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‘O Vazio é Cheio de Coisa’ estreia no Teatro Plínio Marcos, em Brasília

Espetáculo da Cia Nós No Bambu, em cartaz de 5 a 7 de outubro, é o primeiro solo da multiartista Poema Mühlenberg, idealizadora e cofundadora do grupo

Publicado em 2 de outubro de 2018 Imprimir Aumentar fonte
‘O Vazio é Cheio de Coisa’ – Foto Diego Bresani
‘O Vazio é Cheio de Coisa’ – Foto Diego Bresani

A Cia Nós No Bambu apresenta neste fim de semana, de 5 a 7 de outubro, no Teatro Plínio Marcos, no Complexo Cultural da Funarte em Brasília (DF), o seu novo espetáculo O Vazio É Cheio de Coisa. No palco, Poema Mühlenberg, em seu primeiro solo, leva ao público a arte que se tornou referência da companhia, a dança acrobática com instrumentos artesanais de bambu. As sessões, sexta e sábado, são às 20h; e domingo, às 19h, com ingressos a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada).

Idealizadora e cofundadora da companhia, Poema se dedica há 15 anos a práticas, pesquisas e criações em arte corpo bambu, definida como a expressão artística inspirada e enraizada na relação entre corpo e formas de bambu. Formas que possibilitam a realização de movimentos dançados, acrobáticos e poéticos. O Vazio É Cheio de Coisa tem como cenografia apenas uma vara de bambu aérea, que surpreende por sua diversidade de usos e pela vasta ressignificação que o objeto inspira no imaginário do público.

Na montagem, o diretor Edson Beserra propõe à artista Poema Mühlenberg o desafio de se soltar, buscar o desequilíbrio e dialogar diretamente com a gravidade, transformando o uso do objeto cênico em um encontro de corpos, um duo entre o feminino essencial da performer e o masculino essencial do bambu, onde o risco se aproxima do prazer, e momentos de lirismo cruzam-se com momentos de diversão. Ao longo dos seus 27 anos nas artes cênicas, teatro e dança, Edson, como coreógrafo, encontra neste momento a possibilidade de descobrir as artes circenses e a arte corpo bambu, propondo um diálogo direto com a dança contemporânea.

O Vazio É Cheio de Coisa é uma homenagem ao bambu, vegetal que reconduziu a carreira de Poema às artes cênicas. O bambu é oco por dentro, e, portanto, uma das interpretações possíveis para o título do espetáculo é que o bambu, embora vazio, é capaz de inspirações, usos e aplicações inumeráveis. Porém, exige o conhecimento de suas especificidades para que as ações com ele sejam bem-sucedidas. O Vazio É Cheio de Coisa também constata que para o artista ser soprado pela inspiração precisa, primeiro, estar vazio.

Sobre a companhia Nós No Bambu
A companhia brasiliense inciou suas atividades em 2003, como representante da vertente artística do Sistema Integral Bambu, criado pelo professor de Educação Física Marcelo Rio Branco. Assim surgiu a dança acrobática em instrumentos/esculturas artesanais de bambu, expressão inovadora contextualizada no abrangente Circo Novo.

O repertório da Companhia inclui seis espetáculos, além de diversas performances e números. Em 2008, Nós No Bambu levou ao grande público Uirapuru Bambu – espetáculo performático. Em 2010, estreou ULTRAPASSA!, inspirado nas provas de corrida de aventura. Em 2012, nasceu Desdobrar, montagem que originou o curta-metragem Desdobráveis. TEIA (paralaxes do imaginário), 2013, nasceu de intenso intercâmbio com artistas europeus. O quinto espetáculo, Mar sem Beira, de 2017, prova como a arte corpo bambu é um vasto campo de inovação e renovação. O Vazio É Cheio de Coisa (2018) mostra como um corpo e um bambu se bastam.

Ao longo desta jornada, a companhia se nutriu de diversas tradições e linhas de trabalho, como dança moderna, dança contemporânea, ginástica artística, comicidade física, contato e improvisação, antropologia teatral, dança do ventre, cultura do movimento, pilates, butoh etc. Estas ricas trocas foram possíveis graças ao contato com diferentes diretores e colaboradores, cursos e treinamentos continuados.

