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Compositores e Intérpretes

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4 de outubro de 2013 –sexta-feira, 19h

Denise Garcia (Denise Hortência Lopes Garcia, d_garcia@iar.unicamp.br, São Paulo/SP, 15/12/1955) é professora de composição da Universidade Estadual de Campinas, onde dirige o Centro de Integração, Documentação e Difusão Cultural. Formou-se bacharel em composição pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. De 1979 a 1984, prosseguiu estudos na Alemanha. É mestre em artes pela Universidade Estadual de Campinas e doutora em comunicação e semiótica pelo Programa de  Comunicação e Semiótica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Dedicou-se a pesquisas interdisciplinares de dança e teatro, como docente no Curso de Dança e pesquisadora do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais Lume, na Universidade Estadual de Campinas. Desenvolveu trabalhos que granjearam grande reconhecimento na área da música eletroacústica. Na última década, iniciou um trabalho composicional para conjuntos sinfônicos. É filiada à GEMA, Sociedade Mundial de Direitos Autorais, com sede na Alemanha.

Tríplice andar (obra em estreia mundial, encomendada pela Funarte em 2012) representa um mergulho da compositora no universo da percussão. A obra traz um viés lúdico, traduzido nas combinações inusitadas de timbres e ritmos dos dois instrumentos. Trata-se de uma obra leve, acentuada, viva, que alterna e complementa o corpo de ressonância do vibrafone ao ataque mais seco da marimba. O primeiro movimento remete a um minimalismo revisto. Um mesmo motivo musical, que parece repetitivo, é transformado conforme os modos, chegando a Olivier Messiaen e ao universo cromático das sétimas e nonas maiores. No segundo movimento, a exploração dos dois instrumentos combina arpejos e trêmolos. Na última parte, a unidade da divisão do tempo passa de quatro para cinco, com o ritmo se quebrando nas quintinas.

Intérpretes
Kontakte DUO:
marimba Fernando Chaibfernandochaib@gmail.com
vibrafone Nath Calannatcalan@yahoo.com.br


Bruno Angelo
(Bruno Milheira Angelo, bmangelo@yahoo.com.br, Pelotas/RS, 16/7/1985) estudou piano em sua cidade natal e transferiu-se para Porto Alegre, onde começou o curso de composição, trabalha como compositor, pianista e pesquisador, e finaliza a tese de doutorado, intitulada “Minha música sendo outra: narratividade como objeto composicional”. Nesse trabalho, o compositor pretende interpretações narrativas como experiências musicais para suas próprias criações, embora também tenha realizado alguns estudos com obras de outros compositores.

Breviário das narrativas absurdas (obra em estreia mundial, vencedora do Prêmio Funarte de Composição Clássica em 2012) é uma coleção de sete pequenas peças, nas quais a realidade musical se transforma de maneira constante, porém muito sutil. Por vezes essas transformações podem atingir níveis vertiginosos, mas geralmente mantêm-se tão somente sugestivas de um mundo inaudível, que existe por trás e além do som.

Intérpretes
piano Katia Baloussierkballoussier@gmail.com
vibrafone Leo Sousahookperc@yahoo.com.br


Leonardo de Assis Nunes
(assisnunes@gmail.com, Porto Alegre/RS, 30/6/1980) aprendeu música com seu pai, para depois estudar piano com professores particulares e em escolas não formais. Em 1999, ingressou no curso de Composição Musical da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, estudando com os compositores Antônio Carlos Borges Cunha, Celso Loureiro Chaves e Fernando Matos. Como bolsista de iniciação científica, analisou canções do compositor gaúcho Armando Albuquerque, e também atuou, por essa mesma Universidade, como tutor presencial no curso de Licenciatura em Música EAD. Atualmente faz mestrado em Educação Musical pela Universidade Federal da Bahia, com pesquisa relacionada à sistematização e ampliação do processo composicional de microcanções CDG.

