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Notícias Coletivo Erês – Mensageiras dos Ventos se apresenta na Funarte MG

Funarte Notícias

Publicado em 6 de junho de 2019

Coletivo Erês – Mensageiras dos Ventos se apresenta na Funarte MG

Na programação, o espetáculo ‘Nossas Vidas em Cantos Dançados’, que estreia no espaço da capital mineira nesta sexta, dia 7 de junho

Coletivo Erês – Mensageiras dos Ventos se apresenta na Funarte MG Coletivo Erês – Mensageiras dos Ventos

Primeiro espetáculo do Coletivo Erês – Mensageiras dos ventos, Nossas Vidas em Cantos Dançados faz curta temporada na Funarte MG, em Belo Horizonte, de 7 a 16 de junho. As sessões, dias 7, 8, 14 e 15, são às 19h; e dias 9 e 16 de junho, às 20h. Os ingressos custam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada). A temporada conta também com a participação dos Coquistas de Tia Toinha.

A história começa com um grupo de pessoas, na verdade, artistas que chegam a um pequeno vilarejo. Esse grupo de artistas representa a confluência de pessoas de várias comunidades circunvizinhas que descobriam, por meio dos ensinamentos dos mais velhos, como enganar a morte para que esta não matasse mais seus parentes e amigos.

Ao chegar nesse novo vilarejo, o Coletivo se depara com um ritual de culto aos ventos, feito por uma nganga (feiticeira, cuidadora na língua kimbundo – uma das línguas faladas em Angola). Essa nganga é uma cubana que, no ritual, pede para que a Dona dos Ventos afaste a morte da sua comunidade. A história e o ritual vão se espalhando por outras comunidades.

Dessa forma, a festa começa/continua onde o repertório é definido por cocos das diversas partes dos estados nordestinos, cirandas e cantos aos orixás cultuados em Cuba. O Coletivo Erês – Mensageiras dos Ventos tem como motivo poético essas três referências e, ao mesmo tempo, traz nesse espetáculo uma pluralidade de performances circenses que tornam o show um evento inesquecível.

Sobre os artistas

O Coletivo Erês – Mensageiras dos Ventos surgiu em 2018 e é formado por artistas de diversas áreas como circo, dança, teatro, canto e música, além de cantadores de coco como Rio Fulô do Kariri, Lorena Anastácio, a bailarina, cantante e autoridade religiosa cubana Francys Scull e os músicos Claudio Fritas e Renan Barcelos. Os integrantes do grupo já possuem trajetórias artísticas individuais, contudo, como coletivo, estão dando seus primeiros passos no universo artístico nacional, reunindo essas múltiplas linguagens que se completam. Atualmente, o Coletivo Erês está realizando pesquisas sobre as africanidades no Brasil e em Cuba, e criando, inspirado nessas ressonâncias africanas, algumas performances que abordam nossos aspectos civilizacionais a partir de visões negras de mundo.

No caso dos Coquistas de Tia Toinha, o grupo está atrelado ao próprio Coletivo, e vem organizando um repertório a partir da cartografia dos cocos dançados no Nordeste brasileiro. O grupo tem como representante da tradição de cocos o artista, professor e pesquisador Ridalvo Felix de Araujo, descendente da tia-avó parteira e cantadora de coco do Cariri cearense Antônia Luzia Barbosa, mais conhecida como Tia Toinha. Esse grupo de coquistas tem como principal objetivo pesquisar a diversidade dos cocos no Nordeste, principalmente no que se refere à linguagem dançada, e propagar os motivos e a riqueza que fundamentam a poética dessa tradição de matriz bantu no Brasil.

Sinopse 

Erês – Ibejis, na filosofia iorubá, são entidades infantis encontradas nos sistemas filosóficos e religiosos de matrizes africanas no Brasil. No nosso entendimento, os erês também são responsáveis por dinamizar a palavra que sopra alegria.

A história começa com um grupo de pessoas – mais conhecidas como artistas nas bandas de cá – chegando num pequeno vilarejo. Esse grupo de artistas é, na verdade, a confluência de pessoas de várias comunidades circunvizinhas que descobriam, por meio dos ensinamentos das mais velhas e dos mais velhos, como enganar a morte para que esta não mate mais seus parentes e amigos.

