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Funarte Notícias

Publicado em 6 de fevereiro de 2012

Experimentações visuais na Funarte Brasília

Duas exposições – “Entre rios e ruas” e “Estrutura Volátil” – ficarão em cartaz até 11 de março no Distrito Federal

O Complexo Cultural da Fundação Nacional de Artes, em Brasília, recebe, a partir de 9 de fevereiro, o 2º ciclo de exposições do Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2011. “Entre rios e ruas” e “Estrutura Volátil” serão inauguradas às 19h. As duas mostras ficam em cartaz até 11 de março e podem ser vistas, diariamente, das 9h às 21h. A entrada é gratuita.

“Entre rios e ruas”

Uma das vencedoras do Prêmio Funarte de Arte Contemporânea, a artista plástica Isabela Prado apresenta, na Galeria Fayga Ostrower, no Complexo Cultural da Funarte, em Brasília, a exposição “Entre rios e ruas”. Desenhos, fotografias, vídeos, objetos, performances e instalações contam um pouco da história urbanística de Belo Horizonte, cidade natal da artista. A mostra propõe uma reflexão sobre a questão do meio ambiente, que vai sendo moldado e subjugado às necessidades de expansão dos centros urbanos e, ainda, sobre o papel da arte nesse processo.

Um dos destaques, a instalação Repaisagem é formada por uma superfície metálica sobre a qual o visitante poderá montar livremente rios e bacias hidrográficas, a partir de peças magnéticas que replicam trechos de córregos ainda em leito natural na capital mineira.

No vídeo Mapas Mofo, que teve origem a partir de uma série de fotografias, a artista registra o afloramento da umidade abafada dos rios da cidade, e que se manifestava em forma de mofo nas paredes das casas situadas sobre os ribeirões encobertos. O problema também é explorado na série de desenhos Montante/Jusante, onde Isabela Prado relaciona aquilo que a cidade encobriu – os rios – com aquilo que a cerca, as montanhas.

Mas o ponto alto é mesmo a performance Lição n: Nessa rua tem um rio. Em volume baixo, através do som suave do violino, são os rios que ganham voz. Na performance, a artista cria situações intimistas que, em meio ao caos urbano, variam entre o lirismo e a esquizofrenia, chamando a atenção para os signos que naquela ação se anunciam: aprendendo a tocar, no violino, a canção popular “Se essa rua fosse minha”, repetitivamente Isabela encena um percurso que não se conclui, próprio à aprendizagem, assim como aos rios. O esforço de dominar um instrumento difícil e resistir às dificuldades é uma metáfora da condição dos rios, que correm por baixo dos pés dos passantes silenciosamente.

Sobre a artista

Mineira de Belo Horizonte, Isabela Sales Prado é Mestre em Artes Visuais pela Indiana University (EUA) e graduada em Gravura e Desenho pela UFMG. Participou de programas de residência na Ragdale Foundation (2006) e no Triangle Arts Trust em Amman, Jordânia (Shatana International Artist Workshop) – resultado do trabalho publicado no periódico norte-americano “Chicago Art Journal” (Fall 2006). Além de organizar exposições no Brasil e exterior, a artista tem realizado inúmeras performances e intervenções urbanas.

Serviço:

“Entre ruas e rios”
De Isabela Prado
Abertura: 9 de fevereiro de 2012, quinta-feira, às 19h
Visitação: 10 de fevereiro a 11 de março, das 9h às 21h (segunda-feira a domingo)
Local: Galeria Fayga Ostrower – Complexo Cultural da Funarte – Eixo Monumental, Setor de Divulgação Cultural (entre a Torre de TV e o Centro de Convenções)
Brasília (DF)

“Estrutura Volátil”

O artista paranaense Geraldo Zamproni apresenta sua primeira exposição individual na capital federal com a instalação “Estrutura Volátil”. A mostra será aberta dia 9 de fevereiro, na Marquise do Complexo Cultural da Funarte, em Brasília. O projeto foi contemplado com o Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2011, para ocupação do espaço.

“Estrutura Volátil” é uma instalação com almofadas gigantes que aparentemente substituem os 31 pilares que sustentam a marquise. Confeccionadas em material sintético e sob medida para esta instalação, considerando a secção e altura dos pilares existentes, elas medem 6m X 6m de largura e 2,30m de altura. Ao serem dispostas em fileiras, dão a ideia de sustentarem a  marquise. No centro de cada almofada há um orifício para acomodar o pilar, e um fechamento vertical com velcro conclui a camuflagem. Cada uma é inflada individualmente por um compressor em movimento constante.

Sobre o artista
Geraldo Zamproni, arquiteto, dedica-se exclusivamente à arte desde 2000. Desde então, já realizou diversas exposições no Brasil e no exterior. Seu trabalho agrega elementos da arquitetura em suas esculturas/instalações e, numa operação inversa, ele subverte as funções arquitetônicas de colunas, escadas e paredes. Em “Estrutura Volátil”, a almofada – com seu interior não maciço – traz um conceito de escultura que parte das descobertas modernas, desde os minimalistas e land art, tanto na escala do trabalho quanto na escolha dos materiais. Segundo Geraldo Zamproni, “com o interior vazio, a almofada é apenas a casca, uma forma, que se apresenta ao espectador, trazendo para o domínio da escultura um questionamento da nossa relação com a imagem num mundo reinado por ela”.

“Estrutura Volátil” já foi apresentada em Granada-Espanha na Bienal do Milênio (Museo de al Memoria de Andalucía), em dezembro de 2011.

Serviço:

Instalação “Estrutura Volátil”
de Geraldo Zamproni
Abertura: 9 de fevereiro de 2012, quinta-feira, às 19h
Visitação: 10 de fevereiro a 11 de março, das 9h às 21h (segunda-feira a domingo)
Local: Marquise do Complexo Cultural Funarte
Eixo Monumental, Setor de Divulgação Cultural (entre a Torre de TV e o Centro de Convenções)
Brasília (DF)


Informações:

(61) 3322-2076 / 3322-2029
www.funarte.gov.br l visuaisbsb@funarte.gov.br