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Compositores e Intérpretes

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6 de outubro de 2013 –domingo, 17h

Roberto Victorio (Roberto Pinto Victorio, sextantemt@hotmail.com, Cuiabá/MT, 19/12/1969), mestre em composição e doutor em etnomusicologia, tem trabalhos de pesquisa voltados para a música ritual da etnia Bororo, de Mato Grosso. Seu catálogo inclui mais de 200 obras, executadas e gravadas nos principais eventos musicais, no Brasil e no exterior, e que receberam prêmios como o Latino Americano, no Uruguai; Contrechamps, em Genebra; Festival Internacional de Budapest; Sociedade Internacional de Música Contemporânea, na Romênia; Tribuna Internacional de Compositores, da Unesco; Oldenburg, na Alemanha. Como regente, atuou na Orquestra de Câmara do Rio de Janeiro e na Orquestra Sinfônica da Universidade Federal de Mato Grosso, com repertório voltado exclusivamente para a produção contemporânea. Em 1986, no Rio de Janeiro, fundou o grupo de câmara Sextante, que dirige, do qual é instrumentista, e que até hoje se dedica à produção musical brasileira contemporânea, em Mato Grosso. É professor de composição, etnomusicologia e estética da música na graduação e no Mestrado em Estudos de Cultura Contemporânea, na Universidade Federal de Mato Grosso, e diretor das Bienais de Música Brasileira Contemporânea de Mato Grosso.

O Tetragrammaton (obra em estreia mundial, encomendada pela Funarte em 2012), que representa em essência o indizível nome de Deus, é o cerne dos escritos do filósofo e alquimista Jacob Bohème e o eixo genético de uma série de dezesseis obras, escritas para diversas formações instrumentais.

Intérpretes
Orquestra Petrobras Sinfônica
regente Roberto Duartemaestroduarte@terra.com.br


Germán Gras
(Germán Enrique Gras, pajaro_gras@yahoo.com.ar, germangras@gmail.com, Santa Fé/Argentina, 13/5/1975) é formado em composição, pelo Instituto Superior de Música da Facultad de Humanidades y Ciencias, da Universidad Nacional del Litoral, em Santa Fé, Argentina. Na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde é mestre em composição pelo programa de pós-graduação e segue doutorado sob a orientação de Celso Loureiro Chaves. Recebeu prêmios e menções na Argentina, na Europa e agora no Brasil, país em que se radicou. Seu principal interesse estético gira em torno da sonoridade, no sentido mais amplo do termo, como elemento germinal e construtivo da criação musical.

Vem molhar os pés à lua (obra em estreia mundial, vencedora do Prêmio Funarte de Composição Clássica em 2012) explora sonoridades provindas de diferentes correntes estéticas. Várias delas ficaram guardadas durante muitos anos, e foram confrontadas com novas, mais recentes, o que deu lugar a conflitos que acabaram por se resolver: na peça, as referências sonoras coexistem, e se misturam e entrelaçam na textura musical. Há citações de Arnold Schoenberg e de Patrício Rey em seus Redonditos de ricota, por exemplo, sem intenções de enfrentamentos. Tais citações são utilizadas como fontes, de onde tais sonoridades simplesmente surgem. O título foi tomado da letra da música Ella también, do disco Kamikaze, de 1982, como homenagem a um manancial de ideias poéticas, o compositor e intérprete argentino Luis Alberto Spinetta (1950-2012).

Intérpretes
Orquestra Petrobras Sinfônica
regente Roberto Duartemaestroduarte@terra.com.br


Pedro Augusto Dias
(Pedro Augusto Silva Dias, pedro@vitrola.com, Itabuna/BA, 28/6/1966) é professor assistente de composição, arranjo, percepção e contraponto na Universidade Federal da Bahia, onde faz doutorado. Dentre as distinções mais recentes que recebeu, destaca-se o Prêmio Fernando Burgos, com a obra Toadas, gravada pela Orquestra de Violões da Universidade Federal da Bahia, sob a sua regência. Atuou como compositor, instrumentista e/ou arranjador com as Orquestras Sinfônicas da Bahia e daquela Universidade, a Orquestra Sinfônica Juvenil da Bahia, a Orkestra Rumpilezz, o Grupo Garagem, Nelson Veras, e com intérpretes como Mou Brasil, Mônica Salmaso e Maria Bethânia. Tem composto música para cinema (O Jardim das Folhas Sagradas, Lindeiras e outros títulos) e para audiovisuais de clientes como a Intrépida Trupe, The New York Times e o canal de TV Food Network.

Movimento concertante I (obra em estreia mundial, vencedora do Prêmio Funarte de Composição Clássica em 2012) é a primeira parte de um tríptico para clarineta solista e orquestra. Um dos outros movimentos foi estreado na XVIII Bienal de Música Brasileira Contemporânea, tendo como solista o clarinetista Cristiano Alves. A obra explora uma relação pouco convencional entre orquestra e solista, contendo trechos em que este se integra ao grupo maior. Foi composta como um dos produtos de pesquisa de mestrado, na qual o autor investiga procedimentos e materiais ligados à “centricidade”: o estabelecimento de centros e pólos de atração tonal, por meios não-tonais, não tradicionais. Nesse movimento, o material de alturas é quase exclusivamente derivado de um conjunto simétrico de nove sons: a coleção “eneatônica”.

