Martins | Edição de Trilha Sonora: Piu Dominó e Erico Santos |Colaboração em Arranjos Musicais: Luana Bayô | Iluminação: Natália Tavares | Fotografia: Sheila Signário | Assistente de Produção: Piu Dominó |Assessoria de Imprensa: Lau Francisco

Espetáculo infanto-juvenil: Praga da Dança
Dias 17 e 18 de novembro. Sexta, às 18h, e sábado, às 16h.
Gratuito
Duração: 60 minutos. Classificação etária: livre.

No século XVI, uma estranha epidemia matou centenas de pessoas na cidade francesa de Estrasburgo: elas dançaram sem descanso por dias seguidos até seus corpos não suportarem mais. Mito ou verdade, essa referência histórica permeia o espetáculo, que propõe uma contaminação de movimentos entre os corpos dos artistas e os das pessoas que transitam pelo espaço onde eles se apresentam. Com o olhar ou o toque, os dançarinos lançam convites para o público, que pode se juntar a eles na dança. O fim da apresentação, ao contrário da história original, é uma grande celebração.

Ficha técnica:
Direção e concepção: Djalma Moura | Intérpretes criadores: Erico Santos, Juliana Nascimento, Mônica Caldeira, Victor Amaro, Heloisa Amazonas, Piu Dominó e Renato Almeida | Criação musical: Leandro Perez | Figurino: Coletivo Desvelo | Produção: Djalma Moura

Espetáculo: Corredeira
Dias 17 e 18 de novembro | Sexta e sábado, às 21h
Ingressos: R$ 10 (meia-entrada: R$ 5) – Cartões não são aceitos
Entrada gratuita para moradores do bairro de Santa Cecília
A bilheteria abre uma hora antes do espetáculo.
Duração: 30 minutos. Classificação etária: livre.

Corredeira nasce da percepção das águas que correm para o mar e da relação do poder ancestral ligado às aguas no corpo feminino. A água inunda o corpo e o faz mover em busca de espaços da memória ancestral, que se torna presente no acontecimento da dança.  Para Conceição Evaristo, “em meio ao medo instalado e à necessária e desejada coragem, ensaiamos movimentos ancorados na recordação das proezas antigas de quem nos trouxe até aqui”.

Ficha técnica:
Concepção, criação e interpretação: Kanzelumuka | Colaboração artística: Murilo de Paula | Iluminação: Diogo Cardoso | Arte sonora: Vagner Cruz | Figurino: Éder Lopes | Produção: Guria Q Produz | Realização: Nave Gris Cia. Cênica

Mesa-redonda: Saúde Mental da População Negra
Mediação: Cássia Rosário

Com: Lucila Faustino e Telma Gomes
Dia 18 de novembro | Sábado, às 17h
Gratuita
Duração: 90 minutos. Classificação etária: livre.

O racismo e outras formas de violência podem causar sentimentos negativos, conflitos internos e externos e, em muitos casos, sofrimento mental. A mesa propõe o diálogo sobre as dores e os sofrimentos comuns à população negra, o que nem sempre é abordado pelas práticas de psicologia.

Espetáculo: Girar
Dia 19 de novembro | Domingo, às 16h
Gratuito
Duração: 60 minutos. Classificação etária: livre.

Girar aborda a encruzilhada entre memória e presente, sagrado e profano. O espetáculo apresenta o encontro de amigos que praticam a capoeira e que se aproximam de outras atividades, como o Samba de Roda, o Tambor de Criola e o Jongo, expressões de resistências poéticas e políticas. A oralidade e o corpo fundem-se para transmitir a festa, o espaço de troca da experiência como contraponto às durezas da vida.

Ficha técnica:
Com: Grupo Batakerê | Direção: Pedro Peu | Assistente de Direção: Silvana de de Jesus | Músicos: Dominique Vieira e Josué Bob | Dançarinos: Talita Bonfim, Cintia Ribeiro, Taíze Sá, Nancy Teixeira, Rafael Oliveira, Yasmin Ribeiro | Produção: Verinha Curado | Assistente de produção e fotógrafo: André Piranda

Espetáculo: RisKo
Dia 19 de novembro | Domingo, às 18h30
Ingressos: R$ 10 (meia-entrada: R$ 5) – Cartões não são aceitos
Entrada gratuita para moradores do bairro de Santa Cecília
A bilheteria abre uma hora antes do espetáculo.
Duração: 35 minutos. Classificação etária: 12 anos.

Por um trajeto de luz, uma mulher negra revive memórias de seus afetos pela cidade e, em meio a esse percurso, (re)descobre maneiras de (re)desenhar escolhas. Para dialogar com o novo cenário, ela persiste, transitando entre o claro e o escuro, arriscando-se em novas possibilidades. A personagem constrói a seu tempo e à sua maneira novas formas e novos desenhos em sua corporeidade.

Ficha técnica:
Concepção, direção, dança e light-painting: Morgana Sousa | Registros fotográficos: Fábio Minagawa | Light-painting: Ilma Guideroli e Fábio Minagawa | Vídeo-Projeção: Padre Art | Trilha sonora: Tiago Amorim | Operadora de luz: Gabriella Russo e Aline

Espetáculo: Encruzilhada
Dia 22 de novembro. Quarta, às 19h30
Gratuito
Duração: 55 minutos. Classificação etária: livre.

O espetáculo aborda os tempos atuais, ressignificando a ancestralidade e os espaços urbanos. A coreografia propõe uma nova consciência corporal e política, um ato de resistência das periferias, dos mestres da cultura popular e do hip hop.

