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Compositores e Intérpretes

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30 de setembro de 2013 –segunda-feira, 19h

Rubens Tubenchlak (rubenstubenchlak@gmail.com, Rio Branco/AC, 14/5/1968) teve os primeiros contatos musicais ouvindo seu pai ao violão e ao piano. Interessado tanto na música erudita como na popular, buscou uma formação múltipla, sem se ater a nenhum estilo. Aos 25 anos, ingressou nos bacharelados de violão da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro e de guitarra-jazz da Universidade Estácio de Sá, e optou por traçar um caminho independente, dedicado à composição. Compôs a trilha para o filme Arte, cultura e sensibilidade, o musical infantil A deusa, o herói, o centauro e a justa medida e a ópera popular Lilith e o sonho de Laio.

Os Cantos de Maldoror (obra em estreia mundial, vencedoras do Prêmio Funarte de Composição Clássica em 2012) partem da obra literária Leschants de Maldoror, marco do movimento surrealista, de Isadore Ducasse, escritor maldito, uruguaio, mais conhecido como Conde de Lautréamont. A peça baseia-se em sua prosa poética de e giram em torno de assuntos como o oceano, a tempestade, o hermafrodita, o assassinato e a prostituição. Mediante uma técnica contrapontística livre e de grande variação rítmica, o quarteto de cordas alterna momentos de vigor e lirismo, impondo uma atmosfera inquietante. A intenção é transportar o ouvinte para um ambiente onde a convivência entre a natureza e o homem, o humano e o divino, a liberdade e a justiça ou, simplesmente, o bem e o mal, se dá num constante conflito, buscando traduzir a inquietação tão presente na vida e obra de Ducasse, cuja morte misteriosa se deu aos 24 anos, em Paris.

Intérpretes
Quarteto Uirapuru:
violino Adonhiran Reisadonhiranreis@hotmail.com
violino Fernando Pereirafernando.pereira@opes.com.br
viola Estevan Almeidaestevanreis@hotmail.com
violoncelo Claudia Grossoclaudiagrosso@yahoo.com.br


Gilson Beck
(Gilson Jappe Beck, gilson.beck@gmail.com, Cruz Alta/RS, 13/12/1982) estudou composição na Universidade Estadual de Campinas, na Universidade de Évora, e teve aulas com Almeida Prado. Pesquisa a relação da psicanálise com a música, em parceria com a Antena do Campo Freudiano (Lisboa). Sustenta e desenvolve um pensamento composicional e estético nomeado “Música Borromeana” que se apóia na psicanálise de orientação lacaniana e no Nó Borromeano. É artista residente da CaKacrI – Kasa de Criação e Invenção (cakacri.blogspot.com), é associado ao projeto Arena da Cultura e colaborador fixo do blogue Caneta, Lente e Pincel (canetalentepincel.blogspot.com).

Exsangue II (obra em estreia mundial, vencedora do Prêmio Funarte de Composição Clássica em 2012), segunda peça do ciclo Exsangue, aborda o luto e a ruína de quem perde alguém com laços de sangue. O título vem da língua francesa e corresponde à palavra portuguesa “exangue” que nomeia aquilo que tem pouco sangue, que perdeu muito sangue ou está em ruínas. A obra está estruturada num cantus firmus cujas notas são articuladas em ataques fortes que se metamorfoseiam em texturas, rugosidades, massas sonoras e ruídos. Esses objetos sonoros são conduzidos pela transformação do que pode ser chamado de “energia sonora”. Os intervalos do cantus firmus são transformados em um conjunto numérico que serve à estruturação, sustentando durações, ritmos, tamanhos de secções, quantidade de motivos, texturas, tessituras e outros elementos. Assim, a peça ata-se como um Nó Borromeano: a alteração de um dos parâmetros desfaz a estruturação.

