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Compositores e Intérpretes

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27 de setembro de 2013 –sexta-feira, 19h

Carlos dos Santos (Carlos Roberto Ferreira dos Santos, carlosvibrafone@gmail.com, São Paulo/SP, 4/11/1990) iniciou os estudos musicais com seu pai. Aos 7 anos, ingressou na Universidade Livre de Música Tom Jobim, atual Escola de Música do Estado de São Paulo (EMESP), onde se formou em dois cursos: percussão popular com Ari Colares, e percussão erudita com Alfredo Lima, da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. Orientado por Ricardo Bologna, é bacharel em percussão pela Universidade de São Paulo. Desenvolve seu trabalho de composição sob orientação de Aylton Escobar. Foi premiado no I Concurso de Jovens Solistas do Departamento de Música, da Escola de Comunicações e Artes/Universidade de São Paulo, com o Prêmio Nascente, na categoria solista instrumental; no II Concurso de Composição da Orquestra de Câmara da Universidade de São Paulo; recebeu encomenda de obra sinfônica para a temporada 2013 da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, após obter o primeiro lugar no IV Festival Tinta Fresca, dessa orquestra.

Japiim nº7 (obra em estreia mundial, vencedora do Prêmio Funarte de Composição Clássica em 2012) foi dedicada a Toninho Carrasqueira e integra uma série de peças com flauta, onde o instrumento é tratado como o passarinho que consegue imitar diversos cantos, mas não tem um canto que o caracterize.

Intérpretes
flauta Antônio Carlos Carrasqueiraantoniocarrasqueira@yahoo.com.br
Orquestra Sinfônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (naipe de cordas)
regente Cláudio Cruzclaudiopcruz@uol.com.br

Jorge Antunes (Jorge de Freitas Antunes, antunes@jorgeantunes.com.br; antunes@unb.br, Rio de Janeiro/RJ, 23/4/1942) formou-se em violino, composição e regência. Em 1961, destacou-se como precursor da música eletrônica no Brasil, ao mesmo tempo em que ingressava no curso de física da então Faculdade Nacional de Filosofia. Realizou estudos pós-graduados em composição no Instituto Torcuato Di Tella, de Buenos Aires, na Universidade de Utrecht e no Groupe de Recherches Musicales de l’ORTF. Fez o doutorado em estética musical na Universidade de Paris VIII. Em 1973, ingressou no corpo docente da Universidade de Brasília, onde foi professor titular de composição musical até 2011, quando se aposentou. É pesquisador sênior na Universidade de Brasília e pesquisador do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq). Obteve vários prêmios nacionais e internacionais. É membro da Academia Brasileira de Música e presidente da Sociedade Brasileira de Música Eletroacústica.

Quê que a gente faz, concertino para violão, orquestra de cordas e sons pré-gravados (obra em estreia mundial, encomendada pela Funarte em 2012) tem sua gênese na invasão da ocupação conhecida como Pinheirinho, em São José dos Campos/SP, pela Polícia Militar de São Paulo e pela Guarda Civil Metropolitana da cidade, a 22/1/2012. A violenta desocupação da comunidade ficou conhecida como “Massacre do Pinheirinho”. Um repórter estava junto à comunidade no momento da invasão e gravou os sons de tiros, bombas e gritos do povo e das crianças. “Quê que a gente faz?”- foi uma das frases gritadas, repetidas vezes, por uma mulher que tentava proteger seus filhos. A inflexão é cromática e descendente. É com essa célula melódica que o concertino é desenvolvido. Na parte intermediária da obra, o compositor usa trecho da gravação sonora dos momentos dramáticos da invasão.