Ao chegar nesse novo vilarejo da diáspora negra no mundo, o Coletivo se depara com um ritual de culto aos ventos, feito por uma nganga (feiticeira, cuidadora na língua kimbundo – uma das línguas faladas em Angola). Essa nganga é uma cubana e pede, no ritual, para que a Dona dos Ventos afaste a morte da sua comunidade. A nganga se mostra aberta à chegada desse grupo que anda cantando-dançando, transmitindo a história contada pelos mais velhos de como ludibriar a morte, e o convida a participar desse ritual. Depois que a cerimônia é finalizada, a mais velha é acolhida para seguir cantando a vida com o restante do grupo até a comunidade vizinha.

Ao chegar à comunidade vizinha, o cortejo para e a griot (contadora de histórias) narra, mais uma vez, para os ibejis como eles podem enganar a morte para que não haja mais perdas naquele lugar. A história contada pela griot vai enredando várias comunidades diaspóricas, representadas por cada uma daquelas pessoas, que querem afastar a morte por meio do canto e da dança. Ao entender que aquele aviso é um pedido de socorro, o grupo de artistas andantes começa a cantar e dançar, novamente, depois de ouvir a griot.

Dessa forma, a festa começa/continua onde o repertório é definido por cocos das diversas partes dos estados nordestinos, cirandas e cantos aos orixás cultuados em Cuba. O Coletivo Erês – Mensageiras dos Ventos tem como motivo poético essas três referências e ao, mesmo tempo, traz nesse espetáculo uma pluralidade de performances circenses que tornam o show um evento inesquecível. Essa costura de performances está inspirada nos tradicionais cortejos circenses ainda realizados em pequenos vilarejos. Portanto, nesse espetáculo, os cantos dos tradicionais cocos nordestinos, cirandas e canções de expressões culturais negras de Cuba embalam os artistas e criam tessituras musicais onde os cantantes dançantes performam uma encruzilhada entre o céu, a terra, o fogo, a água e o ar grafitando imagens por meio de sons, gestos, cheiros, trupés e corporeidades possibilitando um universo sonorizado por reencontros.

Ficha Técnica 

Direção geral: Rio Fulô do Kariri, Ridalvo Felix
Componentes da dança e performances circenses: Aleke Íris; Ana da Paz; Bia de Oyá; Bruno Senna; Carol Anja do Mar; Fritas; Douglas Santana; Eliza de Jesus; Emerson Maciel; Felipe Augusto; Fernanda Silva; Francys Scull; Gi Carvalho; Gláucio Lestrange; Heloísa Andrade; Indi Moçambicana; Isabel Carvalho; Iuri Moraes; Jasmim das Flores; Jéssica Angel; Kelvin Cássio; Laura Leste; Leandro de Sá; Flor de Liz; Lisa Carolina; Lua dos Ventos; Nathan Motta; Renan Barcelas; Rio Fulô do Kariri; Junio Cigano; Rodrigo Santos; Suellen Ohana; Thaís Oliveira; Lorena dos Cocos; Vitú de Sousa; Vitor das Matas; Yasmin Salim
Direção musical: Lorena dos cocos
Componentes da música: Aleke Íris; Fritas; Francys Scull; Iuri Moraes; Flor de Liz; Nathan Motta; Renan Barcelas; Suellen Ohana
Som: Suellen Ohana/ Claudio Fritas/Lorena Anastácio
Mesa de som: Gustavo Pagani
Cenário: Luana Stéfani/ Vitor Luiz/ Gizele Dias/Eliza Carolina/Ridalvo Felix
Iluminação: Thaís Oliveira
Coordenação Técnica: Suellen Ohana

Serviço: 

Espetáculo Nossas Vidas em Cantos Dançados!

Dias 7, 8, 9, 14, 15 e 16 de junho
Horário: Dias 7, 8, 14 e 15 de junho – às 19h
Dias 9 e 16 de junho – às 20h

Duração: 1h30
Classificação: Livre

Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (meia-entrada)

Obs.: Pagamento somente em dinheiro.

Funarte MG
Rua Januária, 68 – Centro – Belo Horizonte (MG)
Telefone: (31) 3213 3084