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Coletivo Aparelho oferta vagas para residência artística em Belém

Projeto contemplado pela Funarte convida artistas à vivência no Porto do Sal. Inscrições abertas até 24 de setembro

Publicado em 21 de setembro de 2016 Imprimir Aumentar fonte
Porto do Sal
Porto do Sal

Contemplado pelo Programa Rede Nacional Funarte de Artes Visuais – 12ª Edição, o projeto Margem: Encontros e devires sobre o rio, do Coletivo Aparelho, abre convocatória para residência artística no Porto do Sal, com duração de cinco semanas. As inscrições foram prorrogadas e podem ser feitas até o dia 24 de setembro na página oficial do Coletivo ( http://www.aparelho.org ). O projeto oferta quatro vagas.

Espaço de fluxo, o Porto do Sal é um vai e vem de gente e comércio às margens das águas doces e escuras da Baía do Guajará, em Belém do Pará. Área portuária da Amazônia, o Porto mira uma paisagem insular e concentra, a um só tempo, signos da cultura urbana periférica e da tradição ribeirinha. Tamanha efervescência humana e espacial convida a experimentações artísticas em diálogo com seus moradores e seu contexto.

Criado em fevereiro de 2015, o Aparelho é um projeto de arte e cidadania que atua no Mercado do Porto do Sal e seus arredores, desenvolvendo atividades educativas com a comunidade e ocupações artísticas. O coletivo é composto por integrantes advindos principalmente do campo das artes visuais: Elaine Arruda, Josianne Dias, Vivian Santa Brígida, Verônica Limma, Débora Oliveira, Elisa Arruda, Luíz Júnior e Manoel Pacheco.

O Coletivo ocupa o Porto do Sal, reduto de conhecimento tradicional, potencialmente aberto a diálogos e trocas com artistas, inserido em um conjunto de paisagens complexas que refletem uma Amazônia contemporânea. Neste espaço, o Aparelho desenvolve múltiplas linguagens artísticas, estabelecendo dinâmicas com os trabalhadores, artesãos e moradores da região. “Nossas ações são atravessadas pelo intuito de democratização da arte, cuja presença é negociada pelas relações por ela estabelecidas. Nosso interesse é provocar encontros que desdobrem-se em trocas, estranhamentos, inquietações. Deslocar sujeitos-sentidos-vidas dos seus contextos naturalizados e agregá-los em um espaço-tempo que propicie novas formas de ser-estar no mundo”, diz a artista visual Elaine Arruda.

Com essa perspectiva, a primeira chamada pública do Coletivo Aparelho prioriza a participação de artistas que em suas trajetórias já desenvolvam linhas de atuação frente a contextos similares, mobilizando práticas, aproximações e estratégias de estabelecimento de diálogo e produção de sentidos junto a comunidades locais e seus respectivos contextos. “A busca é nos deslocarmos para o espaço público, criar uma cena aberta, acionando uma rede de relações disforme, rizomática, cuja tática é o encontro veiculado pela arte. Como artistas, nosso modo de operação é estar em relação, pois em rede, a trama é uma cadeia, uma sequência, um conjunto de nós”, defende Elaine.

Inscrições

O edital está aberto a artistas de todo o território nacional, com inscrições gratuitas no período até 24 de setembro. São ofertadas quatro vagas, sendo duas delas para participantes residentes em estados da Amazônia Legal Brasileira (Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins) e duas vagas para residentes dos demais estados. Podem se inscrever também artistas estrangeiros, residentes no país há mais de dois anos, com idade mínima de 18 anos. A residência será realizada entre os meses de novembro e dezembro de 2016. Confira as informações completas do edital no site http://www.aparelho.org.