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Compositores e Intérpretes

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5 de outubro de 2013 –sábado, 19h

Fernando Cerqueira (Fernando Barbosa de Cerqueira, cerkeira@ufba.br, Ilhéus/BA, 8/9/1941) fez sua formação musical em Salvador e diplomou-se em composição pela Escola de Música da Universidade Federal da Bahia, em 1969, tendo Ernst Widmer como principal professor. Mestre em Teoria da Literatura por aquela universidade, atuou como professor e clarinetista, em Salvador e Brasília, integrando conjuntos de câmara e orquestras. Membro fundador do Grupo de Compositores da Bahia e da Sociedade Brasileira de Música Contemporânea, participa de bienais e festivais, e recebeu diversos prêmios. Além de ter obras gravadas e partituras editadas, é autor de dois livros sobre temas de música e literatura.

Reiterações concertantes (obra em estreia mundial, encomendada pela Funarte em 2012) desenvolve uma textura concertante que, segundo o compositor, alia mobilidade, variedade dos andamentos e figurações a uma nova forma de melodismo. “Todos os elementos melódicos, rítmicos e harmônicos surgem de uma estrutura serial. Deste modo, nem a nota ré, eixo da peça, implica em relações tonais, nem a frase rítmica das melodias e da percussão vem de algum padrão rítmico regional. Servem a um propósito retomado de outras obras: associar percepções sonoras, provocadas por novos materiais e sistemas, a outras imagens do repertório, guardadas na memória coletiva. Cria-se, assim, um sentido lírico presencial, levando o ouvinte a perceber a obra musical na sua unicidade emotiva, ou seja, como um elo sonoro natural entre passado e futuro”. Na primeira parte da obra, a clarineta solista “re-itera” uma melodia serial, respondida pelo coro dos sopros e do piano, com o apoio da percussão, criando uma textura responsorial. O foco e eixo “tonal” dessa estrutura melódica é a nota ré, que nasce nos tímpanos, fonte geradora da frase rítmica que dá suporte à melodia e que se contrai e expande no decorrer da peça. Na segunda parte, os elementos melódicos e rítmicos originais se dispersam pelo conjunto, e todos são conduzidos pelo solista ao allegro-rítmico composto de cadências e figurações que percorrem todo o registro sonoro da clarineta. Assim, o movimento final provocado pela cadência da clarineta resulta numa pulsação animada e incisiva de todo o conjunto, enfatizando o aspecto percussivo da obra e acrescentando-lhe um sentido rítmico quase “étnico”.

Intérpretes
clarineta solo Cristiano Alves – crisclarineta@yahoo.com.br
flauta Renato Axelrud
oboé José Francisco Gonçalvesjosefrancis@bol.com.br
fagote Paulo de Andrade
trompa Daniel Soaresdanielsoareshorn@hotmail.com
tímpano Lino Hoffmann
percussão André Frias
percussão Paulo Marcio Vaz
percussão Tiago Calderanotiagocalderano@hotmail.com
piano Catherine Henriques
regente Luis Gustavo Petrilgpetri@gmail.com


Wellington Gomes
(Wellington Gomes da Silva, gomes-w@uol.com.br, Feira de Santana/BA, 2/8/1960), doutor em composição pela Universidade Federal da Bahia, é professor de Composição, Literatura e Estruturação Musical na graduação e no programa de pós-graduação (mestrado e doutorado) da Escola de Música daquela universidade, da qual foi vice-diretor em 2003 e 2004. Participa de diversos eventos e concertos dedicados à música contemporânea brasileira, e suas obras são executadas por orquestras e conjuntos, no Brasil, Alemanha, Polônia, Noruega, Dinamarca, França, Espanha, Itália, Suíça, Costa Rica, Estados Unidos e Qatar. Recebeu o 1º Prêmio na XIV Apresentação de Compositores da Bahia (1981), no I Concurso Nordestino de Composições Camerísticas (1984) e no IV Concurso Nacional de Composição, em Salvador (1989); o 3º Prêmio no III Concurso Nacional de Composição Heitor Villa Lobos, em Brasília (1987); o “Prêmio Público” na XVIII Apresentação de Compositores da Bahia(1987); o 2º Prêmio no V Concurso Nacional de Composição, em Salvador (1991); o Prêmio Copene de Cultura e Arte, em Salvador (1996); o Prêmio Internacional de Composição Klang der Welt – Drei lateinamerikanische Länder, em Berlim (2008); o Prêmio Funarte de Música Clássica, em 2010 e em 2012. Seu repertório inclui obras para instrumento solo, música vocal, música de câmara, orquestra e banda sinfônica, solo ou coro e orquestra.

