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Notícias Funarte leva oficina de direção ao litoral sul da Bahia

Funarte Notícias

Publicado em 5 de julho de 2019

Funarte leva oficina de direção ao litoral sul da Bahia

Município de Camamu recebe curso gratuito do Programa Funarte de Capacitação Artística e Técnica em Artes Cênicas

Funarte leva oficina de direção ao litoral sul da Bahia

De 5 a 12 de julho, a Fundação Nacional de Artes – Funarte está com inscrições abertas para a oficina Direção Cênica, do encenador teatral Licurgo Spinola, no município de Camamu, na região do Litoral Sul da Bahia. A ação integra o Programa Funarte de Capacitação Artística e Técnica em Artes Cênicas 2019, que leva cursos gratuitos a várias localidades do Brasil.

Com a carga horária de 20h/aula, o curso é direcionado a artistas, produtores culturais  e estudantes de artes cênicas. Ele se realiza de 15 a 19 de julho, no Sindicato Patronal, no bairro de Cidade Alta. Camamu fica na chamada Costa do Dendê, às margens da rodovia BA-001.

O curso tem como objetivo despertar nos alunos o olhar analítico sobre uma encenação de teatro – com destaque para a percepção das possibilidades interpretativas do elenco –; e estimular o interessado em direção teatral a entender melhor o processo criativo do ator. Os encontros incluem atividades práticas, tais como exercícios de corpo, voz e improviso e elaboração de cenas e de roteiros, escolha de figurinos, cenário, adereços, iluminação e sonoplastia. Isso tudo resulta na apresentação de um espetáculo, aberto ao público. Os participantes “serão diretores, atores e plateia no processo de construção de uma partitura teatral”, resume Spinola.

A oficina tem máximo de 35 vagas. As inscrições podem ser realizadas somente por meio de formulário online, cujo link está abaixo.

A dinâmica da oficina

Para incentivar à análise sobre o desenvolvimento de um espetáculo, o ministrante leva em conta a “inteligência cênica” de cada integrante. O professor faz isso para que o rendimento seja produtivo e conclusivo para o desempenho do grupo, e adicione valor a este. Para alcançar o outro objetivo, que é compreender o trabalho do intérprete-criador, o professor procura fazer com que os alunos se coloquem no lugar desses artistas. Com isso, segundo Spinola, os alunos “obtém um senso crítico mais generoso e acolhedor, somando resultados positivos para o processo de montagem teatral”.

Os integrantes também estudam e comentam o procedimento e as ações da oficina. A principal função desse trabalho é “treinar o olhar crítico, indispensável a um diretor”, diz o oficineiro, além de exercitar os participantes em escolhas e decisões. Além disso, cada integrante analisa e é analisado, para o aprimoramento do seu senso crítico em relação ao fazer teatral.

O ministrante

Após 15 anos de carreira como ator, Licurgo Spinola começou na direção teatral ao conceber, em 2009, o projeto de oficinas teatrais Teatro & Identidade, com o qual reuniu jovens atores para a criação e montagem de peças inéditas. Na mesma iniciativa, trabalhou com crianças na Escola CEAT-RJ, na Capital Fluminense, onde elaborou e montou, em dois anos, em torno de uma dezena de peças, com temas variados. Fez oficinas com jovens em situação de risco social – entre dependentes químicos, moradores de rua e jovens em liberdade assistida, sempre na criação de textos inéditos, tais como: Sem Fissura, com conteúdo dirigido à prevenção contra as drogas – apresentada para mais de 5 mil adolescentes, em  Maceió (AL). Também concebeu a campanha Diga Não,  para informação contra exploração sexual de crianças e adolescentes em escolas, por intermédio de seis roteiros encenados, cujas montagens participaram de um festival de “teatro preventivo”, no Teatro Deodoro também na capital alagoana. Concebeu o espetáculo Liberdade com jovens infratores – com tema na liberdade e responsabilidade do jovem cidadão (foi um grande sucesso entre os adolescentes”, comenta o artista). Assinou sua primeira montagem profissional em 2013, com a comédia romântica Nunca Abra a Porta Depois da Meia-noite.  No ano seguinte montou a peça Vamú Butá Furanú, uma adaptação dos clássico Romeu e Julieta (Shakespeare – final do Séc. 16) e Lisístrata (Aristófanes – Grécia, 411 A.C.), com a linguagem regional do nordeste. Com essa obra, trouxe à cena o Grupo Teatral de Belo Jardim, município pernambucano. Em 2017 dirigiu O Boca do Inferno: Vida e Obra de Gregório de Matos.

 Oficina Direção Cênica, com Licurgo Spinola – Atividades práticas

Exercícios para acordar o corpo (alongamento e aquecimento); exercícios corporais individuais e em grupo; experimentação livre dos movimentos corporais conduzidos por música instrumental (individuais e em grupo); improvisações de cenas do cotidiano em mímica; improvisações de cenas do cotidiano usando corpo e voz; elaboração de cenas em duplas e em grupo; elaboração de texto com cenas e diálogos elaborados em grupo; seleção pelo grupo das melhores cenas improvisadas; elaboração de uma partitura teatral com as cenas selecionadas; escolha pelo grupo por figurinos, adereços, cenário, iluminação e sonoplastia para compor a partitura teatral; apresentação da partitura teatral aberta ao público.

Avaliação

A avaliação dos alunos tem cotação de graus 5 a 10, de acordo com os seguintes critérios: Responsabilidade (frequência e pontualidade); Sociabilidade e comunicabilidade; Empatia ; Criatividade; Observação crítica; Iniciativa; Empenho; Entendimento; Capacidade de interação; e Capacidade de realização.

Ao início de cada aula os alunos tecem comentários sobre a aula anterior.

Bibliografia

Teatro do Oprimido – Augusto Boal; Jogos para Atores e Não Atores – Augusto Boal; Jogos Teatrais – Viola Spolin; Improvisação para o Teatro – Viola Spolin; O Jogo Teatral no Livro do Diretor – Viola Spolin; A Preparação do Ator – Constantin Stanislavski; A Construção da Personagem – Constantin Stanislavski; A Criação de um Papel – Constantin Stanislavski; Técnica de Representação Teatral – Stella Adler; Teatro do Absurdo – Martin Esslin; Contar Histórias com o Jogo Teatral – Alessandra Ancona; Técnica para o Ator – Uta Hagen; Como Parar de Atuar – Harold Guskin; A Poética da Direção Teatral – Robson Carlos Haderchpek; Manual Mínimo do Ator – Daril Fo; O Poder do Ator – Ivana Chubbuck; Diálogo sobre a Encenação – Manfred Wekwerth; Do Teatro da Vida para o Teatro da Escola – Nissin Castiel.

Programa Funarte de Capacitação Artística e Técnica em Artes Cênicas 2019

Oficina
Direção Cênica
Ministrante: Prof. Licurgo Spinola       

15 a 19 de julho de 2019, de segunda a sexta-feira
Das 18h30 às 22h30
Público Alvo: Artistas e Produtores Culturais / Estudantes de Artes Cênicas
Carga horária: 20h aula

Local: Sindicato Patronal
Praça Dr. Francisco Xavier Borges, 62, Cidade Alta
Camamu (Bahia)

Nº máximo de participantes: 35

Inscrições
Abertura: 5 de julho de 2019. Encerramento: 12 de julho de 2019
Apenas por meio de formulário online, por meio deste link