Intérpretes
UDI Cello Ensembleezequielcello@hotmail.come ederbelchior@hotmail.com
violoncelo Gabriel Gonçalves
violoncelo Isaac Andrade
violoncelo Paulo Arruda
violoncelo Eder Belchior
violoncelo Brunno Thayer
violoncelo William Neves
violoncelo Ezequiel Urbano
diretor artístico e regente Kayami Satomi

 

Juliano Valle (Juliano Santana Serravalle, juliano1valle@gmail.com, Alagoinhas/BA, 20/1/1987), graduando do curso de composição e regência da Universidade Federal da Bahia, é habilitado em composição, orientado por Paulo Costa Lima e Agnaldo Ribeiro. Participou de masterclasses com Jon Appleton, Antonio Borges Cunha, Paulo Chagas, Ernst Helmuth Flammer e Felipe Lara. Foi bolsista do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB), quando realizou pesquisas sobre o ensino de composição na Bahia. Sua peça Demônios Tristes foi selecionada para a XIX Bienal de Música Brasileira Contemporânea. Assinou a releitura da composição do documentário Nanookofthe North, apresentada no I Festival de Documentários de Cachoeira/BA.

Côncavo (obra em estreia mundial, vencedora do Prêmio Funarte de Composição Clássica em 2012) é uma obra que apresenta, como principal alicerce, alusões à música e às expressões comportamentais no samba de roda do recôncavo baiano. Ela busca garantir que o ambiente sonoro e a atmosfera singular das rodas de samba não sejam ultrajados, mas amplificados. A incessante tentativa de concatenação de todo o sistema criado para expor um enlace narrativo demandou a definição de procedimentos específicos, que não será interrompida com a conclusão da obra.

Intérpretes
flauta Maria Carolina Cavalcantimcarolcavalcanti@yahoo.com.br
clarineta Maurício Silvamauricioclarineta@yahoo.com.br
violino Ayran Nicodemoayranviolino@yahoo.com.br e ayrannicodemotrio@gmail.com
violoncelo Luciano Correaluccorreacello@gmail.com
pandeiro Rafaela Calvet – rafaelacalvet@hotmail.com


André Martins
(André da Silva Martins, a.s.martins.76@gmail.com; andremartins@ufrj.br, Nova Friburgo/RJ, 12/8/1976) integrou a centenária Banda Sinfônica Campesina Friburguense como clarinetista, quando recebeu noções de composição de José Cândido da Costa, e de clarineta com José Carlos de Castro. Ingressou na Banda Sinfônica do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro e cursou o bacharelado em composição na Universidade Federal do Rio de Janeiro, tendo como principais professores Marcos Vinício Nogueira, Roberto Macedo Ribeiro e Rodolfo Caesar. Participou da XVIII Bienal Brasileira de Música Contemporânea e do XXV Panorama da Música Brasileira Atual.

Paisagens: Japão (obra em estreia mundial, vencedora do Prêmio Funarte de Composição Clássica em 2012), inspirada em um imaginário oriental, emprega diversas técnicas em seu único movimento, como o uso de vetores intervalares no tratamento harmônico e de estruturas minimalistas. A obra é fruto de pesquisas sobre a música tradicional japonesa e seus instrumentos característicos, com efeitos que remetem à sonoridade produzida por alguns deles, e com a inclusão, na orquestração, de um dos tambores genericamente designados como taiko.

Intérpretes
flauta Rubem Schuenck – rubem_schuenck@yahoo.com.br
violino Inah Kurrels Penainahkurrelspena@hotmail.com
violino Tais Soares – taisviolino@yahoo.com.br
viola Ana Luíza Lopesanaluizalopesviola@hotmail.com
violoncelo Marzia Miglietta – marziamiglietta@yahoo.it
percussão Rafaela Calvet – rafaelacalvet@hotmail.com
percussão Edmere Sales Ferreirapercussaoedmere@gmail.com

 

J. Orlando Alves (José Orlando Alves, jorlandoalves2006@gmail.com, Lavras/MG, 13/3/1970) é bacharel e mestre em composição musical pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, doutor em música pela Universidade Estadual de Campinas, e professor adjunto de composição musical da Universidade Federal da Paraíba. Integra o grupo Prelúdio 21 e participou de diversos Panoramas e Bienais de Música Brasileira Contemporânea. Foi premiado no Primeiro Concurso Funarte de Composição e no VII Concurso Nacional de Composição Musical do Ibeu; recebeu Menção Honrosa no Concurso Nacional de Composição Camargo Guarnieri e a Bolsa Funarte de Estímulo à Criação Artística para composição de cinco peças sinfônicas. Publicou artigos nas revistas Claves e Hodie, e participa de congressos e de colóquios.