Relevos do Rio (obra em estreia mundial, encomendada pela Funarte em 2012) é uma estória sonora criada para homenagear a cidade do Rio de Janeiro. Não se trata de uma tentativa de descrição imagética, mas uma possível interpretação sonora do que os meus olhos veem quando alcançam o magnífico conjunto de relevos geográficos que compõe essa cidade maravilhosa.

Intérpretes
flauta Renato Axelrud
clarineta Marcos Passospassosjunior@hotmail.com
percussão Rafael Costarafael.rcosta@gmail.com
percussão Lourenço Vasconcelos
piano Catherine Henriques
violino Pablo de Leon
viola Bernardo Fantini
violoncelo Fernando Bru
contrabaixo Alexandre Brasil – alexandre.alexbrasa@gmail.com
regente Luis Gustavo Petri – lgpetri@gmail.com


Marlos Nobre
(Marlos Mesquita Nobre de Almeida, marlosnobre@uol.com.br, marlosnobre.edition@uol.com.br, Recife/PE, 18/2/1939) lançou-se nacionalmente ao vencer, em 1960, o 1o Prêmio do Concurso Música e Músicos do Brasil, no Rio de Janeiro, com seu Trio para piano, violino e cello. Em 1963/64, como bolsista da Fundação Rockefeller, estudou com Ginastera, Messiaen, Dallapiccola e Malipiero no Instituto Torquato Di Tella, em Buenos Aires. Durante esse período, escreveu Variações Rítmicas, Divertimento e Ukrinmakrinkrin, obras que, nos anos de 1966, 1968 e 1970, venceram a Tribuna Internacional de Compositores, da Unesco, em Paris, e o projetaram internacionalmente. Ainda pela Unesco, foi premiado, em 1972, com In memoriam, e passou a ter obras gravadas pela Philips, Phonogram, EMI Angel, Deutsche Grammophon e outras empresas, na Europa e nos EUA. Atualmente, mais de 150 CDs trazem obras suas, gravadas no Brasil e no exterior. Dos 25 primeiros prêmios nacionais e internacionais que recebeu, o mais recente é “Tomás Luís de Victoria”, na Espanha, em 2004, quando foi lançado o livro de Tomás Marco sobre sua obra, estilo e técnicas. É Officier des Arts et des Lettres, na França, Doutor Honoris Causa pela Universidade de Pernambuco, professor visitante da Juilliard School e das Universidades de Yale e de Indiana. Seu catálogo abrange 240 obras em praticamente todos os gêneros musicais, muitas delas editadas por Max Eschig, Henri Lémoine, Boosey&Hawkes e, atualmente, pela Marlos Nobre Edition.

Nonetto, opus 117 (obra em estreia mundial, encomendada pela Funarte em 2012) consta de sete partes: Fulgurante, Molto lento, Vivo, Fulgurante, Lento, Largo e Piúmosso. Como na maioria de obras mais recentes do compositor, sobretudo a partir dos últimos 10 anos, esta peça foi elaborada mediante um processo pessoal que vem sendo estruturado com base no que ele chama de “cromatismo múltiplo”: “Eu percorri um processo inverso ao habitual (digamos assim), ou seja, aquele que levou muitos compositores, como Schoenberg, Berg e Webern, do atonalismo cromático ao serialismo. O meu caminho harmônico levou-me do tonalismo inicial, passando pelo politonalismo e serialismo e prosseguindo com o multi-cromatismo, onde me sinto livre para criar a partir do cromatismo total. Não mais utilizo séries prévias, mas organizo meu material a partir de padrões cromáticos sensíveis à minha mente, e crio através de um processo que inclui controle e intuição. Este meu processo não exclui, caso ache necessário, momentos politonais ou mesmo tonais, o que, para mim, não significa uma contradição. Este meu Nonetto tem, portanto, uma organização basicamente cromática, sem excluir o diatonismo e até mesmo o serialismo, em certos momentos − como na seção central, Largo. O que me interessa, em última e definitiva instância, não é qualquer justificativa técnica ou teórica, mas o resultado sonoro que imagino mentalmente, e para cuja realização total utilizo livremente as técnicas múltiplas de que disponho.”