À sombra de uma idéia (obra em estreia mundial, vencedora do Prêmio Funarte de Composição Clássica em 2012) explora o universo melódico e harmônico de uma famosa canção de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, e desafia o público a desvendar a melodia empregada. A composição inicia em contraponto de uníssonos, em uma espécie de jogo com a mesma nota. A peça também faz alusão ao estudo de uníssonos empregado em  Schatten der Ideen 2, do compositor germânico Walter Zimmermann.

Intérpretes
flauta Maria Carolina Cavalcantimcarolcavalcanti@yahoo.com.br
violoncelo Paulo Santoro psantoro@terra.com.br 
trompa Philip Doylep.doyle@terra.com.br
piano Katia Baloussierkballoussier@gmail.com
vibrafone Ana Leticiaanaleticiabarros@gmail.com


Armando Lôbo
(Armando Lôbo de Azevedo Mello Neto, armaloboneto@gmail.com, Recife/PE, 26/2/1971), compositor, poeta e professor pernambucano, desenvolve gêneros e estilos musicais diversos, com o uso de matizes experimentais e simbiose intensa com a literatura, história, filosofia e religião. Lançou quatro discos: Alegria dos homens, Vulgar & Sublime, Frevo Diabo e Técnicas modernas do êxtase. Foi contemplado em prêmios nacionais tanto por sua obra erudita quanto por seu trabalho com a música popular, e tem peças executadas no Brasil e na Europa. É membro fundador do PAN Ensemble, no Conservatório Brasileiro de Música, e do Ensemble Uirapuru, em Munique.

Pernambukalos (obra em estreia mundial, vencedora do Prêmio Funarte de Composição Clássica em 2012) é uma pequena rapsódia convulsa, inspirada na tradição musical pernambucana.

Intérpretes
soprano Gabriela Geludaggeluda@uol.com.br e ggeluda1@gmail.com
flauta Maria Carolina Cavalcantimcarolcavalcanti@yahoo.com.br
clarineta Paulo Passos – paulopassos@rocketmail.com
violino Tomaz Soarestomazviolin@gmail.com
violoncelo Pablo de Sá pablodesa@gmail.com 
piano Tatiana Dumastatianadumas@gmail.com
vibrafone Rafael Costarafael.rcosta@gmail.com
regente Luiz Gustavo Brinholigutobrinholi@gmail.com


Mauricio Dottori
(Mauricio Soares Dottori, m.dottori@gmail.com, Rio de Janeiro/RJ, 1/8/1960), compositor e musicólogo, foi aluno do clarinetista José Botelho, e, aperfeiçoou-se em composição com Sylvano Bussotti e Mauro Castellano, na Scuola di Música di Fiesole, em Florença. Fez mestrado em artes pela Universidade de São Paulo e doutorado em música pela Universidade do País de Gales, Cardiff. Entre 1992 e 2002, foi professor de contraponto e de composição na Escola de Música e Belas Artes do Paraná e, a partir de então, é professor de contraponto, composição e música eletroacústica na Universidade Federal do Paraná. Nessas instituições, foi responsável pela formação de toda uma geração de compositores paranaenses. Pesquisa princípios cognitivos aplicados à composição musical, desenvolve uma didática renovada da composição e tem obras executadas no Brasil, na Europa e nas Américas.

O título Où sont les gracieux galants (obra em estreia mundial, vencedora do Prêmio Funarte de Composição Clássica em 2012) foi retirado de versos do poeta quinhentista François Villon, que se revelou agourento, ao falar de perdas e de saudades: “Où sont lês gracieux galants / Que je suivais au temps jadis / Si bien chantants, si bien parlants / Si plaisants em faits et em dits?”. A primeira versão da obra veio à luz há 15 anos, quando Graham Griffths encomendou, aos que primeiro compuseram para a Camerata Novo Horizonte, uma peça comemorativa do décimo aniversário desse conjunto. Entre a composição e a estreia, a camerata desintegrou-se, e a peça, composta para uma formação pouco usual, permaneceu na gaveta, até ser revista para a XX Bienal. Trata-se de uma obra concertante, para todos os músicos, um concerto grosso.

