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Compositores e Intérpretes

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28 de setembro de 2013 −sábado, 19h

L. C. Csekö (Luiz Carlos Csekö, lccseko@gmail.com, Salvador/BA, 10/2/1945), coordenador e diretor de eventos voltados para a formação de público, é um expoente no cenário da música experimental. É diretor executivo, fundador e coordenador do ENSEMBLE BATUCADANÁRQICA, PAN ENSEMBLE, e criou a Oficina de Linguagem Musical, que atua em projetos de âmbito nacional, voltada para público profissional, leigo e crianças. Participante ativo dos principais encontros no Brasil e autor de vários artigos sobre música e composição, leciona nos Seminários de Música Pró Arte e no Conservatório Brasileiro de Música, onde é Coordenador de Composição.

Noite do Catete 10 (obra em estreia mundial, encomendada pela Funarte em 2012) trabalha com um denso enlear idiossincrático de cordas friccionadas. Combina a sonoridade tradicional com a rascante produção por pressão excessiva nas cordas. Um contraponto aleatório de blocos texturizados por compactação e amplificação, de improvisação com elementos determinados, propele a peça, registrada em notação gráfica híbrida. Delgadas colunas de luz vermelha transfixam o intérprete em imagem cênica. Baliza-se poeticamente pela epígrafe de Paulo Leminski: “…a vocês eu deixo o sono. o sonho não. esse, eu mesmo carrego.”

Intérpretes
violino Tomaz Soarestomazviolin@gmail.com
light/scenic/sonic design, amplificação Luiz Carlos Csekölccseko@gmail.com


Felipe de Almeida Ribeiro
(ribeiro.lipe@gmail.com, Curitiba/PR, 22/9/1980) estudou composição e computação musical e é doutor em composição musical pela State University of New York at Buffalo. Sua música tem sido executada e premiada nos Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Hungria, Brasil, Inglaterra e México, e interpretada por artistas e conjuntos, como New York New Music Ensemble, Luciane Cardassi, Norrbotten Neo e THReNSeMBle. É professor assistente na Escola de Música e Belas Artes do Paraná, onde leciona composição, acústica, contraponto e tecnologia musical. Lidera o Grupo de Pesquisa Núcleo Música Nova e é o coordenador geral do SiMN (Simpósio Internacional de Música Nova e Computação Musical).

No desalinho triste de minhas emoções confusas (obra em estreia mundial, vencedora do Prêmio Funarte de Composição Clássica em 2012) procura ‘dilatar’ o piano, explorando sonoridades marginalizadas dentro do tradicional repertório deste instrumento. Por meio de técnicas estendidas e processamento em tempo real, via computador, essa obra apresenta um leque sonoro de natureza frágil, convidando o ouvinte a desenvolver uma percepção atenta e reflexiva.

Intérpretes
piano Tatiana Dumastatianadumas@gmail.com
difusão Felipe de Almeida Ribeiroribeiro.lipe@gmail.com


Rodrigo Cicchelli
(Rodrigo Cicchelli Velloso, rodcv2@hotmail.com; rodcv@acd.ufrj.br, Rio de Janeiro/RJ, 9/7/1966) graduou-se em composição pelo Instituto Villa-Lobos, na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, e cursou o doutorado em composição de música eletroacústica na University of EastAnglia/Inglaterra, além do Cursus de Compositionet d’Ínformatique Musicale  no Institut de Recherche ET Coordination Acoustique/Musique (IRCAM), em Paris. Sua produção composicional foi premiada em eventos como o Concorso Internazionale Luigi Russolo e a Tribune Internationale de Musique Électroacoustique, da UNESCO. É professor associado do Departamento de Composição Musical da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro e integra o grupo interdisciplinar Concha, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, voltado para o desenvolvimento das artes e ciências do som. Na Rádio MEC/FM, produz e apresenta o programa radiofônico Eletroacústicas, fruto de um convênio entre a Universidade Federal do Rio de Janeiro e a Empresa Brasil de Comunicação, que vai ao ar toda quarta-feira à meia-noite.

O título Seis estudos de allures (obra em estreia mundial, encomendada pela Funarte em 2012) remete aos vários significados possíveis da palavra francesa allure, relacionados às ideias de velocidade, passo, andadura, e ainda ao aspecto ou à aparência de algo. “Avoir de l’allure” significa “ter estilo” e “à toute allure” quer dizer “a toda velocidade”. Pierre Schaeffer utiliza o termo com um de seus sete critérios de percepção musical. A allure estaria relacionada à fase de sustentação de um som, à sua vida interna, inflexão ou vibrato. Num certo sentido, é a ideia de vibrato generalizado, com influência sobre outros aspectos do som, como o timbre harmônico e o grão. Nesses estudos, cujas durações variam de 35” a 2’40”, o compositor partiu da acepção schaefferiana para compor uma peça que remete aos primórdios da música eletroacústica.