Intérpretes
Grupo Cron:
flauta Pauxy Gentil-Nunespauxygnunes@gmail.com e pauxy@uol.com.br
clarineta Marcos Passos – passosjunior@hotmail.com
violino Tais Soares – taisviolino@yahoo.com.br
trompa Josué Soaresjosibaosb@hotmail.com
piano Tatiana Dumastatianadumas@gmail.com
contrabaixo Claudio Alvesclabass@gmail.com
tímpanos Daniel Seraledserale@hotmail.com
percussão Rafaela Calvet – rafaelacalvet@hotmail.com
percussão Pedro Moitapedroarthurmoita@gmail.com
regente Marcos Nogueiramvinicionogueira@gmail.com
direção musical Marcos Nogueira e Yahn Wagner


Pauxy Gentil-Nunes
(Pauxy Gentil-Nunes Filho, pauxygnunes@gmail.com, pauxy@uol.com.br, Rio de Janeiro/RJ, 3/7/1963) é compositor e flautista. Mestre em composição e doutor em linguagem e estruturação musical, é professor de harmonia, análise e composição na Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Tem atividade criativa contínua e diversas obras executadas e gravadas no Brasil e no exterior. Em 2012, foi compositor residente do Abstrai Ensemble, em projeto aprovado em Edital da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro. Como compositor convidado, participou, com Rami Levin, da temporada 2012 do grupo de compositores Preludio 21 e do 2º Encontro Paranaense de Composição Musical, no 32º Festival de Londrina.

Átimo foi composta sob encomenda da Fundação Nacional de Artes – FUNARTE, para a XX Bienal de Música Brasileira Contemporânea – 2013. É dedicada à pianista Marina Spoladore. A peça tematiza a fugacidade do momento presente – o átimo, expandido através de um grande zoom temporal. Microscópico, e ao mesmo tempo cheio de potência transformadora. Cheio de ideias vagantes, ora claras e lógicas, ora indefinidas como um devaneio, e algumas vezes incompatíveis – ambiente caótico e mutável. A obra é construída com 17 sonoridades, formando estrutura que se manifesta do início ao fim da peça sem alterações, representando a natureza misteriosa – e superficialmente contraditória – da existência.

Intérpretes
piano Marina Spoladoremarinaspoladore@gmail.com e marinaspoladore@yahoo.com.br
Orquestra Sinfônica Brasileira – Ópera & Repertório
regente Luis Gustavo Petrilgpetri@gmail.com

Marisa Rezende (Marisa Barcellos Rezende, mbrezende@osite.com.br, Rio de Janeiro/RJ, 8/8/1944), compositora e pianista, obteve mestrado e doutorado na Universidade da Califórnia e pós-doutorado na Universidade de Keele, Inglaterra. Foi professora titular de Composição da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro, entre 1987 e 2002, onde fundou, em 1989, o Grupo Música Nova, responsável por inúmeras estreias do repertório brasileiro contemporâneo. Participa ativamente dos principais eventos de música contemporânea brasileiros, tendo obras gravadas e executadas também em inúmeros eventos no exterior.

Trama, para violoncelo e orquestra de câmara (obra em estreia mundial, encomendada pela Funarte em 2012), é construído a partir de antinomias expressas no poema As três palavras mais estranhas, de Wyslawa Symborska, e que são: Futuro, Silêncio e Nada. Um jogo de situações opostas é buscado através de possíveis analogias musicais, mas é a própria enunciação do discurso que se carrega de dramaticidade, numa condição de perplexidade frente à vida.

Intérpretes
violoncelo Fabio Presgrave - fabiopresgrave@yahoo.com
Orquestra Sinfônica Brasileira – Ópera & Repertório
regente Luis Gustavo Petri - lgpetri@gmail.com

Ricardo Tacuchian (rtacuchian@terra.com.br, Rio de Janeiro/RJ, 18/11/1939) é compositor e regente, com carreira que cobre quase todos os países do mundo ocidental e uma discografia com cerca de 80 itens, distribuídos em aproximadamente 40 CDs, fora as edições em LP. Sua música é programada durante todo o ano, no Brasil e no exterior. A Sinfonia das florestas, sua mais recente obra, para grande orquestra e solo de soprano, foi há pouco estreada na Espanha.

Pintura rupestre (obra em estreia mundial, encomendada pela Funarte em 2012) está dividida em três seções. A primeira, Largo e Misterioso, expressa estreitas e escuras galerias subterrâneas. A segunda, Allegro moderato, representa um grande salão de uma caverna imaginária, com luzes atravessando algumas fendas, onde o povo se reunia para festas e rituais. A última seção, Allegro com brio, predominantemente rítmica, evoca figurações nas paredes da caverna, com cenas de caça e rituais, representações de bisões e outros animais necessários à subsistência, símbolos de sexualidade e abstrações.

Intérpretes
Orquestra Sinfônica Brasileira – Ópera & Repertório
regente Luis Gustavo Petrilgpetri@gmail.com

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