A série de peças que recebe o título de Introspecções (obra em estreia mundial, encomendada pela Funarte em 2012) está baseada nas alternâncias súbitas de andamentos − mudanças do rápido para o lento e vice-versa. Os materiais temáticos também são contrastantes e construídos a partir dos intervalos de trítono e de semitom, presentes em grande parte das obras do compositor. Após uma breve introdução, são introduzidos pequenos motivos relacionados aos andamentos rápidos, desenvolvidos no decorrer da peça. O caráter lento e introspectivo retorna, de forma obsessiva, como “duas faces da mesma moeda”, contrastando com o andamento rápido.

Intérpretes
violoncelo Hugo Pilger – hugopilger@gmail.com
piano Lucia Barrenechealucia.barrenechea@gmail.com

 

Silvio Ferraz (Silvio Ferraz Mello Filho, silvioferrazmello@gmail.com, São Paulo/SP, 25/10/1959) leciona composição na Universidade Estadual de Campinas desde 2002 e ingressou recentemente como professor na Universidade de São Paulo. Idealizador e fundador do grupo Camerata Aberta, é autor dos livros Música e Repetição e Livro das Sonoridades; escrever sobre composição e compor são duas paixões que dialogam em sua trajetória. Tem obras apresentadas em festivais nacionais desde 1985. No Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, foi diretor pedagógico em 2009, e diretor artístico em 2010. No mestrado, estudou cantos de pássaros; no doutorado, a música e a repetição; na livre docência, o tempo musical.

Enquanto escrevia o Segundo Responsório (obra em estreia mundial, encomendada pela Funarte em 2012), o compositor recebeu a notícia de falecimento de Dércio Marques, cantador daqueles que se diz ter voz inata, e que explorava de tudo em suas invenções musicais. Durante um dos festivais de inverno de Ouro Preto, Dércio criou, para uma aula de Smetak, seu Concerto de arames e pássaros. Como o vento, Dércio sempre passava rápido ou devagar, mas nunca parava. Esse Responsório procura manter esta imagem do amigo e foi, primeiramente, intitulado Responsório de Vento. A peça é como um vento sem rumo, passando pelas cordas do violoncelo e do piano e ressoando na noite dos sopros. Pode-se dizer que ela é um concerto de câmara para violoncelo, sem nenhuma relação direta que cite Dércio e sua música, mas em um constante diálogo com ele.

Intérpretes
GNU:
violoncelo solo Kalyne Teles Valente kalynevalente@hotmail.com
flauta Maria Carolina Cavalcantimcarolcavalcanti@yahoo.com.br
clarineta Maurício Silvamauricioclarineta@yahoo.com.br
piano Pablo Panaropablopanaro2007@yahoo.com.br
direção artística e regência Marcos Lucasm.v.lucas@uol.com.br

 

Paulo Cesar Santana (Paulo Cesar Santana e Silva, paulocsantana@gmail.com, Salvador/BA, 13/4/1976), graduando em composição e regência pela Universidade Federal da Bahia, teve como mestres Paulo Costa Lima, Agnaldo Ribeiro e Wellington Gomes. Participou de masterclasses com Jon Appleton, Antonio Borges Cunha, Paulo C. Chagas, Ernst Helmuth Flammer e Felipe Lara. Como bolsista do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq), realizou a pesquisa intitulada Estudo sobre ‘modos de compor’ dos estudantes do Curso de Composição da Escola de Música da Universidade Federal da Bahia”, orientado por Paulo Costa Lima.

Opaxorô (obra em estreia mundial, vencedora do Prêmio Funarte de Composição Clássica em 2012) baseia-se em mitologia sobre a criação do mundo, segundo a tradição africana dos orixás, onde Oxalá, irritado com outra entidade, lança seu cajado (o opaxorô) e separa os espaços dos deuses e dos homens. A peça, construída a partir de elementos tradicionais, utiliza fragmentos e mutações de um padrão rítmico do universo afro-baiano, o Alujá de Xangô. Ela procura criar planos fortemente dinâmicos que, ao mesmo tempo, passem para o ouvinte uma sensação de estaticidade. Esses elementos antagônicos simbolizam a natureza dos orixás, deuses de comportamentos humanos.