Intérpretes
flauta Maria Carolina Cavalcantimcarolcavalcanti@yahoo.com.br
clarineta Paulo Passos – paulopassos@rocketmail.com
viola José Ricardo Taboadajrvtaboada@yahoo.com.br
trompete Naílson Simõesnasimoes@terra.com.br
piano Katia Baloussier – kballoussier@gmail.com
percussão Daniel Seraledserale@hotmail.com


Marcos Nogueira
(Marcos Vinício Cunha Nogueira, mvinicionogueira@gmail.com, Rio de Janeiro/RJ, 17/6/1962) começou a prática regular de piano aos 6 anos e, posteriormente, dedicou-se a gêneros musicais mais populares. Aos 18 anos, começou uma etapa de formação musical técnica, estudando orquestração e arranjos musicais na Escola de Música Villa-Lobos, da qual foi diretor, e graduando-se bacharel em composição pela Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro/EM-UFRJ. Passou a compor regularmente, sob a orientação de Marisa Rezende. Fez mestrado em música na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro e tornou-se professor de composição da EM/UFRJ, onde doutorou-se. Criou o conjunto de câmara Cron, dedicado ao repertório brasileiro contemporâneo, com o qual realiza turnês regionais e nacionais, e do qual participa como compositor, regente e pianista. Como pesquisador, investiga a poética musical pelo viés da cognição musical.

Teorema do macaco infinito (obra em estreia mundial, encomendada pela Funarte em 2012) tem como motivação inicial o histórico teorema cuja essência já estaria aludida na Metafísica de Aristóteles: um sujeito imagético (um macaco, por exemplo), digitando ao acaso um teclado durante muito tempo, produziria “quase certamente” (pela teoria das probabilidades) qualquer texto idealizável, como um romance de Machado de Assis. Transposto para o universo da composição musical, a peça refere uma das obras antológicas do repertório organístico à qual chegaria nosso “macaco músico”. Escrita para grande órgão e percussão múltipla, ela enfatiza a repetição não direcional em vários parâmetros do fluxo sonoro-musical, partindo de contornos pouco apreensíveis até alcançar um desenho formal reconhecível.

Intérpretes
órgão Alexandre Rachidalexrachid@globo.com
percussão Daniel Seraledserale@hotmail.com

 

Maurício de Bonis (Maurício Funcia de Bonis, mauriciodebonis@gmail.com, São Paulo/SP, 27/7/1979) graduou-se em composição sob a orientação de Willy Corrêa de Oliveira, é doutor em música pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo e professor assistente no Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista. Participou do 40º Ferienkurse für neue Musik, em Darmstadt, na Alemanha, e estudou piano com Heloísa Zani, Amílcar Zani e Cláudia Padilha. Participa de festivais nacionais e internacionais de música contemporânea, e tem trabalhos registrados em CDs, como O violino na metrópole, com a violinista Simona Cavuoto, pelo selo Água Forte.

Em 3 Perguntas (obra em estreia mundial, vencedora do Prêmio Funarte de Composição Clássica em 2012), a polifonia linear se desenrola em dilatações, contrações, suspensões e adensamentos no cruzamento de duas distinções de materiais – entre alturas determinadas e indeterminadas (entre sopros e percussão), e ao mesmo tempo, dentro de cada uma dessas famílias, entre metais e madeiras, estas agrupadas às peles, na percussão, em contraste com a ressonância dos metais em lascia vibrare.“Nos tempos sombrios / se cantará também? / Também se cantará / sobre os tempos sombrios”, dizia Brecht. Mais do que uma reflexão sobre as relações entre a polifonia na música de hoje e a que data de mais de meio milênio, 3 Perguntas vem de uma meditação sobre seu poema A troca da roda: “Estou sentado à beira da estrada,/o condutor muda a roda./ Não me agrada o lugar de onde venho. /Não me agrada o lugar para onde vou./ Por que olho a troca da roda / com impaciência?