O bambu, material que inspira e sustenta a Cia Nós No Bambu, dá origem a uma arte sustentável, por ser uma matéria-prima renovável de rápido crescimento e baixo impacto ambiental. Esta gramínea é uma verdadeira amiga da humanidade em seu desenvolvimento graças às suas características propícias a incontáveis aplicações. Nós No Bambu a coloca em cena como metáfora de uma relação de harmonia possível entre os humanos e o Planeta Terra.
Saiba mais

Poema Mühlenberg
Poema Mühlenberg é idealizadora e cofundadora da Cia Nós No Bambu, na qual se alterna nos papéis de bailarina acrobata, diretora, coreógrafa, cenógrafa, figurinista, artesã bambuzeira, produtora, elaboradora de projeto, captadora de recursos e comunicadora. Com Nós No Bambu, participou da pesquisa e desenvolvimento de uma poética expressiva original e híbrida: a dança acrobática em instrumentos artesanais de bambu. É formada em Desenho Industrial/ Design de Produto pela Universidade de Brasília e sua formação diversificada inclui estudos em danças, corpo, teatro, circo etc.

Edson Beserra
Como bailarino, atuou em algumas das principais companhias de dança do país como Grupo Corpo Cia de Dança, Cia de Dança Deborah Colker e Quasar Cia de Dança. Em 2011, fundou o coletivo de produção e criação Composto de Ideias, e vem atuando como coreógrafo, professor, diretor e bailarino. Seus projetos de criação e circulação em dança foram aprovados nos editais da OI, Caixa Cultural, FAC/DF, Fundação Nacional de Artes – Funarte e O Boticário na Dança e vêm sendo apresentados em festivais por todo o país. Como produtor e gestor, atuou em festivais como Satélite 061 24h no ar, Mostra CCBB em Cartaz e Dança França Brasil, além de diversas temporadas de espetáculos de dança e projetos apoiados pelo FAC e Funarte.

Ficha Técnica
Concepção: Poema Mühlenberg
Intérprete criadora: Poema Mühlenberg
Direção: Edson Beserra
Coreografia: Edson Beserra e Poema Mühlenberg
Cenografia e Bambuzeria: Poema Mühlenberg
Confecção de Corda Artesanal: Daniel Lacourt
Rigging – Projeto e Execução: Daniel Lacourt
Colaboração em Cenotecnia e Rigging: Jackson Prado
Trilha sonora/ Direção musical: Samuel Mota
Gravado e Masterizado em Zarabatana Records por Samuel Mota
Vozes: Camila Becker
Instrumentação: Samuel Mota
Direção Técnica e Concepção de Luz: Emmanuel Queiroz – Trupe do Cerrado
Figurino: Poema Mühlenberg
Costureira: Ester Ponte
Audiovisual: Caetano Maia
Fotografia: Diego Bresani
Programação Visual: Daniel Grilo
Social Midia: Julli Dourado
Coordenação de Comunicação/ Assessoria de Imprensa: Anamaria Mühlenberg
Preparação Corporal: Pratique Movimento – Rodrigo Salulima, Vinícius Gesteira e Fábio
Henrique Mesquita
Elaboração de projeto: Liane Maria Mühlenberg e Giseli Tressi
Produção Local: Ana Luiza Bellacosta
Produção de Circulação: Giseli Tressi
Produção Executiva: Anamaria Mühlenberg
Produção: Galpão Bambu
Realização: Cia Nós No Bambu

Serviço

O Vazio É Cheio de Coisa
5, 6 e 7 de outubro de 2018
Sexta e sábado, às 20 h; e domingo, às 19h
Classificação indicativa: 14 anos

Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)

Teatro Plínio Marcos – Complexo Cultural Funarte Brasília
Eixo Monumental – Setor de Divulgação Cultural (SDC), lote 2
(entre a Torre de TV e o Centro de Convenções)
Brasília (DF)