Intérpretes
flauta Eduardo Monteiroemonteirobr@gmail.com
piano Flavio Augusto – flavioaugustodeoliveira@gmail.com
difusão Rodrigo Cicchelli Vellosorodcv2@hotmail.com


Bryan Holmes (Bryan Homes Díaz, wayatan@gmail.com, Santiago do Chile, 27/4/19891), compositor, produtor e pesquisador chileno, residente no Brasil, é mestre pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, orientado por Vania Dantas Leite, e bacharel pela Pontifícia Universidade Católica de Valparaiso, Chile, onde estudou com Eduardo Cáceres. Foi bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), tem obras premiadas e estreadas em vários países da Europa e das Américas, partituras editadas na Periferia Sheet Music (Barcelona/Moscou) e discos editados em diversos países. Espacializador e executante de liveelectronics, integra o 2dB duo com a soprano/bailarina/atriz Doriana Mendes, apresentando-se em palcos da América Latina e Europa. É improvisador multi-instrumentista no duo Pajelança Eletrônica com o guitarrista Francisco Frias, membro da Rede de Arte Sonora Latinoamericana e da Comunidade Eletroacústica do Chile. Coordenou o curso de Música e Tecnologia no Conservatório Brasileiro de Música, onde lidera o Laboratório de Sonologia e ensina composição, orquestração, música eletroacústica e tecnologia musical.

Glosa de clímax púrpura (obra em estreia mundial, vencedora do Prêmio Funarte de Composição Clássica em 2012), obra composta em função do seu clímax, apresenta um arco dramático onde a tensão é acumulada através do tratamento harmônico, tímbrico e gestual, resolvendo, após atingir o ápice principal, numa coda menos frenética. Dentre outros sons, utiliza os de fontes instrumentais Mapuche (www.jacobinodiscos.cl/discos/mapuche_samples.html) e de gongos indianos, sinos tibetanos, saltério, tambor de mola, síntese e algumas amostras extraídas de multitracks de canções de rock.

Intérprete
difusão Bryan Holmeswayatan@gmail.com


Jocy de Oliveira
(Jocy Maria Carvalho de Oliveira de Carvalho, jocy@jocydeoliveira.com; jocy.oliveira@terra.com.br, Curitiba/PA, 11/4/1936) é pioneira no desenvolvimento de um trabalho multimídia no Brasil. Recebeu prêmios de instituições como as Fundações Guggenheim, Rockfeller, Bogliasco, e também da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do New York Council on the Arts. É membro da Academia Brasileira de Música. Suas obras são apresentadas em teatros e festivais no Brasil, Europa, China, EUA, México, e foi homenageada pelo Festival Internacional de Campos do Jordão, em 2007. É a primeira entre os compositores nossos a compor, roteirizar e dirigir suas óperas, cujo sentido tradicional reformula. Em 2008, o Instituto Oi Futuro (RJ) promoveu, durante dois meses, uma retroprospectiva desses trabalhos, visitada por cerca de 20 mil pessoas. Nesse ano, lançou um box com quatro DVDs, compilando seis óperas, com distribuição internacional pela NAXOS Video Library. Minhas óperas multimidias – Revisitando Stravinsky e Berio sem censura estrearam no Theatro Municipal do Rio de Janeiro e Sesc São Paulo em 2010 e 2012. Foi solista sob a regência de Stravinsky e apresentou em estreia mundial obras a ela dedicadas por Xenakis, Berio, Santoro, Cage. Como pianista e compositora, gravou 22 discos em vários países, inclusive a obra pianística de Olivier Messiaen, para o selo NAXOS. É autora de quatro livros publicados no Brasil e nos EUA; um outro será lançado no Brasil em outubro de 2013 e na França em 2014.

Interlúnio (obra em estreia mundial, encomendada pela Funarte em 2012) significa fases escuras da lua. Interlúnio V integra uma série de seis interlúnios compostos para instrumentos acústicos e eletrônica. A parte eletroacústica dessa obra foi construída a partir de um oboé e alguns instrumentos de percussão. Uma introdução do solista explora texturas e a liquidez do sopro, até mesmo na água. O instrumentista interage com a parte eletroacústica, utilizando livremente o material determinado no início da peça.

Intérpretes
oboé Ricardo Rodriguesrodrigues@online-oboe.de
difusão Jocy de Oliveirajocy@jocydeoliveira.com e jocy.oliveira@terra.com.br

Caio Pierangeli (Caio Tikaraishi Pierangeli, caio.pierangeli@gmail.com, São Bernardo do Campo/SP, 24/8/1987) fez sua iniciação musical ouvindo o pai violonista, e foi ao violão que se introduziu na prática musical. Na pré-adolescência, mudou-se para o Japão, onde aprofundou seus estudos no universo sonoro. Foi percussionista da Orquestra Yahagui e teve as primeiras aulas de composição e regência no conservatório de Okazaki. Retornando ao Brasil, ingressou no curso de composição na Universidade Estadual de Maringá, onde é membro e pesquisador do Laboratório de Pesquisa e Produção Sonora, coordenado por Marcus Alessi Bittencourt e Rael Bertarelli Gimenes Toffolo.