Intérpretes
GNU:
flauta Maria Carolina Cavalcantimcarolcavalcanti@yahoo.com.br
clarineta Maurício Silvamauricioclarineta@yahoo.com.br
violino Ayran Nicodemoayranviolino@yahoo.com.br
violoncelo Murilo Alves
piano Antonio Zivianiaeliaziviani@yahoo.com.br
direção artística Marcos Lucasm.v.lucas@uol.com.br

 

Caio Senna (Caio Nelson de Senna Neto, caiosenna@gmail.com, São Paulo/SP, 11/10/1959) ganhou, do Prêmio Icatú de Artes, uma bolsa de residência artística de um ano na Cité Internationale des Arts, em Paris, de agosto de 2011 a julho de 2012. Durante esse período, compôs 17 peças, parte das quais apresentada em dois concertos no Auditorium dessa instituição. Integra o grupo de compositores Prelúdio 21; há cinco anos, é um dos produtores da série “Prelúdio 21 – Compositores do Presente”, no Centro Cultural Justiça Federal, Rio de Janeiro. O último CD desse grupo foi indicado para o Grammy 2012 na categoria melhor CD de música clássica.

Cidades visíveis (obra em estreia mundial, encomendada pela Funarte em 2012) foi composta durante o período de residência em Paris. Seu material sonoro, especificamente as alturas, foi compilado do Harmony Book, de Elliott Carter, e a forma, inspirada no livro Cidades invisíveis, do escritor ítalo-cubano Ítalo Calvino.

Intérpretes
GNU:

flauta Maria Carolina Cavalcantimcarolcavalcanti@yahoo.com.br
clarineta Maurício Silvamauricioclarineta@yahoo.com.br
violino Ayran Nicodemoayranviolino@yahoo.com.br
violoncelo Marcus Ribeiro marcusbach10@gmail.com 
piano Antonio Zivianiaeliaziviani@yahoo.com.br
vibrafone Rafaela Calvet – rafaelacalvet@hotmail.com
direção artística Marcos Lucasm.v.lucas@uol.com.br

Tadeu Taffarello (Tadeu Moraes Taffarello, tadeutaffarello@gmail.com, Jundiaí/SP, 20/10/1978) é compositor, pesquisador de música e professor na Universidade Estadual de Londrina/PR. Sua formação superior em música foi na Universidade Estadual de Campinas: graduação em composição, mestrado e doutorado em análise musical. Busca pesquisar possíveis pontes entre essas duas sub-áreas, e coordena o grupo de pesquisa “A análise como suporte para a composição musical”. Tem como principais inspiradoras as obras de Olivier Messiaen, Luciano Berio, Almeida Prado, Silvio Ferraz e outros mais.

O despertar de Lázaro (obra em estreia mundial, vencedora do Prêmio Funarte de Composição Clássica em 2012) tem seu ponto de partida no capítulo 11 do Evangelho de João. Nas três partes da peça, os textos da solista são: a) o recado de Marta e Maria a Jesus e a delonga de Jesus em Jerusalém; b) as falas de Marta; c) as falas de Maria. As falas das pessoas do povo são pronunciadas pelos instrumentistas, próximo ao final. Os textos atribuídos a Jesus ou a seus apóstolos são sonoramente contextualizados, e não falados. A partitura indica outros trechos do Evangelho extraídos do mesmo capítulo, que não são pronunciados, mas indicam o caráter da interpretação. De uma maneira geral, a peça tem o caminhar sonoro de algo bem escuro para algo de um brilho intenso, assim como o destino de Lázaro, da gruta para a Luz do Mundo.

Intérpretes
GNU:
soprano Diana Maronmaron.diana@gmail.com
clarineta e sax Maurício Silvamauricioclarineta@yahoo.com.br
violão Gabriel Lucenagabriel.albuq@hotmail.com
violino Ayran Nicodemoayranviolino@yahoo.com.br
violoncelo Thais Ferreira thais.cello@hotmail.com
trombone João Luiz Areiasjlareias@uol.com.br
trompa Alessandro Jeremias -alestrompa@gmail.com
piano Pablo Panaropablopanaro2007@yahoo.com.br
regente e direção artística Marcos Lucasm.v.lucas@uol.com.br

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