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Compositores e Intérpretes

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1 de outubro de 2013 –terça-feira, 19h

Roseane Yampolschi (ryampolschi@gmail.com, Rio de Janeiro/RJ, 18/7/1956,) graduada em música na Universidade Federal do Rio de Janeiro e em filosofia na Universidade Federal de Minas Gerais, obteve o mestrado na Eastern Illinois University e o doutorado na University of Illinois at Urbana, tendo recebido bolsas dessas universidades e do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq). É professora de música da Universidade Federal do Paraná e membro do corpo editorial da revista Música em Perspectiva, que ajudou a criar. Tem prêmios em festivais nos EUA, na Romênia e na Noruega. Seu repertório abarca das várias modalidades instrumentais, orquestrais e corais à eletropoesia acústica e à instalação sonora, com obras apresentadas no Brasil, Estados Unidos, Noruega, México, Itália e Espanha.

Dissonâncias aponta para um conjunto de eventos que tornam presente o contexto estético da forma. Foram experimentadas idéias contrastantes, por meio do uso do timbre, de articulações variadas, de maneiras distintas de organização do som no tempo/espaço. O som foi explorado de modo mais convencional, pulsado, ou menos ordenado, em especial por meio de dinâmicas gestuais enfatizando seu movimento e direcionalidade. Não houve um desenvolvimento claramente definido a partir de ideias musicais preconcebidas, nem uma organização de estruturas musicais previamente arranjadas, mais ou menos fixas.

Intérprete
piano Ana Claudia de Assiscassis.ana@gmail.com


Fernando Kozu
(Fernando Hiroki Kozu, fkoozu@gmail.com, Londrina/PR, 6/8/1974) fez cursos esporádicos com H. J. Koellreutter, Mário Loureiro, Chico Mello, João Guilherme Ripper, Ricardo Tacuchian, Silvio Ferraz e Ricardo Mandolini. É graduado em música pela Universidade Estadual de Londrina, especialista em História e Filosofia da Ciência e mestre em Comunicação e Semiótica, com dissertação sobre a complexidade no pensamento composicional de Brian Ferneyhough. Professor assistente do curso de música da Universidade Estadual de Londrina, atua em especial na área de Linguagem e Estruturação Musical. Em 2011, foi finalista no concurso da I Bienal Música Hoje (Curitiba/PR), com obra para orquestra sinfônica.

Sendas está dividida em duas “fases”.  Pequenas sendas vão surgindo, na maior simplicidade, a partir de uma nota pulsante, e se tornam mais e mais relevantes, formando uma cascata de blocos de acordes. A segunda parte traz uma exploração de timbres, algumas técnicas estendidas e maior complexidade. Novas sendas vão se sobrepondo com novas sonoridades, até que um ruído de voz passa a integrar esse novo universo de sons. A obra é fruto de uma busca mais existencial, e procura estabelecer um amálgama entre universos distintos: a memória e o esquecimento, o simples e o complexo.

Intérprete
violão Marcia Tabordamarciataborda@globomail.com


Edino Krieger
(edinokrieger@predialnet.com.br, Brusque/SC, 17/3/1928) estudou violino com seu pai e composição com H. J. Koellreutter, Aaron Copland, Peter Mennin, Lennox Berkeley e Ernst Krenek. Exerceu diversos cargos de direção em instituições públicas e privadas. Organizou e dirigiu os Festivais de Música da Guanabara, em 1969 e 1970, dos quais se originaram as Bienais de Música Brasileira Contemporânea, em 1975.

Os Estudos intervalares foram iniciados, em 2002, com os três primeiros, e completados para a presente Bienal, em 2012. Como os anteriores, são cadências livres, de caráter virtuosístico, com predominância dos intervalos de 5as, 6as, 7as, e 8as, numa linguagem também livre, com a presença eventual de ritmos brasileiros ou de citações, sobre determinado intervalo, de motivos melódicos conhecidos.

Intérprete
piano Flavio Augusto – flavioaugustodeoliveira@gmail.com


Martin Herraiz
(klangdesign@gmail.com, Campinas/SP, 28/5/1980) nunca teve uma aula de composição, tem repulsa a “escolas estéticas”, baixa tolerância à repetição e escreve música baseada em noções ultrapassadas como ritmo e melodia. É bacharel em design, mestre em musicologia e jubilado em composição e regência pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). Escreveu a dissertação O Estranho Perfeito: a música orquestral de Frank Zappa, trabalho pioneiro no meio acadêmico brasileiro, que a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) julgou de “baixa relevância artística”. Considera-se um otimista artístico e um pessimista social: acredita que a arte continuará valendo a pena por mais que ninguém dê a mínima para isso.

