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DF: Cena Contemporânea ocupa o Teatro Plínio Marcos

A Funarte recebe em seu espaço cinco espetáculos da 19ª edição do Festival Internacional de Teatro de Brasília

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Publicado em 21 de agosto de 2018 Imprimir Aumentar fonte
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"Ramal 340: Sobre a Migração das Sardinhas[...]". Foto: Adriana Marchiori - divulgacão

De 21 de agosto a 2 de setembro, espetáculo de seis países integram o Cena Contemporânea – Festival Internacional de Teatro de Brasília 2018, com ingressos a preços populares. O Teatro Plínio Marcos, da Funarte, recebe nessa agenda, a partir do dia 22, quarta-feira, cinco encenações nacionais de quatro unidades da federação: Rio Grande do Sul, Pernambuco, São Paulo e Distrito Federal.

A temporada se inicia com a montagem Ramal 340: Sobre a Migração das Sardinhas ou Porque as Pessoas Simplesmente Vão Embora, do Coletivo Errática (RS) – texto original de Francisco Gick e direção de Jezebel De Carli. No dia 26, é a vez do musical Buda, trabalho da Banda Mirim (SP), escrito e dirigido por Marcelo Romagnoli. Nos dias 28 e 29, se apresenta Dinamarca, da Companhia Magiluth (PE), peça de Giordano Castro, em espetáculo do diretor Pedro Wagner. Dia 31 entra em cena Autópsia – A Continuação, do Grupo Sutil Ato (DF), com dramaturgia de Jonathan Andrade, também na direção, e do elenco. Nos dias 1º e 2 de setembro, a pauta termina com o infantil Salve, Malala!, da Companhia La Leche (SP), peça de Alessandro Hernandez, dirigida por Cris Lozano.

Sobre o Cena Contemporãnea 2018

Ao todo, 30 Espetáculos da França, México, Chile, Argentina, Espanha e Brasil se apresentam noCena Contemporânea – Festival Internacional de Teatro de Brasília 2018. Consolidado no calendário nacional, o encontro reúne sete montagens internacionais, 14 nacionais e nove do DF. As produções da Argentina, Chile, Espanha, França e México, aliadas às dos estados do Rio de Janeiro, Pernambuco, Rio Grande do Sul, São Paulo, Ceará, Amazonas, Paraná e Distrito Federal, têm como temas: democracia, igualdade de direitos, tolerância, preconceito, violência, pedofilia e depressão, entre outros.

Com 19 edições e 21 anos de atividade a iniciativa integra o Núcleo de Festivais Internacionais de Artes Cênicas do Brasil (leia mais a respeito aqui). É considerada pela Funarte Brasília “a maior vitrine das artes cênicas da região Centro-Oeste brasileira”. A Cena Promoções Culturais, realizadora do evento, observa que ele é “o maior festival internacional” dessa área artística no Centro-Oeste e “o quinto maior do país”. A produtora lembra a curadoria do Cena sempre tem como alvo levar o público à reflexão, atenta “aos compromissos de proteção aos direitos e liberdades individuais” e que, por isso, as peças têm como temas: violência, preconceito, desigualdade e fanatismo religioso, entre outros.

Curadoria

Esta 19ª edição do festival tem duas diretrizes. A primeira, #DeQueLadoVocêEstá, um convite para o público teatral do DF ao exercício da democracia, pensando nos processos de extremismo político que teriam se introduzido no país nos últimos tempos. Assim, o Festival seria um foco para “debates que tangem a liberdade em todas suas formas e sentidos”, diz o site oficial. “É o momento de se analisar cenários e recorrer à uma justa reflexão daquilo que queremos para nossa comunidade, nosso país e nosso planeta”, acrescenta o texto. A segunda diretriz, #PreconceitoZero, visa a combater os fundamentalismos de toda ordem, que, segundo o site, “ganham espaços antes inimagináveis no debate brasileiro e mundial”. Assim, esta curadoria do Cena traz vários espetáculos que visam a “quebrar barreiras e promover a diversidade”, em todos os seus aspectos.

“Mantivemos o olhar atento às produções latino-americanas, no objetivo de trazer ao debate as questões políticas mais pungentes nos dias de hoje, tratando de regimes ditatoriais, fronteiras e migrações. Dessa forma, as duas diretrizes que norteiam esta edição convocam o público ao debate e resgatam a pertinência de se pensar nos direitos das minorias.

Atividades paralelas

Além da extensa programação de espetáculos, o Cena Contemporânea 2018 vai promover os tradicionais debates, oficinas e outros eventos associados – antigo compromisso do festival com a cadeia produtiva das artes cênicas do DF. Nos Encontros e espaço de articulação internacional do evento, estão confirmadas as presenças de curadores de prestigiados festivais de artes cênicas da Argentina, Chile, Croácia, Espanha, França, Irã e Polônia – e de integrantes do Núcleo de Festivais Internacionais de Artes Cênicas do Brasil.

Estreia da agenda no Teatro Plínio Marcos

22 e 23 de agosto, às 19h

Ramal 340: Sobre a Migração das Sardinhas ou Porque as Pessoas Simplesmente Vão Embora
Coletivo Errática (RS)

Prêmio Açorianos 2016 – Prefeitura Municipal de Porto Alegre – Secretaria de Cultura,
Melhor Espetáculo, Figurino e Cenário

A peça reúne seis histórias, envolvendo personagens, distantes uns dos outros no espaço e no tempo, mas ligados pelo movimento, pelo desejo, pela falta ou pela incompreensão das própria experiências: um homem espera pelo pai na plataforma de uma estação de trem; outro arruma as malas, enquanto sua mulher as desarruma; uma mulher não dorme por causa de um sonho; e outra segue atrás de alguém que lhe escreveu uma carta. Tudo acontece enquanto outro personagem caminha sem parar atrás da filha; e outro foge, atormentado por uma imagem de trinta anos atrás. As seis histórias “se encontram e se desdobram como a vida”, diz o Coletivo Errática sobre o trabalho, fruto de três anos de sua pesquisa sobre “a velocidade, a fragmentação” e “o bombardeio de imagens da vida contemporânea”.
O Errática – é um coletivo de teatro e performance concebido na Universidade do Estado do Rio Grande do Sul (Uergs). Fundado em 2012, desde então realiza intervenções urbanas, performances e espetáculos teatrais.

Dramaturgia original: Francisco Gick. Direção: Jezebel De Carli.
Intérpretes: Diogo Rigo, Francisco Gick, Guega Peixoto, Gustavo Dienstmann, Mani Torres, Nina Picoli
Duração: 80 minutos
Classificação indicativa: 16 anos

Cena Contemporânea – Festival Internacional de Teatro de Brasília 2018
Agenda do Teatro Plínio Marcos

De 22 de agosto a 2 de setembro

Ingressos: R$20. Meia-entrada: R$10.
A bilheteria do Teatro abre no dia do evento, 1h antes das sessões. Pagamento apenas em dinheiro.

Teatro Plínio Marcos
Complexo Cultural Funarte Brasília
Eixo Monumental – Setor de Divulgação Cultural (SDC), lote 2
(entre a Torre de TV e o Centro de Convenções)
Brasília (DF)

Realização: Cena Promoções Culturais Ltda..
Apoio: Fundação Nacional de Artes – Funarte (cessão de espaço)
Acesse a programação e mais informações em: http://cenacontemporanea.com.br/2018
Acesse a ficha técnica do Festival aqui
Contato: coordenacao@cenacontemporanea.com.brTel. (61 ) 33493937

Leia mais aqui sobre o Núcleo de Festivais Internacionais de Artes Cênicas do Brasil