Intérpretes
violão Álvaro Henriquealvaroguitar@gmail.com
difusão Marcelo Carneiro de Lima marcelo.arcos2@gmail.com 
Orquestra Sinfônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (naipe de cordas)
regente Cláudio Cruzclaudiopcruz@uol.com.br

Marcos Lucas (Marcos Vieira Lucas, m.v.lucas@uol.com.br, Rio de Janeiro/RJ, 3/9/1964), formado em composição e educação musical pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, fez mestrado na Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1994. Entre 1995 e 1999, como bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), doutorou-se em composição musical na University of Manchester, na Inglaterra, e proferiu seminários, masterclasses e palestras sobre composição musical e música brasileira em universidades britânicas. Entre outros prêmios, recebeu o 2º lugar no Procter Gregg Award, na Inglaterra, e o 1º lugar no VI Concurso Nacional Funarte de Composição Musical, na categoria Orquestra Sinfônica. Foi ainda finalista nos concursos de composição “Camargo Guarnieri” (2008) e “Tinta Fresca” (2011). Representou o Brasil em festivais como ISCM World Music Days (International Society for Contemporary Music), em Ljubliana; State of the Nation, em Londres; VI Festival de Música Contemporânea Tres Cantos, em Madrid; Festival Spazio 900, em Cremona. Foi compositor convidado na Wesleyan University (2012, Illinois), onde desenvolveu atividade pedagógica e dirigiu obras suas. Sua produção inclui três óperas: Inferno Verde, estreada no Queen Elisabeth Hall, em Londres; O pescador e sua alma, que recebeu 32 récitas nos Centros Culturais do Banco do Brasil, em Brasília e no Rio de Janeiro; Stefan and Lotte in paradise, sobre Stefan Zweig, estreada na University of Salford / BBC / Media City UK. É professor associado de composição, harmonia, análise e música de câmara na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, onde dirige, desde 2003, o grupo de música contemporânea GNU, e também integra outro grupo de compositores, o Prelúdio 21.

Sortilégios (obra em estreia mundial, encomendada pela Funarte em 2012) é um concerto para violoncelo e cordas dedicado ao violoncelista Hugo Pilger. O título alude às diversas “janelas” estilísticas abertas, em determinados momentos, nesta obra de linguagem eclética. O primeiro movimento, Leve, transparente e preciso, apresenta inicialmente uma atmosfera onírica e transparente, que aos poucos ganha energia para um grande clímax e uma subsequente distensão ao final. O segundo, Decidido, é um rondó que alterna seções de caráter lírico com outras mais burlescas. O terceiro, Pesaroso, concentra grande carga emocional: uma pequena cadência de natureza melancólica, no violoncelo solo, amplia-se, aos poucos, numa polifonia de grande expressividade e variedade textural, nas seções seguintes.

Intérpretes
violoncelo Hugo Pilger – hugopilger@gmail.com
Orquestra Sinfônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (naipe de cordas)
regente Cláudio Cruzclaudiopcruz@uol.com.br

Mario Ferraro (Mario Jacinto Ferraro Junior, marioferraro@me.com, Franca /SP, 6/12/1965) fez carreira como pianista, compositor, arranjador, regente de coros, produtor e diretor de música nas áreas de música popular, teatro e cinema/vídeo documentário. Ganhou o primeiro prêmio no Concurso Nacional de Composição Camargo Guarnieri, em 2005, com sua Abertura Sinfônica Brasília. Sua música tem sido divulgada internacionalmente, a partir da estadia em Londres para a realização de doutorado em composição na City University (2007-2012). Dentre as obras que estreou naquela cidade, destacam-se a ópera de câmara The Moonflower (2011) e a ópera Ahayiuta e o Comedor de nuvens (2013), primeira de uma série de cinco óperas curtas dedicadas a crianças em condições de saúde restritivas, sob encomenda da Maternik Foundation/UK. Recentemente, recebeu apoio da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro ao seu projeto de criação artística Guanabara – Quadros para Orquestra, inspirado nos diversos ecossistemas da Baía de Guanabara. O compositor define-se como sendo essencialmente um músico de teatro, meio em que atuou por quase duas décadas, quando estabeleceu as bases e ferramentas que posteriormente utilizaria como criador de música de concerto.

A Estrada do Rio Morto (obra em estreia mundial, vencedora do Prêmio Funarte de Composição Clássica em 2012) teve o título inspirado na localidade de mesmo nome, situada no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste da cidade do Rio de Janeiro. Sua paisagem, bela, embora degradada, serviu de mote para uma evocação musical subjetiva da luz solar que ali incide, diversa e contrastante, a cada fase do dia.

