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Biografia de Paulo Autran

Ator mostrou talento no cinema, teatro e televisão

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    • Entrevista com Paulo Autran

Paulo Paquet Autran nasce em 7 de setembro de 1922 na casa da família de sua mãe, no Rio de Janeiro. Passa a primeira infância em Espírito Santo do Pinhal, São Paulo, onde faz com as irmãs suas primeiras incursões em teatro. No ano de 1927 muda-se para a cidade de São Paulo, e aos 11 anos escreve sua primeira peça: As Onças da Jamaica. Em 1945 forma-se pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco, e passa a exercer a profissão. Nesse período, divide-se entre a advocacia e o teatro amador.

Em 1947 funda grupo teatral com Madalena Nicol e montam Esquina Perigosa, de J.B.Priestley, no Teatro Municipal de São Paulo. A convite de Franco Zampari vai com o grupo para o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), e encena A Noite, de Ayn Rand. No ano de 1949 entra para o Grupo de Teatro Experimental de Alfredo Mesquita. No repertório do GTE atua nas peças: A Mulher do Próximo e Pif-Paf , ambas de Abílio Pereira de Almeida, e À Margem da Vida, de Tennessee Williams. Seu desempenho chama a atenção de Tônia Carrero que, ao montar sua companhia, o convida para atuar na comédia Um Deus Dormiu lá em Casa, de Guilherme Figueiredo, sob a direção de Silveira Sampaio. Acontece, então, entre Tônia e Autran a parceria e a amizade de toda uma vida. O espetáculo – grande sucesso de crítica e público – marca o início da carreira profissional do ator; passa o escritório de advocacia para o pai e mergulha em sua verdadeira vocação.

No final de 1950 a companhia dissolve-se, após formar repertório que inclui Amanhã, se Não Chover, de Henrique Pongetti, Helena Fechou a Porta, de Accioly Netto, ambas com direção de Ziembinski, e Don Juan, de Guilherme Figueiredo, dirigida por Armando Couto. Nesse momento, Franco Zampari, empresário do Teatro Brasileiro de Comédia e da Companhia Cinematográfica Vera Cruz, leva todo o grupo para as suas empresas. No TBC atua em Seis Personagens à Procura de um Autor, de Luigi Pirandello, ao lado de Cacilda Becker e Sérgio Cardoso, sob a direção de Adolfo Celi.

Na Vera Cruz tem início sua carreira em cinema, em produções como Apassionata, de Fernando de Barros; Veneno, de Gianni Pons; e Uma Pulga na Balança, de Luciano Salce. Em 1955 deixa o TBC e muda-se para o Rio de Janeiro, onde forma, ao lado de Tônia Carrero e Adolfo Celi, a Companhia Tonia-Celi-Autran. Eles estreiam em março de 1956 no Teatro Dulcina, com a peça Otelo, de Shakespeare, na qual faz o personagem-título. No início dos anos 60 viajam pelos Estados Unidos, pela Europa e América Latina e, nessa turnê, na Argentina, ganha o prêmio de melhor ator estrangeiro de teatro. Em 1961 a companhia apresenta seu último espetáculo: a comédia Tiro e Queda, de Marcel Achard.

Em 1962 estrela ao lado de Bibi Ferreira e Jayme Costa a versão brasileira do musical My Fair Lady, de Frederick Loewe e Alan Jay Lerner, no papel do Professor Higgins. Dois anos depois, divide o palco com Maria Della Costa em Depois da Queda, de Arthur Miller, sob a direção de Flávio Rangel. Em 1965 é o ator principal de Liberdade, Liberdade, de Flávio Rangel e Millôr Fernandes, montagem que se torna emblemática no enfrentamento à ditadura militar, e que lhe rende três anos de sucesso. Um ano depois atua no filme Terra em Transe, de Glauber Rocha.

O ano de 1966 marca a montagem de sua companhia; vive então no palco Édipo Rei, de Sófocles, superprodução assinada por Flávio Rangel. Em 1972 mais um musical de sucesso: O Homem de la Mancha, de Dale Wasserman, outra vez ao lado de Bibi Ferreira e também de Grande Otelo – Autran interpreta D. Quixote. Seguem-se as montagens de Equus, de Peter Schaeffer, em 1975, e Pato com Laranja, de William Douglas Home, em 1978, um dos maiores sucessos de sua carreira, ao lado de Marília Pêra e, posteriormente, de Eva Wilma e Irene Ravache.

Após algumas participações em teleteatro nos primórdios da televisão, faz sua primeira novela em 1979: Pai Herói, de Janete Clair, interpretando com enorme repercussão popular o mafioso Baldaracci. Apesar de não ser a TV seu veículo predileto, atua em outras novelas, entre as quais, Guerra dos Sexos, ao lado de Fernanda Montenegro, e Sassaricando, com Tônia Carrero.

Nos anos seguintes, volta a dedicar-se exclusivamente ao teatro. Em 1988, sob a direção de Eduardo Tolentino, faz Solness, o Construtor, de Henrik Ibsen, e novamente Pato com Laranja, com o grupo TAPA.

Na década de 90 trabalha em cinema. No filme Felicidade é…, de Cecílio Neto; Tiradentes, de Oswaldo Caldeira; Oriundi, de Ricardo Bravo, ao lado de Anthony Quinn; O Enfermeiro, de Mauro Farias; e Memórias Póstumas de Brás Cubas, de André Klotzel, os dois últimos baseados em obras de Machado de Assis.

Em 2002, recebe o Prêmio Shell de Teatro de melhor ator pela peça Visitando o sr. Green, de Jeff Baron. Atua na TV em 2004 em Um Só Coração, minissérie de Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira, na Globo. Em 2006 trabalha no filme A Máquina, de João Falcão, lança o livro fotobiográfico Paulo Autran sem comentários, estreia o programa Quadrante, na Rede Bandnews e representa na peça Adivinhe Quem Vem para Rezar, de Dib Carneiro Neto, com direção de Elias Andreato.

Casado desde 1999 com a atriz Karin Rodrigues, é dono da Pousada Pardieiro, em Paraty, Rio de Janeiro, onde encontra momentos para o lazer.

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