A inspiração inicial para criar La coupe et le café (obra em estreia mundial, vencedora do Prêmio Funarte de Composição Clássica em 2012) veio da sensação, experimentada pelo compositor, de que a manhã é o único momento tranquilo e silencioso do dia, em que ele está consigo mesmo. Assim, ele observa e escuta os sons ao redor, enquanto faz o café da manhã. A peça é uma tentativa de mapear dois mundos − o referencial sonoro da xícara de café e seu distanciamento, a partir de transformações e de outros meios, na procura de fazer emergir alguma relação gestáltica que possa ser percebida e detectada nos objetos sonoros. Pode-se considerar que, estruturalmente, a obra se organiza em torno de uma grande transformação, permeada, de certa forma, por uma área de tônica e outra de dominante, para depois retornar à sua origem.

Intérprete
difusão Caio Pierangeli - caio.pierangeli@gmail.com


Marcus Alessi Bittencourt
(alessi@music.columbia.edu, Garland/Texas/EUA, 4/2/1974) foi discípulo de Willy Corrêa de Oliveira, e é doutor em Composição Musical pela Universidade Columbia de Nova York, onde estudou com Joseph Dubiel, Fred Lerdahl e Tristan Murail, com bolsa de estudos da Andrew Mellon Foundation. Sua lista de obras inclui peças para orquestra, grupos de câmara, coro, instrumentos solistas e óperas, além de peças eletroacústicas. É professor de composição, teoria e computação musical na Universidade Estadual de Maringá, onde criou e coordena o Laboratório de Pesquisa e Produção Sonora.

Quatro tempos metálicos (obra em estreia mundial, vencedora do Prêmio Funarte de Composição Clássica em 2012) para piano solo com modulação em anel quádrupla pede o processamento eletroacústico em tempo real do piano via computador, de certa maneira implementando uma proposta análoga à de um piano preparado, mas sem a necessidade de uma intervenção física nas cordas do instrumento e com uma precisão cirúrgica quanto ao resultado sonoro exato do procedimento. Tal processamento digital faz com que cada nota do piano seja transformada em diferentes instrumentos de percussão, parecendo gongos ou percussões metálicas. As indicações de andamento sugerem os estados de espírito básicos para os quatro tempos da obra: Eloquente, Cantabile, Pulsante e Furioso.

Intérprete
piano e difusão Marcus Alessi Bittencourtalessi@music.columbia.edu


Vania Dantas Leite
(vaniadantasleite@gmail.com, Rio de Janeiro/RJ, 13/8/1945), compositora, pianista, regente, Doutora em Música pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, dedica-se à música contemporânea, desenvolvendo pesquisas e atividades no Brasil e no exterior. Recebeu prêmios importantes como o 1º lugar no Concurso Nacional de Composição (1972), o 3º lugar no Concurso Internacional de Regência dedicado às obras de W. A. Mozart (RJ, 1973), o prêmio Programa de Bolsas RioArte (1996)  e o Prêmio da Rockefeller Foundation (Foundation’s Study and Conference Center in Bellagio, 2003). Entre 1981 e 2012,  integrou o quadro de professores da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, onde criou a disciplina Música Eletroacústica, em 1986, e o Estúdio de Música Eletroacústica do Instituto Villa-Lobos, em 1992. Entre suas atividades no exterior, participações em congressos, concertos e festivais, como Sonidos de las Américas no Teatro do Carnegie Hall, New York (1996) e EMS09 International Conference, Buenos Aires (2009).

O título Memórias abstratas e abstraídas (obra em estreia mundial, encomendada pela Funarte em 2012) tem o objetivo de descrever o processo composicional da obra. A inspiração vem do texto de S. Emmerson, intitulado The relation of language to materials, onde os termos sintaxe abstrata e sintaxe abstraída referem-se a dois princípios básicos de organização da linguagem musical: a criação e manipulação de formas criadas abstratamente, como, por exemplo, a música de partitura e a criação e manipulação de formas desenhadas diretamente da natureza intrínseca dos sons, abstraídas (ou extraídas) da percepção de um material sonoro em si. A intenção desta obra foi confrontar estes dois processos composicionais, aqui representados pelas duas partes que a compõem: a primeira, instrumental, e a segunda, eletroacústica. Ainda, com relação ao termo memórias, a peça cita dois trechos do repertório musical tradicional. O primeiro no piano (39 primeiros compassos da Burlesque I, de Bela Bartók) e o segundo no tímpano (fragmento do 2º mov. da 9ª de Beethoven).

Intérpretes
ABSTRAI ensemble:
flauta Pauxy Gentil-Nunespauxygnunes@gmail.com e pauxy@uol.com.br
clarineta José Batista Jr.batistajunior@hotmail.com
sax Pedro Bittencourtcontact@pedrobittencourt.info
contrabaixo Alexandre Brasilalexandre.alexbrasa@gmail.com
piano Katia Baloussierkballoussier@gmail.com
percussão Daniel Seraledserale@hotmail.com
percussão Tiago Calderanotiagocalderano@hotmail.com
difusão Vania Dantas Leitevaniadantasleite@gmail.com
regente Cinthia Alireticinthiaalireti@gmail.com
direção artística Pedro Bittencourtcontact@pedrobittencourt.info

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