O Grupo Fragmento Urbano foi criado em 2009 a partir da inquietude de jovens da periferia da Zona Leste de SP, que tinham interesse em apresentar espetáculos com a linguagem do hip hop. Atualmente, suas pesquisas concentram-se na corporeidade periférica, afro-diaspórica, ameríndia, plural e potente. O grupo circula por variados locais de zona urbana e vivencia, em cada ambiente, um público distinto. O espetáculo fomenta a pesquisa continuada do grupo, que busca encontrar, na heterogeneidade social, étnica e cultural, estímulos para a composição.

Espetáculos: Sangue Sentir na Pele
Projeto: Pequenas Danças
Dias 22 e 23 de novembro. Quarta e quinta, às 20h30.
Ingressos: R$ 10 (meia-entrada: R$ 5) – Cartões não são aceitos
Entrada gratuita para moradores do bairro de Santa Cecília
A bilheteria abre uma hora antes do espetáculo.
Duração: 60 minutos. Classificação etária: livre.

Flip Couto apresenta a obra Sangue, que tem como ponto de partida o ambiente dos bailes black dos anos 70. Inspirada em festas de bairros, reuniões de famílias negras e diversas relações presentes no cotidiano das cidades, a coreografia tem o depoimento como disparador de sensações, sonoridades, gestos, imagens e ritmos. Os estímulos criam um fluxo de improvisação por meio da troca entre as pessoas, o que culmina no resgate e na transformação das memórias individuais. O processo promove encontros entre o público e a obra, que se diluem no mesmo espaço e transformam-se em uma coisa só. Em seguida, Tiago S. Meira ‘Boogaloo Begins’ apresenta Sentir na Pele. A obra aborda o corpo negro, transformado por ações opressoras, que se “afirma em sua negritude”. O espetáculo questiona o corpo na sociedade em que vive: no presente está o negro do passado, e o ancestral está no descendente.

Fichas técnicas:
Sangue – Com Flip Couto
Sentir na Pele – Com Tiago S. Meira ‘Boogaloo Begins’

Oficina: Dança materna para mães e bebês de colo e engatinhantes
Com Priscila Obaci
Dia 24 de novembro. Sexta, às 10h
Gratuita. 30 vagas. Não há necessidade de inscrição.
Público-alvo: mães e/ou pais com bebês a partir de 1 mês (em caso de parto normal), a partir de 1 mês e meio (em caso de parto cesariana), sempre com o uso de algum tipo de carregador de bebê (sling, wrap, canguru, entre outros) trazido pelo participante.
Duração: 120 minutos.

A oficina propõe um olhar sobre a experiência estética, os cuidados pós-parto, os aspectos físicos e emocionais do vínculo entre a mãe e o bebê e, ainda, sobre a interação e as brincadeiras entre as crianças. O contexto de cada participante é considerado em toda a sua complexidade e delicadeza, e o momento da dança é o auge dessa teia de sentidos e relações.
Priscila Obaci é bacharel em Comunicação das Artes do Corpo com habilitação em teatro pela PUC-SP, onde também estudou dança. Além de atriz e dançarina, é poeta e co-fundadora da Umoja e da Capulanas Cia. de Arte Negra, grupos que trabalham com criações cênicas híbridas, tendo como base a pesquisa de culturas de matrizes africanas. Como arte-educadora, desde 2005, ministrou aulas de expressão corporal para mães no Instituto Gabi e, após o nascimento de seu filho, fortaleceu sua pesquisa sobre a relação entre mães e crianças, o que a aproximou do projeto Dança Materna.

Espetáculo: Sociedade dos Improdutivos
Dias 24, 25 e 26 de novembro | Sexta e sábado, às 21h. Domingo, às 18h30
Ingressos: R$ 10 (meia-entrada: R$ 5) – Cartões não são aceitos
Entrada gratuita para moradores do bairro de Santa Cecília
A bilheteria abre uma hora antes do espetáculo.
Duração: 50 minutos. Classificação etária: 14 anos.

O espetáculo contrapõe o corpo que é socialmente invalidado ao que é socialmente produtivo. O primeiro é marginal, portador de algum tipo de loucura. O segundo é medicado, incluído e sujeitado ao modo de vida capitalístico – corpo explorado até o esgotamento das suas capacidades produtivas. A coreografia aborda a invalidez da reprodução, a falta de adequação social produtiva e a solidão. O espetáculo contrapõe, ainda, o controle ocidental à corporeidade do imaginário africano, revelando vozes potentes, negras, de territórios e seus povoamentos: o cotidiano dos que estão à margem e dos que não estão.

Ficha técnica:
Com: Cia. Sansacroma | Direção e concepção: Gal Martins | Intérpretes criadores: Djalma Moura, Ciça Coutinho, Flip Couto, Érico Santos, Malu Avelar e Aysha Nascimento | Orientador de pesquisa e provocação cênica: Rodrigo Reis | Orientador de pesquisa de campo: Rodrigo Dias | Assistente de direção: Djalma Moura | Composição e arranjos musicais: Cláudio Miranda | Direção musical: Melvin Santhana | Figurinos e adereços: Mariana Farcetta | Concepção de luz: Almir Rosa | Montagem e operação de luz: Piu Dominó | Preparação corporal: Mônica Teodósio, Djalma Moura e Verônica Santos | Cenotécnico e técnico de áudio: Fábio Miranda | Direção de produção: João Simões | Assistente de produção: Dandara Gomes | Assessoria de imprensa: Marcelo Dalla Pria | Fotografia: Raphael Poesia e Leonardo Brito | Colaboradores: Denise Dias Barros | Agradecimentos: Caps Jd. Lídia, Secretária Municipal de Saúde e Valéria Ribeiro

Mais informações:
(11) 36625177
funartesp@gmail.com