Intérpretes
flauta Andrea Ernst Diasandreaernest@gmail.com
trompa Philip Doylep.doyle@terra.com.br
percussão Rodrigo Fotirofoti@yahoo.com.br
percussão Paraguassú Abrahãopabrahao@gmx.net

 

Daniel Moreira (Daniel Moreira de Sousa, danielspro@hotmail.com, Rio de Janeiro/RJ, 11/5/1988), orientado por Marcos Nogueira, é bacharel em composição e faz mestrado em composição, sob a orientação de Pauxy Gentil-Nunes, na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Participa como compositor e organizador de eventos voltados para a música contemporânea, como o Projeto Mostra 0800, do qual é um dos criadores, e o Fórum dos Compositores.

Fantasia (obra em estreia mundial, vencedora do Prêmio Funarte de Composição Clássica em 2012) resulta da pesquisa do compositor sobre a temática do humor no discurso musical. Nesta peça a tematização da infância se reflete nas sonoridades consonantes, alegres e singelas, em gestos lúdicos e em texturas e escrita instrumental referenciadas à música de circo e às trilhas de desenho animado. O resultado sonoro induz a uma narrativa imaginária, supostamente situada na pureza da mente infantil. A temática da infância mostrou-se uma ferramenta composicional eficaz para o desenvolvimento do humor, cuja compreensão dispensa o uso de diálogos ou cenas extramusicais.

Intérpretes
sax alto Pedro Bittencourtcontact@pedrobittencourt.info
trompete Naílson Simõesnasimoes@terra.com.br
percussão Léo Souzahookperc@yahoo.com.br
percussão Rodrigo Foti – rofoti@yahoo.com.br

 

Eduardo Guimarães Álvares (in memoriam, Uberlândia/MG, 5/1/1959 – 24/3/2013) teve uma formação múltipla como artista plástico, cantor e performer. Graduou-se em composição pela Universidade de São Paulo, em contato com Gilberto Mendes, Dante Grela, Joachim Hespos e Konrad Boehmer. Em Belo Horizonte, coordenou ciclos de música contemporânea e os Festivais Intermídia e Articulações. Foi presidente da Fundação Clóvis Salgado e tem vários prêmios internacionais, com obras executadas na Europa e nas Américas. Seu vocabulário reflete constantes reflexões sobre a música cênica e a literatura contemporânea, incorporadas a forte vigor rítmico e grande multiplicidade técnica. Em contrastante teatralidade, suas obras fazem oscilar linguagens heterogêneas, que podem variar de práticas neo-tonais a massas sonoras em fusão.

Paisagens pelo telefone & outras estórias (obra em estreia mundial, encomendada pela Funarte em 2012) testemunha a maturidade e resume a técnica criativa do compositor, na oposição de módulos de linguagens discrepantes em função de um teatro imaginário iconoclasta e provocativo. Colagens caleidoscópicas, gestos sardônicos dispersados microscopicamente no relacionamento camerístico, ímpeto rítmico e grande economia de meios, comungando com referências a mestres essenciais à sua personalidade – Stravinsky e Kagel – iluminam objetos convencionais com novo frescor e inovador atrevimento. Desse desnivelamento, ressalta a essência da poética musical do compositor – a absoluta liberdade expressiva.

Intérpretes
clarineta Paulo Passos – paulopassos@rocketmail.com
violoncelo Ricardo Santoro ricardosantoro@terra.com.br 
tuba Eliezer Rodrigues – elimusilva@hotmail.com
piano Katia Baloussierkballoussier@gmail.com
percussão Daniel Seraledserale@hotmail.com

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