Intérpretes
clarineta Paulo Sérgio Santospauloclarineta@gmail.com
Orquestra Petrobras Sinfônica
regente Roberto Duartemaestroduarte@terra.com.br


Mario Ficarelli
(m.ficarelli@uol.com.br, marioficarelli@marioficarelli.com, São Paulo/SP, 4/7/1937) iniciou seus estudos de música aos 17 anos e aos 29 dedicou-se à composição, orientado por Olivier Toni. Conquistou diversos prêmios e tem obras tocadas, editadas e estreadas, no Brasil e no exterior. Atuou como professor no Departamento de Música da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo durante 30 anos, tendo sido eleito diretor por três mandatos. Seu catálogo de obras conta atualmente com mais de 160 composições para diversas formações: solos, câmara, sinfônica e uma ópera.

Parasinfonia (obra em estreia mundial, encomendada pela Funarte em 2012) deveria ser a quinta sinfonia do compositor, para satisfazer a encomenda recebida da Funarte. Entretanto, considerando a duração máxima determinada por essa instituição, optou compor uma sinfonia “extraordinária”, ou seja, de duração mais curta do que as sinfonias convencionais. A obra inicia com uma Introdução, seguida do Allegro Vivo que culmina num tutti em movimento descendente. Segue-se um trecho Lento, com solos de piano, vibrafone, trompete e trombone. Um Presto envolvendo as cordas culmina em uma rápida lembrança do que seria o primeiro movimento, concluído com uma Coda por toda a orquestra.

Intérpretes
Orquestra Petrobras Sinfônica
regente Roberto Duartemaestroduarte@terra.com.br


Guilherme Bauer
(Guilherme Carneiro da Cunha Bauer, bauerguilherme01@gmail.com, Rio de Janeiro/RJ, 1/7/1943), compositor e professor formado exclusivamente no Brasil, iniciou estudos de violino com Iolanda Peixoto, continuados com Oscar Borgerth na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Estudou composição com Cláudio Santoro, análise musical com Esther Scliar, e aperfeiçoou-se com Guerra-Peixe em harmonia, contraponto, fuga, composição e orquestração, constituindo com este último uma sólida e enriquecedora amizade. Seguiu, em seu período inicial, a estética do atonalismo, e adotou, depois, uma linguagem livre, apoiada, muitas vezes, nas nossas tradições musicais populares. Recebeu oito prêmios em concursos de composição, com destaque para o Prêmio Esso de Música, o Prêmio Latino-Americano da Universidade Federal da Bahia, o da Cultura Artística de São Paulo e o da Associação Paulista de Críticos de Arte, bem como a Bolsa Vitae de Artes. Sua Celebração Sinfônica foi comissionada para as comemorações dos 70 anos da Orquestra Sinfônica Brasileira, em 2010. Desde 2006, é membro da Academia Brasileira de Música.

Os Blocos sinfônicos (obra em estreia mundial, encomendada pela Funarte em 2012) trazem estratificações sonoras de texturas ou timbres, formadas por pequenos grupos de instrumentos ou por um ou mais naipes. Essas formações são estruturadas de modo estático ou dinâmico, e entrecortadas, por vezes, com passagens que ligam os blocos.

Intérpretes
Orquestra Petrobras Sinfônica
regente Roberto Duartemaestroduarte@terra.com.br


Ronaldo Miranda
(Ronaldo Coutinho de Miranda, rcmusica@terra.com.br, Rio de Janeiro/RJ, 16/4/1948) estudou composição com Henrique Morelenbaum e piano com Dulce de Saules, na Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Começou sua carreira como crítico de música do Jornal do Brasil e intensificou a atuação como compositor a partir de 1977, quando obteve o 1º Prêmio no Concurso de Composição para a II Bienal de Música Brasileira Contemporânea, na categoria de música de câmera. Recebeu vários prêmios em concursos brasileiros de composição, como o Troféu Golfinho de Ouro e o Prêmio Associação Paulista de Críticos de Arte/APCA de Melhor Obra Orquestral. Laureado no Concurso Internacional de Composição de Budapeste e condecorado com a Ordem das Artes e das Letras pelo governo francês, participou de inúmeros festivais internacionais, como o World Music Days (em Aarhuse e em Budapeste), a X Bienal de Música de Berlim, o Aspekte Festival, em Salzburgo, e as séries Musiques del Nostre Temps, em Palma de Mallorca, e Sonidos de las Américas, em Nova Iorque. Em 2003, foi compositor residente na Brahmshaus de Baden-Baden e, em 2004, estreou seu Concerto para 4 Violões e Orquestra com a Baltimore Symphony e o Brazilian Guitar Quartet. Seus últimos prêmios incluem o Troféu Carlos Gomes e novamente o Prêmio APCA, pela ópera A tempestade. Grande parte da sua produção está registrada em CDs nos selos Naxos, Delos, Granary, Lorelt, EMI, NCA, Kuarup, Dynamic, EGTA, Biscoito Fino e RioArte Digital.

Nos três movimentos de Jogos (obra em estreia mundial, encomendada pela Funarte em 2012), para violoncelo e orquestra, são explorados aspectos rítmicos, melódicos e tímbricos do instrumento solista em relação à massa orquestral, num processo que alterna diálogos, rarefações e superposições das mais variadas texturas.

Intérpretes
violoncelo Antonio Del Claroal.delclaro@gmail.com
Orquestra Petrobras Sinfônica
regente Roberto Duartemaestroduarte@terra.com.br

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