Intérpretes
Orquestra Sinfônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (naipe de cordas)
regente Cláudio Cruzclaudiopcruz@uol.com.br

Matheus Bitondi (Matheus Gentile Bitondi, matheux@yahoo.se, Ribeirão Preto/SP, 16/2/1979) formou-se no Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista, instituição pela qual é mestre. Atua como professor na Faculdade Santa Marcelina e na Faculdade Cantareira, em São Paulo. Como compositor, tem obras executadas no Auditório Ibirapuera, em São Paulo, na Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro, e no Teatro Oi Futuro Klauss Vianna, em Belo Horizonte; por grupos como a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, o Quarteto Continental e a Banda Sinfônica do Estado de São Paulo. Foi premiado no Concurso Nacional de Composição “Camargo Guarnieri”,  promovido pela Orquestra Sinfônica da Universidade de São Paulo, e no String Quintet Contest for Brazilian Composers, da Kean University, EUA.

Impropérios harmônicos em palavras afáveis (obra em estreia mundial, vencedora do Prêmio Funarte de Composição Clássica em 2012) – “Im.pro.pé.ri.o”, s.m., discurso ofensivo e injurioso, ultraje, afronta, ofensa, reprimenda, insulto. Ouvem-se dissonâncias rudes, harmonias tensas, melodias grotescas, notas atacadas com violência, gestos agressivos dos arcos, timbres estridentes, urros, ruídos desagradáveis, agudos incômodos como gritos, graves roucos e assustadores, intensidades extremas à beira do insuportável, texturas ásperas, sonoridades repulsivas etc… porém, é música.

Intérpretes
Orquestra Sinfônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (naipe de cordas)
regente Cláudio Cruzclaudiopcruz@uol.com.br


Paulo Costa Lima
(paulocostalima@terra.com.br, Salvador/BA, 26/9/1954) completa 30 anos de Bienais, em 2013. “Neste breve espaço curricular gostaria de privilegiar aquilo que é essência − o amor de transferência com relação à causa da criação musical e tudo que ela mobiliza e desencadeia (inclusive este texto): o sabor da palavra resistência, o desafio da palavra consciência. Soa heróico, mas é também artesanato do sobreviver, amor de si. Estamos aqui para tentar, diz nossa causa experimentadora, e também para o encontro. Nasci e cresci na Bahia fazendo parte de um obstinado movimento de composição musical que permanece gerando frutos. Podemos contabilizar mais de 1.200 obras compostas, entre 1963 e 2013, por um coletivo de mais de 50 compositores − a maioria tendo sido estreada. Destaca-se a atuação recente da OCA − Oficina de Composição Agora, para a qual tive a honra de ser uma voz inspiradora. Para esse acervo, contribuí até hoje com 100 obras, que geraram 350 performances em muitos centros musicais. Como pesquisador do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq), tenho grande interesse pela relação entre composição e cultura, pela rítmica afro-baiana e pelo ensino do compor. Já publiquei cinco livros que aprofundam esses temas. Ao longo dos anos, várias atividades de ensino, de pesquisa e ‘di-gestão’ (diretor, pró-reitor e secretário de cultura da cidade). O trocadilho remete à antropofagia, uma coisa comendo a outra, filosofia do compor que entendo ampliado, luta e sagacidade para inscrever diferenças constitutivas pelas entrelinhas de discursos colonizadores, mesmo os bem intencionados. E, certamente, podemos tramar muito mais ainda.” Confira: www.composicaoecultura.com e www.pclufba.wordpress.com.

Bahia concerto 2012 (obra em estreia mundial, encomendada pela Funarte em 2012) − concerto responsorial afro-baiano. Uma peça sobre a Bahia, não apenas de dentro, mas também como vista e construída de fora, especialmente no Rio da Rádio Nacional. Transferência desses traços de melodia e identidade para o plano estrutural e embate expressivo entre hexacordes de teclas brancas e pretas. Gestos afro-baianos. Alusões a muitas coisas que a antropofagia baiana permite e acalenta. Humor e non-sequitur. Referências que tudo unificam, mas que também se escondem no tecido da obra.

Intérpretes
piano Aleyson Scopelaleysonscopel@hotmail.com
Orquestra Sinfônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (naipe de cordas)
regente Cláudio Cruzclaudiopcruz@uol.com.br

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