Seu Trio para quatro (obra em estreia mundial, vencedora do Prêmio Funarte de Composição Clássica em 2012) está estruturado em dois movimentos contrastantes mas complementares. No primeiro, nota-se uma preocupação com a interação entre as características expressivas de cada instrumento, agenciada segundo estruturas compactas e precisas. O segundo busca neutralizar essas individualidades para trazer à tona a expressividade do trio como um organismo único, uma espécie de hiperinstrumento. A ação é coordenada pela insólita figura do regente obbligato, cuja presença desconfortável protagoniza o psicodrama subliminar sugerido pelo título.

Intérpretes
flauta Maria Carolina Cavalcantimcarolcavalcanti@yahoo.com.br
oboé Francisco Gonçalvesjosefrancis@bol.com.br
clarineta Paulo Passos – paulopassos@rocketmail.com
regente Sammy Fuksfukssammy@yahoo.com


João Guilherme Ripper
(João Guilherme Ripper Vianna, joao.ripper@globo.com, Rio de Janeiro/RJ, 20/8/1959) atuou como compositor em residência no 39o Festival Internacional de Campos do Jordão, em 2008, e na Kean University, em 2011-2012. Colabora com as principais orquestras e grupos de câmara brasileiros. Escreveu Desenredo, para a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, em 2008, e Cinco poemas de Vinicius de Moraes, estreada em maio deste ano. Em abril, a Orquestra Sinfônica Brasileira apresentou, em primeira audição, o Concertante para piano e orquestra. Dedica especial atenção à ópera: Domitila (2000) foi premiada pela Associação Paulista dos Críticos de Arte; Piedade, encomendada pela Orquestra Petrobras Sinfônica, foi encenada em abril de 2012, ano em que Anjo negro foi apresentada com a Orquestra Sinfônica Brasileira Ópera & Repertório. É membro da Academia Brasileira de Música, diretor da Sala Cecília Meireles e professor licenciado da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que dirigiu entre 1999 e 2003.

Lux aeterna (Luz eterna) é um ciclo de cinco canções escritas sobre textos latinos da Missa de Requiem e sobre poemas chineses e japoneses que abordam o tema da fragilidade e brevidade da vida. A obra é dedicada a João Cândido e Maria Portinari, e a Maria Cândida Portinari, in memoriam.

Intérpretes
mezzo Carolina Fariacarola.faria@gmail.com
oboé Victor Astorgavictorastorga78@hotmail.com
Quarteto Radamés Gnattali:
violino Carla Rinconrincon73@hotmail.com
violino Andreia Carizziandreiaviolino@yahoo.com.br
viola Fernando Thebaldifthebaldi@yahoo.com.br
violoncelo Hugo Pilger – hugopilger@gmail.com


Daniel Vargas
(Daniel Vargas Coelho, danielvargascoelho@yahoo.com.br, 3/4/1985), violonista e compositor, estudou com Clécio Eduardo e Fábio Adour e é aluno da Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Com o compositor Arthur Kampela, apresentou-se no Festival Internacional de Violão de Belo Horizonte, em 2010. Foi bolsista da Fundação Araucária, desenvolvendo um trabalho com técnicas estendidas e ritmos complexos. Publicou o artigo “A complexidade rítmica no Estudo Percussivo nº 2, de Arthur Kampela”, na revista acadêmica Permusi. Em 2012, participou do 1º Simpósio Internacional de Música Nova em Curitiba.

O Catraz I − Engenhoca para dois violões, baseada no conto “O recado do morro”, de Guimarães Rosa, lembra o lunático personagem Catraz, uma espécie de cientista do sertão que inventava engenhocas. Sua maior criação foi uma espécie de avião, o Carroço: “Era para ele se sentar nesse, na boléia: carecia de pegar duas dúzias de urubus, prendia as juntas deles adiante; então, levantava um pedaço de carniça, na ponta duma vara desgraçada de comprida: os urubus voavam sempre atrás, em tal guisa, o trem subia viajando no ar…” A ideia central da peça é a transformação gradual do violão, do ponto de vista do timbre. Esse aspecto é levado até o momento em que o instrumento se torna irreconhecível, para finalizar voltando a seu timbre “natural”.

