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‘Eu, um Branco’ é baseado em pesquisa de imagens documentais na África

Contemplada no Prêmio Funarte Petrobras de Dança Klauss Vianna/2012, montagem estreia nesta sexta (29)

Publicado em 28 de novembro de 2013 Imprimir Aumentar fonte
Espetáculo ‘Eu, um Branco’ – Foto: Divulgação
Espetáculo 'Eu, um Branco' - Foto: Divulgação

A Sala Multiuso do Espaço SESC Copacabana (RJ) recebe, nesta sexta-feira (29), às 19h, a performance Eu, um Branco. A montagem retrata a relação entre a dança contemporânea e imagens documentais feitas na África pelo videoartista e intérprete Felipe Ribeiro. Ele fez a pesquisa de imagens em Kampala, capital da Uganda. A partir desse material, o bailarino e a diretora Denise Stutz montaram o espetáculo que une dança e tecnologia. A peça fica em cartaz até o dia 9 de dezembro, com ingressos a preços populares. A intérprete e artista portuguesa Isabel Martins também faz parte do espetáculo, que foi contemplado no Prêmio Funarte Petrobras de Dança Klauss Vianna 2012.

Quando esteve na África, Felipe chamou a atenção da população local ao captar imagens numa área que não era turística. “Havia um espanto nos habitantes ao ver um estrangeiro que devia estar ali ‘perdido’”, lembra o videoartista. A partir desse espanto cordial, a dupla decidiu aprofundar o debate sobre identidade, a partir da cor da pele e também sobre o que é ser estrangeiro. “Uganda é um país onde a homossexualidade é reprimida e esse debate também envolve relações de gênero”, destaca.

Denise Stutz e Felipe Ribeiro assinam a direção do espetáculo, enquanto Isabel Martins soma sua visão sobre o continente. Ela é descendente de pai angolano e a mãe nasceu em Guiné Bissau. A proposta dos artistas é criar uma etnografia entre a relação da cena e do vídeo, estimulada por um dos grandes diretores do cinema-documentário, o francês Jean Rouch que, na década de 1950, dirigiu Eu, um negro, sobre sua ida à África.

O espetáculo Eu, um Branco utiliza a gravação em off, tão recorrente nos filmes dessa época, para criar um narrativa em primeira pessoa que traga os acontecimentos diretamente relacionados à percepção de quem fala. A voz em off deixa de ser a ‘voz de Deus’ e passa a ter um corpo. Esse corpo está em cena e se ouvindo. Felipe e Isabel se relacionam com essa voz para desenvolver materiais cênicos e gestuais. Entre o vídeo, o áudio e a cena, a montagem é uma zona de contato que desafia as fronteiras de identidade e de gêneros artísticos. Eu, um Branco tem a proposta de pesquisar o caráter político e histórico que constrói cada corpo: os captados pela câmera em Kampala, o do documentarista na ocasião e os dois que estão em cena.

Ficha Técnica
Direção: Denise Stutz e Felipe Ribeiro
Intérpretes: Felipe Ribeiro e Isabel Martins
Supervisão de Movimento: Maria Alice Poppe
Coordenação de Produção: Felipe Ribeiro
Produção executiva: Samuel Paes de Luna
Direção Técnica: Daniel Uryon
Vídeos: Felipe Ribeiro
Arte Gráfica: Evee Avila
Realização: Projeteis

Serviço:
Espetáculo de dança contemporânea Eu, um Branco
Projeto contemplado no Prêmio Funarte Petrobras de Dança Klauss Vianna 2012

Estreia: Sexta-feira, 29 de novembro, às 19h
Temporada: até 9 de dezembro
Dias e horários: sextas e sábados, às 20h; domingos, às 18h; segundas, às 19h
Classificação etária: 14 anos
Ingressos: R$ 5 (associados SESC), R$ 10 (meia-entrada) e R$ 20 (inteira)
Duração: 50 minutos

Local: Espaço SESC (Sala Multiuso) – R. Domingos Ferreira, 160 – Copacabana, Rio de Janeiro (RJ)
Informações: (21) 2547-0156