Intérpretes
violão Daniel Vargasdanielvargascoelho@yahoo.com.br
violão Eric Moreiraericchenrique@yahoo.com.br


Lucas Duarte
(Lucas Duarte Neves, lucasdune@gmail.com, Sabará/MG, 24/1/1990), iniciou os estudos musicais, em 2003, na Sociedade Musical Santa Cecília de Sabará, onde é professor voluntário de violino e assegura a coordenação técnica da orquestra. Cursa o bacharelado em composição na Universidade Federal de Minas Gerais, onde recebe aulas de composição de Sérgio Freire, Gilberto Carvalho e de seu atual orientador, Oiliam Lanna. Compõe, atualmente, uma peça baseada no Poema do Beco, de Manuel Bandeira, utilizando conjuntos de alturas com grande liberdade de organização e tendo as obras de Ligeti, Dallapiccola e Varèse como referências sonoras.

Os 4 movimentos para violino solo, organizados por conjuntos de altura e em série dodecafônica, resultam de trabalho orientado por Sérgio Freire na Universidade Federal de Minas Gerais. A linguagem utilizada é tributária de estudos orientados, em especial, por Gilberto Carvalho, e serve-se de processos de organização que geram maior liberdade harmônica. Os movimentos têm caráter diferenciado, assim como os conjuntos de alturas; o último está organizado por série dodecafônica e funciona como uma síntese dos conjuntos antes utilizados. Recursos de técnica expandida trazem um caráter virtuoso para a peça, que denota influências de Stravinsky, Bartók, Hindemith, Berio, Schoenberg e Webern.

Intérprete
violino Daniel Guedesdanguedes@yahoo.com


Luiz Gonçalves
(Luiz Eduardo Gonçalves, luizgoncalves@hotmail.com, Goiânia/GO, 8/5/1986) estudou flauta e saxofone até entrar para o bacharelado em composição na Universidade de Brasília onde estudou, de 2005 a 2010, com Conrado Silva e Jorge Antunes. Participou dos Encontros dos Compositores Universitários em 2010 e 2011 com as obras Espiral Menor e A sombra do amado, neles estreadas. Transferiu seu curso de graduação para a Universidade Federal de Goiás em 2011, para continuar estudos de composição com Paulo Guicheney. Foi premiado no Bamdialogue Second Brazilian Composers’ competition com a obra Passarim, para conjunto, estreada no teatro Concertgebouw, Amsterdã, em outubro de 2011.

O Requiem nasceu de uma ideia de poliestilismo, onde o compositor, profundamente influenciado por Alfred Schnittke, procurou explorar texturas diferentes − polifônica, homofônica, heterofônica − em cada movimento. A obra está dividida em quatro partes: Introitus, de textura homofônica alternando acordes e clusters; Kyrie, minimal, estruturado por repetições e defasagens; Confutatis; Lacrimosa, ao estilo imitativo renascentista; e Lux aeterna.

Intérpretes
soprano Michele Ramos
piano Luciana Fantini
Madrigal Contemporâneo:
regente Danielly Souzadaniellysouza@hotmail.com


Ernani Aguiar
(Ernani Henrique Chaves Aguiar, ehaguiar@terra.com.br, Ouro Preto/MG, 30/8/1950) atua intensamente no Brasil, como compositor, regente, professor e pesquisador. Enquanto criador, rejeita todos os “ismos” que aconteceram na música do século XX, e compõe pensando, unicamente, em agradar a quem ouve e a quem interpreta. É professor de regência orquestral na Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro, ministra cursos dessa disciplina no país e no exterior e estreou mais de uma centena de obras orquestrais brasileiras. Dedica-se à pesquisa e à divulgação da música brasileira do período colonial. Destacam-se, entre suas composições, a ópera e a cantata O menino maluquinho, sobre textos de Ziraldo; o oratório Cantos sacros para orixás; os Quatro Momentos nº 3 e o Psalmus CL para coro. No corrente ano, recebeu, pela segunda vez, o Prêmio “Açorianos”, em Porto Alegre, pela gravação em CD dos Responsórios fúnebres, de José Maurício. É titular da Academia Brasileira de Música.

A composição dos Três sonetos, sobre poemas de Gregório de Matos, decorre da identificação que o compositor experimenta com a obra e a personalidade desse poeta e de outros que com ele guardam alguma relação, como Bocage, Boccaccio e Aretino.

Intérpretes
Madrigal Contemporâneo:
regente Danielly Souzadaniellysouza@hotmail.com

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